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Rotina de Sono do Yuri

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Nas minhas andanças lá pelo snapchat (não segue ainda? Vai lá – blogmamiemais) algumas seguidoras me pediram para falar sobre a rotina de sono do Yuri.

dsc_9360Luleco com 7 dias de vida, clicado pela Karim Scharf

Eu tenho certeza que tenho muita sorte, vendo histórias de bebês que não dormem por aí, porque não tive problemas com o sono, pelo menos até agora, com nenhum dos dois aqui em casa. E não sei, talvez também seja uma questão de perspectiva. O que é uma criança que dá trabalho para dormir, que dorme mal ou que dorme bem?

No meu ponto de vista, se a criança pega no sono, em um período de até uma meia hora, acorda uma, duas, até três vezes na noite, mas volta a dormir logo em seguida, seja sozinha (sucesso!), seja você indo lá e colocando a chupeta ou dando uns tapinhas no bumbum, eu considero que ela dorme bem.

Agora, se ela pega no sono sozinha no berço, em uns 10 min, não acorda nenhuma vez na noite, por nenhum motivo, essa criança dorme muito bem. Alguns podem até dizer que essa criança é tipo um ET… kkkkkkkkkkkkkkkkk.

Aí eu vou dizer que eu tive quase um ET, a Nina, que dormia sozinha no berço, quase toda a noite e, quando acordava, coisa que acontecia com pouca frequência, voltava a dormir sozinha ou era só ir lá e se fazer presente que ela já voltava a dormir rápido.

Nina 3 mesesNina, aos 3 meses, clicada pela Karim Scharf também :-)

Já o Yuri, considero uma criança normal, que dorme bem. Ele demora uns 10 – 15 min para dormir, mas não dorme sozinho, só no colo, e acorda de uma a três vezes durante a noite (uma ou duas vezes é o mais comum) e, no geral, volta a dormir rápido. Mas também tem noites, várias por sinal, que vai diretão da hora que dorme até o dia seguinte.

Aí, analisando todo esse cenário, eu acho que essa diferença se dá por conta de como fomos levando as coisas com cada um deles. Com a Nina sempre foi possível fazer aquele ritual de sono lindo, que começava sempre no mesmo horário, todo dia igual, sem ninguém para interromper ou atrapalhar. Aí chega o segundo filho e as coisas dão uma “zoneadinha”.

Hoje, com 1 ano e três meses, o ritual noturno do Luli funciona assim. Por volta das 19h30 – 20h, se tudo correu dentro da rotina “padrão”, com uma soneca mais longa (com duração de 1h30 – 2h) e outra mais curta (uns 40 mnin) durante o dia, essa é a janela de sono noturno dele.

Só que assim, não é sempre que ele demonstra que está com sono nesse horário, e aí que mora o perigo. Se estamos envolvidos em outras coisas e acabamos deixando passar, ou se tem visita em casa, ou se estamos nos divertindo e ignoramos que é hora dele dormir mesmo, ele segue acordado e brincando até que, do nada, entra em crise de nervos. Aí minha gente, o caos está instaurado. Ele fica nervoso, puxa o cabelo, arremessa chupeta, tenta puxar o meu cabelo, se chacoalha no colo, e demora para acalmar, demora para dormir, às vezes mais que o dobro do tempo, o que nos faz desistir, e muitas vezes levar ele de volta para o movimento, para deixar ele se entregar sozinho.

De verdade, para mim, tudo errado! Eu sou defensora da rotina, acredito muito que criança gosta de rotina e é mais tranquila quando sabe a sequencia de acontecimentos e acho que, algumas coisas, a criança não sabe a hora certa para escolher. Tipo a hora de dormir. O adulto está ali para conduzir esse processo. Só que vem a parte de que os adultos, e falando aqui, mais especificamente dos pais, são humanos, ficam cansados, falham, e às vezes querem mandar a rotina lá pro… sei lá, imaginem pra onde. Porque também é chato quando você segue a rotina e as coisas não acontecem conforme deveriam. Enfim… tem dias que tudo zoa mesmo.

Bom, esse cenário “caótico” não é nossa rotina, graças a Deus, mas acontece vez ou outra.

Então, no cenário ideal, que é o que procuramos seguir no nosso dia a dia, no horário da janela de sono, antes do Luli começar a demonstrar cansaço ou irritação, começamos o ritual: trocamos fralda, colocamos pijaminha, damos os remedinhos que, por ventura, ele esteja tomando, escovamos os dentes, fazemos lavagem nasal e aí, apagamos a luz do quarto, fechamos a porta e ele toma a mamadeira no colo, vai chacoalhando o paninho no rosto (seu objeto de conforto, que é o que dá segurança e faz ele associar que é hora de relaxar), quando acaba de mamar pega a chupeta, eu ligo uma musiquinha de ninar que dura 20 min, e ficamos com ele na poltrona do quarto. Ele normalmente dorme antes de acabar a música de ninar.

