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Seu Marido te AJUDA?

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Quero começar esse post com um vídeo do comercial da marca de sabão em pó Ariel, na Índia, que viralizou há alguns meses atrás na internet.

Quando assisti esse vídeo pela primeira vez fiquei super tocada e emocionada. Foi exatamente em um dia que achava que meu marido não estava me ajudando como deveria, que estava me sentindo sobrecarregada, que pensava que a maior carga estava nas minhas costas… cheguei até a mandar o vídeo pra ele, que me disse que já tinha assistido e achava que não era bem assim que funcionava aqui em casa.

Na hora fiquei mais chateada ainda, mas depois refleti, e sim, ele tinha razão. Aqui em casa a realidade do vídeo não é a nossa realidade, mas é a realidade muitas mulheres!

Sabe, de verdade, eu não vejo problema nenhum na mulher que se dedica a cuidar dos afazeres domésticos, dos filhos, do marido, desde que ela GOSTE de fazer isso, desde que isso seja prazeroso. E diferente de muita gente que diz que o marido não tem que ajudar em casa e nos cuidados com os filhos, que isso é obrigação, é função do pai, do marido, do homem, eu concordo e discordo.

Eu concordo que é obrigação sim, mas a obrigação não deixa de ser ajuda. Não me incomoda dizer que o meu marido me ajuda, e me ajuda muito!

Acho que muitas das mulheres e dos homens da minha geração, nascidos nos anos 70 – 80 (caceta, tô ficando velha!!!!), viveram uma realidade em que ver a mulher em casa, cuidando da comida, da roupa, da limpeza, dos filhos, enquanto o homem trabalhava fora e chegava para “ser servido”, é algo que foi uma realidade natural e, muitas vezes, não questionada.

Coisa de cultura mesmo, que foi passando de geração para geração.

Só que vejo nos dias de hoje, na geração dos nossos filhos, um futuro diferente, um acesso muito maior à informação, a possibilidade de empoderamento da mulher muito maior, e um grupo de mulheres que, depois de lutarem pela sua independência financeira e suas carreiras profissionais, “regrediram” um pouco ao molde mais antigo de se viver, e retornaram aos seus lares para cuidar da comida, da roupa, da limpeza, dos filhos, PORÉM, não aceitando mais que o marido chegue do trabalho e seja apenas “servido”.

Hoje em dia eu tenho observado que as pessoas vêm entendendo (muitos ainda não entendem, infelizmente), que trabalhar em casa pode ser tanto ou mais cansativo do que trabalhar fora, que a responsabilidade da educação de um filho é pesada e que essa tarefa é responsabilidade dos dois, do pai e da mãe, independentemente do cansaço de cada um, independentemente do quanto cada um trabalhe, sendo fora ou dentro de casa.

Não é uma disputa de quem trabalha mais, de quem está mais cansado, é parceria, é companheirismo, é trabalho em equipe!

E como um trabalho em equipe, devem existir as reuniões de trabalho, ou DRs, como preferirem, é necessário tentar aproveitar as habilidades um do outro, ao invés de focar em criticar os defeitos. Cada um dá o melhor que pode de si, não precisa ser divididinho, tudo igualzinho, tudo que um faz o outro faz também. Mas o peso nos ombros precisa ser compartilhado.

Aqui em casa eu me queixo, acho que como toda mulher se queixa, de que meu marido não ouve, de que não faz assim ou assado, de que não presta atenção, de que faz de qualquer jeito. Mas venho me policiando e me esforçando para cada vez mais valorizar o que ele faz de bom, reconhecer que ele também se esforça, porque sim, ele me ajuda!

Eu saio com as minhas amigas, eu vou na academia, eu trabalho de noite e aos finais de semana, e isso seria impossível se eu não tivesse a parceria dele.

Ele não deixa o banheiro após o banho organizado como eu deixo, ele coloca muitas vezes as crianças para dormir sem puxar o edredom da cama, ele deixa a pilha entulhada de louça suja, ele coloca roupas nada a ver para sair com as crianças, ele deixa sapatos e mochilas espalhados pela sala quando chega com as crianças.

Mas ele dá banho em duas crianças ao mesmo tempo enquanto canta e faz brincadeiras debaixo do chuveiro, ele lê histórias e brinca de sombra antes das crianças adormecerem, e fica no quarto pelo tempo que for necessário até que eles adormeçam, ele dá o almoço e o jantar, e oferece a sobremesa, ele leva as crianças para passearem em pracinhas e parquinhos que eu nunca coloquei o pé, ele busca as crianças na escola pontualmente.

E enquanto eu estou trabalhando em casa, ele está trabalhando fora. Não importa quem trabalhou mais. Ele se preocupa em gerar renda para pagar nossas contas, enquanto eu me preocupo em manter a despensa abastecida e pensar no que vamos comer no jantar.

Eu assumo as crianças de manhã, ele assume a noite.

Se ele marca compromissos com os amigos eu assumo as crianças a noite. Se eu preciso resolver algo de manhã ele faz o que for preciso de manhã.

E aí eu vou dizer que ele não me ajuda? Por que vou dizer que isso tudo é obrigação dele? Pode ser, ok. Mas uma mão lava a outra. Eu ajudo ele e ele me ajuda.

Eu reclamo dele, mas ele também reclama de mim. Ele tem defeitos, e eu não tenho? Eu engulo e relevo tanta coisa, mas em nossas DRs reconheci tanta coisa que ele releva e engole também.

Com o passar do tempo ele tem sido cada vez melhor, e eu tenho tido cada vez mais maturidade para FALAR!

FALEM, CONVERSEM, DIGAM PARA SEUS MARIDOS O QUE GOSTARIAM QUE ELES FIZESSEM, OFEREÇAM A OPORTUNIDADE DELES FAZEREM.

Não esperem que eles tomem determinadas iniciativas sozinhos. Tem alguma coisa científica envolvida nisso…rs. Os homens são diferentes das mulheres, fisiologicamente, psicologicamente, emocionalmente. Uma conversa resolve tanta coisa, de experiência própria, RESOLVE!

Eu vou continuar reclamando, não vou mentir, tem dias que acho que nada tá bom. Mas eu vou me esforçar cada vez mais para reconhecer, para falar, para relevar e abstrair algumas coisas.

É obrigação do homem ser participativo sim, e não custa nada para a mulher dar um empurrãozinho.

E para quem sempre me pergunta, sim, o meu marido me AJUDA, e com a ajuda dele construímos e estamos cultivando nossa família. OBRIGADA Rodrigo, por ser meu parceiro, meu companheiro, meu amigo, por aprender comigo e por me ensinar com você. TE AMO!

Beijos – Mari

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Viajando com Crianças – Como fica a Rotina?

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Antes do feriado de Páscoa passamos 7 dias em Maragogi (logo farei o post contanto tudo sobre o hotel, passeios, como chegar…) e uma seguidora me perguntou sobre como fica a rotina das crianças em viagens. Eu já havia pensado em escrever sobre isso e aproveitei o gancho.

Vou compartilhar a minha experiência, como sempre faço, o que não significa que é o certo e o que deve ser seguido por todo mundo, mesmo porque cada criança é uma, cada família é uma, e nem sempre o que se aplica na minha casa funciona na sua.

No geral, eu acho bacana tentar seguir a rotina de casa quando estamos viajando, porém, dependendo do destino e das pessoas que estão viajando junto com a família, isso pode ser algo bem estressante, e momentos que deveriam ser agradáveis e divertidos acabam sendo irritantes e caóticos!

Por que digo isso? Porque não adianta querer seguir à risca os horários das refeições, das sonecas, do ritual de sono, já que muitos passeios legais vão conflitar com esses horários, uma brincadeira divertida vai conflitar com esses horários, um jantar gostoso vai conflitar com esse horário. Por isso acho que o bom senso é sempre a melhor opção.

A preocupação com rotina em viagens com a Nina e com o Luli é bem diferente. Com a Nina é tudo bem mais fácil, pois ela já tem a compreensão de que aqueles momentos são de férias, de diversão, que quando voltarmos para casa tudo volta ao normal. Já o Luli, ainda precisa mais de limites, de ajuda para entender que precisa descansar, que não pode ficar sem comer, etc, etc, etc.

Sobre as sonecas diurnas, no geral, a Nina já não dorme mais durante o dia, e quando está com sono já sabe identificar que está cansada. Avisa e pede ajuda para encontrar um canto confortável. Nessa viagem, especificamente, ela dormiu no percurso dos passeios que fizemos de barco. Encostou em alguém da família e dormiu.

Nina depois do almoço. Falou que estava cansada. Foi só vovó colocar ela no sofá que cataplof!

Já o Luli PRECISA de, pelo menos, uma soneca durante o dia. Se ele não dorme até, no máximo, depois do almoço, fica muito muito muito nervoso. Tudo incomoda, tudo irrita, tudo fica chato e sem graça. Ele não come direito, ele não quer brincar, ele faz birra. Enfim, quem é mãe sabe bem o que é uma criança cansada.