Nunca acostumei ele a dormir sozinho no berço, porque com dois, no meu caso, esse é o ideal, o mais fácil e a garantia de dar certo mais rápido. Com a Nina eu achava o cúmulooooooo acostumar ela dormir no colo. Como mudamos nossos conceitos né?

Bom, também acostumei ele a dormir mamando no peito, quando amamentava, diferente da Nina, que eu já dava uns “cutuquinhos” quando começava adormecer, com receio dela não dormir de outro jeito que não fosse assim (como mudamos nossos conceitos parte 2), e aí ele dorme mais fácil após mamar, do que dar a mamadeira e depois fazer todo o processo de higiene.

Só que, dependendo do dia, não sei bem o que interfere, é só um barulho mais alto acontecer no corredor do quarto, alguém, conhecido como Nina, a irmã mais velha, entrar no quarto, que o ritual todo pode ir por água abaixo! Ele desperta, começa a cantar, quer dançar, se chacoalha, chora, grita, aponta para a porta querendo sair, tenta descer do colo… aí é preciso muita paciência e determinação para fazer ele relaxar de novo e não desistir do processo, que chega a levar 1 hora, 1 hora e meia. É cansativo, mas quando estamos com o mínimo de disposição, é importante seguir firme, para ele entender que naquele cenário, é hora de dormir e ponto.

O que tenho observado nesses quase 4 anos de maternidade, é que o que funciona para um não funciona para outro, não porque a criança não vai se adaptar, mas porque cada casa funciona de um jeito. Hoje em dia, se eu tentasse aplicar a rotina de sono que aplicava para a Nina com o Luli, certamente estaria louca e estressada. Então, acabei cedendo com algumas coisas e tem funcionado bem!

Lembrei também o fato de que sempre deixamos a Nina reclamar um pouco no berço (reclamar, não chorar, porque não sou a favor disso). O Luli já não, porque se ele abre o berreiro, pode acordar a irmã, e aí acabamos acudindo mais rápido do que acudíamos a Nina, o que não resultou em um bebê que aprendeu a voltar a dormir sozinho. É só ele dar umas resmungadas que já estamos lá dando um chamego para ele voltar a dormir logo.

E mesmo assim, de verdade, acho o saldo super positivo! Na rotina ideal, ele vai dormir por volta das 19h30, reclama uma ou duas vezes, uma antes de todos irmos dormir também, e mais uma de madrugada, adormece logo que devolvemos a chupeta na boca dele, que normalmente é o motivo que o faz acordar, mas sem despertar de vez, e vai até umas 6h da manhã, quando mama e, se colocarmos de volta no berço, volta a dormir.

Acho que o importante, independente do ritual que você faça, é sempre repetir a mesma sequencia e manter um padrão. Porque mesmo que você não siga um horário específico, a sequencia de acontecimentos já vai ajudar muito!

E por aí, como funciona a hora do sono? Para quem tem mais de um filho, também sente que os padrões e rotina mudam?

Beijos – Mari

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Acabou a Licença Maternidade

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Na quarta-feira voltei ao trabalho, depois de sete meses e meio em casa, seis meses de licença maternidade e mais 45 dias de férias.

Contei, há algumas semanas, sobre minhas inseguranças e ansiedades para esse retorno e, a notícia boa, é que foi muito mais tranquilo do que eu poderia imaginar.

O berçário voltou do recesso de final de ano na segunda-feira, então, como eu já tinha comentado, eu teria somente dois dias para fazer uma rápida adaptação que, como em boa parte dos casos, é mais da mãe do que do bebê…rs.

Fiquei no primeiro dia uma hora e meia com o Yuri no berçário (lá os pais podem ficar junto mesmo, não precisam ficar em uma sala separada, e só se a criança começar a chorar muito com a presença dos pais, que eles pedem para se afastar, para ver como vai ser). Chegamos entre a mamadeira após a soneca e o lanche da tarde. O Luli ficou olhando para as pessoas, o ambiente e os bebês com aquele franzido na testa, de quem está reconhecendo e tentando entender o que está acontecendo ao seu redor. Mas, em poucos minutos, já estava pegando os brinquedos e distribuindo sorrisos. Comeu o lanchinho na escola e voltamos para casa. Conversei bastante com a coordenadora, vi que ele ficou bem e saí de lá bem mais tranquila do que entrei.