Em casa ele costuma tirar uma soneca das 10h – 11h30 ou 12h. Durante a viagem esse horário se estendia um pouco, pois às 10h estávamos no auge das brincadeiras na praia, na areia ou no mar. Então depois de cansar bastante e tomar um lanchinho ele tirava uma soneca, no carrinho mesmo. Depois de dois dias de viagem, quando saíamos do mar, ele mesmo pedia a chupeta, colo e logo dormia. Teve dias da soneca durar meia hora, o que deixou ele irritado durante a tarde, e teve dia dele dormir comigo no quarto, depois do café da manhã, das 8h30 até meio dia!

Essa soneca “eterna” rendeu um menino muito bem humorado e que aproveitou muito o restante do dia. O mesmo aconteceu em um dia que ele dormiu muito pouco nessa soneca de manhã, na volta do passeio de barco, e fez uma soneca das 15h – 18h30 no quarto com o papai. Acordou disposto, jantou super bem e aproveitou com a família a programação noturna do hotel.

Com o balanço do barco e a maresia, não tem quem não encoste e não se renda a um soninho

E vem aqui um ponto que acho importante levarmos em conta, que é procurar entender as necessidades da criança e, em algumas situações, abrir mão de algo que gostaríamos de fazer. Por mais que relaxar com uma rotina rígida faça bem nesses momentos (na minha opinião), não respeitar os momentos de cansaço da criança não funciona. E não tem jeito, principalmente com mais de um filho, os pais precisam se revezar. A viagem é em família, não em casal. Mesmo com a ajuda dos avós, tem coisa que é só pai e mãe que resolve.

E a soneca diurna já me dá o gancho para falar sobre o ritual do sono que, no caso, não existe muito quando estamos viajando…rs. O máximo que fazemos é dar o leite antes deles dormirem. Procuramos já escovar os dentes, dar os medicamentos e fazer tudo que é necessário depois do banho do final do dia. Assim, se dormirem antes de voltarmos para o quarto, tá tudo certo.

Tem dias que eles dormem sem jantar (dos 7 dias de viagem, pelo menos 3 o Yuri dormiu sem jantar, pois não aguentou esperar e dormiu logo depois do banho), tem dias que dormem com a roupa que foram jantar (quase todos os dias aconteceu com o Luli….rs), tem dias que chegam no quarto ligadões… por aqui eu não estabeleço horário e nem ritual de nada. É meio que tá com sono, encosta e dorme. Eles brincam tanto tanto tanto durante o dia que, pelo menos para nós, dormir a noite não é problema, tamanho o cansaço. O Luli, no geral, desmaiava no carrinho logo após jantar ou no caminho de volta para o quarto. A Nina colocava o pijama e acho que nem lembrava de ter deitado. Mal deitava e estava dormindo.

Em algumas noites que eles estavam mais agitados, colocamos os dois ou um deles na nossa cama, aquelas de hotel que cabem uns 7 filhos (rs), e eles relaxaram e dormiram com nós. Ou seja, na minha opinião, estressar com horário e ritual de sono em viagens é, de fato, estressante…rs.

E o último ponto é sobre a alimentação. Quem me acompanha sabe o quanto me preocupo e me dedico à alimentação das crianças. E não adianta, não relaxo 100% com isso em viagens. Libero muita coisa, não fico e nem sou neurótica, deixo eles aproveitarem, comerem “porcarias” que não fazem parte da nossa rotina. Mas, ao menos uma refeição, ou o almoço ou o jantar, precisa ser feita direito, com um pratinho colorido e nutritivo.

Almoço com arroz integral, feijão, frango grelhado, alface, tomate e beterraba. Nesse dia, os dois limparam o prato!

A Nina não dá o menor trabalho em relação a isso. Ela mesma já faz escolhas, já tem consciência de excessos, quando come muito doce na sobremesa do almoço pede uma fruta no jantar. Os beliscos entre as refeições não atrapalham. Ela comeu doce quase todos os dias na sobremesa, mas antes comia um belo prato de comida de verdade, com arroz, feijão, salada, proteína. Todos os dias ela comeu picolé de manhã e pipoca no lanche da tarde com a recreação. Mas tomava seu café da manhã direitinho e sempre comia a fruta do lanche antes da pipoca, que sim, era feita com bastante óleo…rs.