No segundo dia ficamos um pouco mais. Chegamos logo depois do lanchinho da tarde, ele brincou, comeu o jantar com os amiguinhos, passou pela higiene pós refeição e voltamos para casa. No segundo dia ele já estava bem mais à vontade, já começou a interagir com os amiguinhos na hora da refeição, e saiu de lá todo serelepe.

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Aí chegou o terceiro dia, quando eu não estaria mais acompanhando tudo de perto e voltaria ao trabalho. Deixei tudo pronto no dia anterior, mochila de itens diários, mala com as coisas pessoais que ficam na escolinha, roupinha, lanchinho e jantar que o papai daria quando ele voltasse, já que, como papai está de férias até o final do mês, iria busca-lo após o almoço, para não termos que deixar o Luli, logo de cara, em período integral, o que também deixou meu coração bem mais tranquilo.

Eu tinha a expectativa de conseguir amamentar de manhã, antes de ir para o trabalho, mas não rolou. Só consegui na sexta-feira. As manhãs têm sido bem corridas e ainda estamos buscando a melhor forma de tudo funcionar bem. Mesmo deixando tudo o mais organizado possível, fico meio barata tonta, andando de um lado para o outro meio perdida. Sem contar que vamos realmente saber como essa nova rotina será, quando o papai voltar de férias. Então, quando isso acontecer, eu volto para contar como está nossa rotina e as manobras para darmos conta de dois, trabalho, casa, etc.

Mas voltando ao dia do retorno, acordei 5h30, fui treinar com o personal, que vem aqui em casa, subi ás 7h, papai desceu para treinar, o Luli já tinha tomado a mamadeira, a Nina tinha acordado, deixei os dois prontos para irem para a escolinha, montei as lancheiras, que já estavam com as coisas separadas no dia anterior, tomei banho, me arrumei, e papai chegou.

Descemos todos juntos, até nossa diarista (rs), e papai levou as crianças para a escola e eu fui para o trabalho.

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Fui recepcionada de forma calorosa pelas minhas amigas e colegas, que não via há meses! Já haviam algumas pequenas demandas para eu resolver, as coisas administrativas de acessos, e o dia passou super rápido!

Papai foi o melhor papai e marido que poderia ser e me atualizou com fotos e mensagens sobre tudo que foi rolando, foi no hortifruti, deixou o Luli prontinho e cheiroso para o meu retorno para casa. Na hora do almoço liguei na escola e só recebi boas notícias sobre o Luli, que tinha brincado, estava sorrindo, tinha se alimentado bem, tinha dormido. Não podia ser melhor!

No final do dia busquei a Nina na escola, que estava em uma alegria só e cheguei em casa desesperada para abraçar e amassar muito o meu pequeno. Brinquei com os dois, até dar a hora do Luli dormir, não me lembro o que improvisamos para comer, ajeitei todas as coisas para o dia seguinte, fui dormir mega cansada, mas tranquila e feliz.

E os outros dois dias foram no mesmo esquema e eu só tenho a agradecer, pois sei que sou muito abençoada em ter um bebê tranquilo, que não estranha ninguém, que se adapta facilmente em lugares e com pessoas diferentes, que come bem, que dorme bem, enfim… não posso reclamar de absolutamente nada! Deus me escolheu a dedo para ser mãe do Yuri e poder seguir com minhas escolhas com tranquilidade, e ele é responsável, em grande parte, por isso.

Tem também o fato de que acordar, me arrumar, voltar um pouco mais a atenção para mim, me faz bem. Dirigir podendo ouvir o rádio sem interrupções, comer a comida quente e sem ter que parar na metade do prato, respirar outros ares e falar de outros assuntos, são coisas que o dia a dia, mergulhada nos cuidados com a casa e as crianças, eu não conseguia fazer. E o bom é que batendo a saudade, tem os finais de semana para relembrar… hahahahahahaha.

Vamos ver como as coisas vão caminhar com o passar do tempo. O importante é que já começaram bem. Aliás, muito bem!

Beijos e boa semana!!! Mari

 

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Medidas Simples para Acalmar o Bebê

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Quarta-feira estava colocando o Luli para dormir e me surgiu a ideia desse post. Ele estava com bastante sono, mas lutando contra ele (alguém se identifica? rs), então ficava agitado, debatendo as perninhas, chorando, gritando. E aí coloquei em ação algumas medidas que sempre procuro usar para acalmá-lo nesses momentos.

Vou compartilhar com vocês, pois, apesar de não ser garantia absoluta de que funcionam para qualquer bebê como funcionam para o meu e funcionavam com a Nina, são medidas simples e que podem sim trazer resultado.

Vale dizer que essas medidas normalmente acalmam no caso do bebê estar irritado de cansaço, pois, se for fome, fralda suja, calor, frio ou dor, não vai resolver. Mas acho que, principalmente, para mamães de primeira viagem, podem ser úteis.

Barulhos Contínuos

Dizem que não existe lugar mais barulhento que o útero e os barulhos contínuos costumam funcionar. O bebê perde o foco no choro e foca suas atenções nesses barulhos. Pode ser o secador, o liquidificador, o aspirador de pó, o chuveiro. Existem inclusive aplicativos disponíveis que simulam esses sons e até mesmo o som do útero. Eu uso o Sleep Baby.

SleepBaby

Aqui eu uso muito o shiiiiiiiiiii feito em um volume de voz considerável e bem perto do ouvido do Luli. É incrível, mas é começar a fazer o shiiiii no ouvido dele que o choro cessa no mesmo minuto. Pode até voltar depois, mas enquanto tenho fôlego pára…rsrsrsrs. Mas tem que ser um shiiiiiiii como se fosse uma torneira aberta, não pode ser um shi shi shi shi, como se fosse um trem passando. Deu pra entender como é? hahahahahahahaha

Uso bastante por aqui também um pinguim da Fisher Price que toca por 20 minutos músicas relaxantes de Ninar ou barulhinhos de uma floresta (pássaros, riacho, vento). O Luli gosta bastante e a Nina dormia todos os dias com as musiquinhas desse brinquedo. Quando preciso atender a Nina enquanto estou tentando fazê-lo dormir, ele normalmente fica bem quietinho no berço ouvindo esses barulhinhos. O brinquedo ainda tem três placas com imagens que refletem no teto no quarto escuro. Eu não uso muito as imagens porque acho que tira o foco e o Luli acaba despertando, mas é coisa da minha cabeça. Não sei se realmente faz sentido.

Pinguim

Batidinhas leves no Bumbum

Da mesma forma que o bebê perde o foco no choro ao ouvir um som contínuo, quando você dá batidinhas de leve no bumbum, o mesmo acontece. A dupla do som contínuo + batidinhas no bumbum sempre foi infalível por aqui.

Algo para o Bebê Segurar

A comadre da minha irmã me deu essa dica quando a Nina ainda era bebê me vendo dar banho nela, enquanto ela chorava bastante de barriga para cima. Comecei a dar uma fraldinha para ela segurar durante o banho e ela ficava calminha. Podem observar que quando bebezinhos, os pequenos passam boa parte do tempo com as mãozinhas fechadas. Quando você dá algo para eles segurarem, um paninho ou até mesmo o seu dedo, eles agarram com força e se sentem mais seguros.

Sempre que vou fazer o Luli dormir e ele está se debatendo muito e agitado, dou meu dedo para ele segurar, ele aperta com força e relaxa. É como se todo o estresse dele passasse para esse apertão…rs.

Limitar movimentos de pernas e braços

Os espasmos costumam irritar os bebês quando eles estão cansados e são involuntários. Então, quando for ninar o bebê no colo, procure pegá-lo de forma que consiga segurar as perninhas dele fechadas. Eu pego o Luli segurando as perninhas com o braço em que a cabeça dele está apoiada (a cabeça fica apoiada na dobra do antebraço e minhas mãos seguram a coxa contra a outra perninha) e dou o dedo indicador para ele segurar da mão oposta. Ele acalma rapidinho, até suspira.

Objetos de Transição

Aqui a Nina usa até hoje o cheirinho, nome que demos para a fraldinha de pano, e o Luli já usa também. A ideia é que seja um objeto de conforto e que a criança sinta tanto segurança quando está com ela, como associe que quando está com aquele objeto é hora de relaxar. Comecei a oferecer a fraldinha ou uma naninha para o Luli quando ele tinha dois meses. Hoje em dia é só dar a chupeta e o paninho que ele já começa se aconchegar e revirar os olhinhos.

Por aqui eu não dou sempre o mesmo paninho, para não ter aquele problema de não poder nunca lavar o objeto de transição. Então é sempre uma fraldinha ou uma naninha, mas não necessariamente o mesmo que usou no dia anterior.

Naninha

E por aí, vocês têm mais dicas de medidas que possam acalmar os bebês nos momentos de cansaço?

Beijos – Mari