Café da manhã com suco de melancia, banana, misto quente no pão integral e bolo de milho

Salada de frutas para começar o lanchinho com a recreação

Já com o Luli, não dá para ser tão flexível assim. Ele come bem, não podemos reclamar, mas troca fácil um prato de comida por um pedaço de pão, dispensa a fruta para se jogar em um pedaço de bolo de chocolate, se belisca entre as refeições não quer nem experimentar a comida. Se deixar ele passa a viagem toda a base de leite, banana e pipoca. E ok se a viagem durasse um final de semana, mas sete dias fora de casa eu não acho razoável deixar o negócio tão solto assim, então isso é algo que me deixa incomodada mesmo.

Nos dois primeiros dias de viagem ele deu um baile para comer, isso quando comeu. Aí conversei com os avós, com o papai, com a Nina também e “cortamos” beliscos, queijos e pães entre as refeições. Ele tomava o leite, café da manhã, comia uma fruta antes da soneca e depois o almoço. Se almoçava bem eu deixava ele à vontade no período da tarde, e se não jantasse direito tudo bem. Mas se não almoçava, o período da tarde era mais controlado. Ou seja, equilíbrio. Não precisa ficar comendo só verdinho e mil cores no prato, mas também não precisa descambar e passar uma semana se entupindo de pão, doce, pipoca e sorvete.

A satisfação com um picolé na mão…rs

Em resumo, o que acredito, como falei mais acima, é no bom senso e no equilíbrio. Em viagens se pode muito mais do que se pode no dia a dia, mas também não pode tudo. Se fizer mal criação tem cantinho do pensamento, se tiver cansado tem que dormir, se não comeu direito no almoço tem que comer no jantar. E assim vai.

E por aí, como vocês encaram a rotina em momentos de lazer?

Beijos – Mari

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7 Dicas para Organizar e Planejar o Tempo

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Eu não sou nenhuma especialista em organização de tempo, mas visto a quantidade de papéis que concilio no meu dia a dia e o tanto de coisa que faço, acho que até que consigo me organizar bem (estou modesta… kkkkk). Tem também o fato de que gosto do assunto, me interesso em ler e aprender sobre como otimizar o meu dia, sobre técnicas e dicas para conseguir me planejar, focar, produzir mais e melhor.

Então, o post de hoje é com algumas dicas práticas e simples (eu acho simples…rs), que acredito que me ajudam bastante no meu dia a dia. Não é sempre que as coloco em prática, e quando as deixo de lado, me arrependo, porque realmente são hábitos que fazem muita diferença. Com planejamento e organização o dia flui muito melhor!

E não são dicas que servem só para quem trabalha fora, como eu, mas que podem ser usadas por qualquer pessoa, independente da atividade que exerça.

tempo

1. Tire os compromissos da cabeça. Se tem uma coisa que atrapalha muito a produtividade é aquele monte de compromissos e afazeres que ficam martelando nossa cabeça. Tira o foco, você está fazendo uma coisa, logo se lembra de outra que precisa fazer, aí para o que está fazendo, começa aquela outra atividade, quando vê começou mil coisas e não terminou nenhuma. Então, minha dica é tirar os compromissos e afazeres da cabeça. Ande com um bloquinho, use o celular, o tablet, qualquer coisa que funcione para você e, quando lembrar de algo, anote para não esquecer. A não ser que seja algo que precise obrigatoriamente ser feito naquele momento (tipo, desligar o fogo da panela senão vai queimar a comida…rs), anote e deixe para fazer depois. Quando colocamos no papel, anotamos em alguma ferramenta, aquilo sai da mente e não fica te atormentando. Um dos principais problemas de organização é não termos controle de tudo que precisamos fazer, e não é possível confiar 100% em nosso cérebro, em nossa memória.

2. Liste as atividades e não somente os projetos. Se eu pensar que preciso, por exemplo, organizar o piquenique de Halloween, que é algo que está próximo de acontecer, e escrever isso na minha listinha, isso é o meu projeto. Mas existe uma série de atividades que precisam ser feitas para esse projeto ser concluído, e o que eu preciso ter detalhado são essas atividades – buscar inspirações, convidar as pessoas, fazer lista de comes e bebes, dividir tarefas, fazer as compras, executar… essas são as minhas atividades. Muitas vezes, deixamos coisas passarem e precisamos sair correndo para resolver no desespero, porque não detalhamos o que precisamos fazer para um projeto maior acontecer. E isso vale para qualquer coisa. Se seu projeto é ir no mercado, você deveria ter atividades como, checar geladeira e despensa, preparar o cardápio da semana, fazer a lista de compras.

3. Tenha tudo consolidado em um lugar só. Se tem uma lição que aprendi e que me livrou de muitos problemas de perder compromissos é ter uma agenda só, para minha vida pessoal e minha vida profissional. Eu visualizo todos os meus compromissos juntos, e vou organizando meus horários conciliando as duas coisas. Não tem jeito, nossa vida pessoal está totalmente relacionada com a vida profissional, e se quebrarmos os compromissos em duas agendas, a chance de deixar alguma coisa passar é grande. E na minha agenda eu não tenho somente compromissos com horários, mas as tarefas que preciso executar no dia a dia.

4. Segregue as atividades por categoria. As tarefas que preciso executar no dia são divididas em três categorias: ação, acompanhamento, para o futuro. As atividades que exigem uma ação, que precisam que eu faça algo, normalmente vão me tomar mais tempo, e por isso programo um tempo maior para executá-las. Já as tarefas de acompanhamento, listo, por exemplo, meia hora do dia para diversas delas (confirmar consultas, checar se recebi retorno para e-mails…). Já as atividades para o futuro, são aquelas que não existe muita ação de imediato, e aí ela fica na minha listinha, mas não como parte das minhas prioridades. Essa segregação ajuda a dar foco e priorizar o que você, de fato, precisa fazer primeiro. Normalmente, a ordem é começar pelo que exige uma ação, para que depois disso ela entre para a listinha de acompanhamento.

5. Deixe tempo livre para imprevistos. Os imprevistos acontecem, não temos controle total da nossa vida e do nosso dia, então, não podemos ter todas as horas do nosso dia programadas. Isso certamente trará frustração, porque nossas expectativas não serão realistas. Uma ligação inesperada, uma dor de barriga, um congestionamento, vão atrapalhar seus planos. Então, eu costumo deixar, no mínimo, 1h30 por dia livre na minha agenda para imprevistos. Se tudo correr bem, ótimo, consigo adiantar alguma atividade que estava para ser executada mais pra frente. Caso contrário, se alguma surpresa acontecer, você não é pego de calças curtas.

6. Organize sua agenda semanalmente. Quando você tira os compromissos da cabeça, lista tudo que precisa ser feito, sabe que tudo estará consolidado em lugar só, não precisa ficar olhando sua agenda toda hora. Eu costumo organizar minha agenda da semana seguinte sempre às sextas-feiras a tarde. É um dia que funciona pra mim, pois já começo a segunda-feira sabendo como meu dia vai começar. Como eu já vou listando minhas atividades no decorrer dos dias, eu já vou alocando os compromissos e tarefas nas datas que espero realizar as atividades, aí, na sexta-feira é mais uma revisão do que tenho de compromisso, do que preciso preparar para cumprir determinados compromissos (por exemplo, se tenho uma consulta, preciso preparar no dia anterior os exames que preciso levar, se vou levar as crianças para tomar vacina, preciso preparar no dia anterior a mochila e a carteirinha…) e aí eu vou listando essas coisinhas nos buracos da agenda. Não demoro mais que meia hora para fazer isso, e começar a semana tendo o mínimo de controle do que vai acontecer no decorrer dos dias é muito bom.

7. Dê pausas durante o dia. Quando achar que alguma coisa está truncada, que o dia não está andando, pare, respire, vá tomar um café e depois volte. Se ainda assim não conseguir sair do lugar, passe para a próxima atividade. Uma simples pausa pode fazer muita diferença na sua produtividade.

Se planejar é um hábito, e como um hábito, precisa ser desenvolvido. Se você se acha uma pessoa desorganizada e se interessou por essas dicas, eu te diria para não tentar incorporá-las no seu dia a dia de uma vez só. Vai uma por uma. Quando uma delas se tornar hábito, tente incorporar a próxima. Eu aplico técnicas para organização do meu tempo hoje, que há meses ou anos atrás não aplicava porque, de fato, é um aprendizado.

Meu dia não acontece sempre perfeitamente bem, com tudo conforme o planejado. Existem semanas que preciso parar, antes da sexta-feira chegar, e reorganizar minha agenda. Às vezes alguns imprevistos acabam com os melhores dos planejamentos, mas saber que tenho controle do que precisa ser feito, já tira um bom peso das costas.

E vocês, tem alguma dica bacana para organização e planejamento do tempo para compartilhar também?

Beijos – Mari