Tag: A Rotina

Categorias:A Rotina  • Bebês e Crianças  • Maternidade

A Rotina de Uma Mãe de Dois com um Recém Nascido em Casa

•  por  •  postado em

Uma das minhas principais ansiedades antes do nascimento do Yuri era a expectativa de como seriam as coisas em casa com dois. Havíamos preparado a Nina, conversado bastante, mas o comportamento dela com a chegada do irmão era uma surpresa! Ela poderia ser super carinhosa, como poderia ficar agressiva, manhosa, birrenta, regredir… enfim. Não tinha como saber.

Também sempre ouvimos dizer que quando o primeiro filho é calmo, o segundo é completamente diferente e vice-versa. Então, eu tinha um certo receio de como seria o temperamento do Yuri, já que a Nina foi um bebê extremamente calmo e fácil de cuidar. E o que sempre ouvimos sobre a fome de meninos. Meu Deus, eu confesso que já estava preparada psicologicamente para, se necessário, complementar a amamentação com fórmula.

No fim das contas a Nina se demonstrou uma filha maravilhosa (como sempre foi), uma criança totalmente equilibrada e segura, uma irmã mais velha nota 1.000!!!! (farei um post só sobre esse assunto). É claro que existem momentos de mal criação, de birra, de querer chamar atenção, mas não é nada que aumentou com a chegada do Luli. Acredito eu que estes episódios estão mais relacionados com a idade dela do que com a chegada do irmão.

DSC_0753[1]

Segundo dia de vida do Yuri, primeira vez que a Nina pôde beijá-lo, abraça-lo, segura-lo no colo. Foi lindo, muito emocionante. Foram cenas que sempre sonhei para minha vida.

 Irmaos1

Yuri com 17 dias e meus dois tesouros prontos para o arraiá da escolinha da Nina.

O Luli não tem nem o que falar. É um anjo desde o dia que nasceu. Chora raramente, tem bastante gases, mas não tem cólica, e isso gera um desconforto nele, mas longe de choros enlouquecedores. Ele mama com intervalos regulares, dorme por horas seguidas… enfim, é o sonho de qualquer mãe!

DSC_1060

No dia do meu aniversário, Yuri com 18 dias. O melhor presente que eu poderia ganhar.

 DSC_1054

Recebendo chamegos da vovó.

Desde a chegada do nosso caçulinha, passamos por diversos ajustes em nossa rotina, até achar o que é ideal para nós, que não significa que será imutável. Quando eu sentir necessidade, ajusto as coisas de novo. Não tem fórmula, não significa que funciona para qualquer família. O que farei aqui é compartilhar minha experiência com vocês, como faço sempre.

O Yuri nasceu na terça-feira, chegamos em casa na sexta-feira, e meus pais ficaram por aqui até domingo. Na semana seguinte o meu marido ficou em casa de licença paternidade, minha recuperação da cesárea foi excelente, e eles puderam voltar para o interior, para retornarem nos finais de semana.

DSC_1050

A mãe que sou hoje é reflexo do que eles foram e são para mim! Não tem como descrever em palavras o amor que tenho pelos meus pais!

Apesar de poucos dias, esse período com meus pais aqui em casa foi ótimo para eu conseguir entender um pouco do que estava acontecendo na minha vida. A semana seguinte, com meu marido em casa, foi bom também para dividirmos algumas tarefas e o papai começar a se inteirar da vidinha do Luli, sem a presença da Nina, já que ela fica na escolinha em período integral.

DSC_0793

Olha a cara do Luli de quem melou todo o trocador de cocô e está se fazendo de desentendido na cama da irmã enquanto eu limpava a meleca…rsrsrsrsrsrs

Mas, foi na segunda semana em casa, com a Nina na escolinha, o papai de volta ao trabalho e eu sozinha com o pituco que a nova vida começou de verdade, do jeito que seria nos próximos meses.

Durante a semana estou tendo ajuda de uma diarista que me ajuda em uma semana dois dias e na outra três dias. Na semana que ela vem três dias é uma maravilha! Eu só me preocupo com o Luli e a comida. Dou uma forcinha para ela arrumando as camas, colocando louça na máquina, recolhendo a bagunça, porque acumula muita roupa para lavar e passar e as coisas do Yuri não estou mandando para passar na lavanderia (mandei uma vez mas não gostei do jeito que voltou… tudo dobrado de um jeito que acabou amassando… sou chata mesmo…rs). Na semana que ela vem duas vezes eu acabo precisando colocar uma roupa para lavar, recolher roupa, e a casa fica máomenos, sabe como é? rs.

Aos finais de semana que fica mais punk, porque aí a Nina está em casa o dia todo, quer atenção e eu tenho que me desdobrar para dar atenção para ela, cuidar do Yuri, preparar alguma coisa para comermos, receber visitas…enfim. Meu marido, familiares e amigos acabam ajudando muito! Mas o peso maior sobra pra mim, a cobrança como mãe é minha né? Faz parte. Nos finais de semana eu acabo chorando, ficando mais sensível, irritada, descontando no marido. Mas paciência. Sou humana, fico cansada, não sou super mulher (e nem quero ser), e essa fase de privação de sono, que acredito ser o mais difícil nesses meses iniciais com um bebê em casa, vai passar. O bom é que como mãe de segunda viagem você tem certeza que passa.

Quando a Nina era bebê, a rotina dela era beeeeeem rígida! Demorou para eu relaxar e desencanar de algumas coisas, já falei sobre isso aqui no blog.

Com o Yuri as coisas estão bem diferentes! Muito mais “lights”, sem pressão, sem cobrança, e tudo tem dado certo. Ele tem uma rotina sim, mas aquela rigidez de horários, aquela escravidão da rotina não existe mais por aqui. Os horários que vou colocar para vocês são horários médios. Tem variação de meia hora, uma hora, até uma hora e meia, dependendo do dia. Tem dia que o Luli está mais “mamão” e mama com intervalo de duas horas, tem dias que tá mais dorminhoco e mama com intervalo de 3 horas e meia. Nas duas primeiras semanas eu segui horários direitinho, e logo, assim como a Nina, ele virou um reloginho e agora não controlo mais na unha.

Então, nosso dia é basicamente assim:

6h30 – Troco a fralda, amamento e coloco ele de volta para dormir no berço. Com a Nina eu trocava a fralda depois que ela mamava. Com o Luli não funciona. Ele é muito preguiçoso e se eu faço isso ele mama uns cinco minutos, desmaia, e aí quer mamar em um intervalo muito curto de tempo de novo. Então troco a fralda antes dele mamar e se ele faz cocô, troco a fralda depois que ele mama de novo. Aí volto para minha cama.

Entre 7h30 – 8h00 – A Nina acorda. Nisso consegui tirar uma sonequinha de 30min a 1 hora. Levanto com ela, acordamos o papai e, juntos, vamos nos dividindo entre colocar para fazer xixi, dar o leite, preparar para ir para a escolinha, tomarmos café da manhã.

8h30 – Papai leva a Nina para a escolinha

9h30 – Troco a fralda, amamento e normalmente, após essa mamada, o Luli fica acordado até a próxima.

10h30 – Preparo o almoço (se não sobrou comida do jantar do dia anterior)

Entre 11h30 – 12h – Almoço

12h30 – Troco a fralda, amamento. Tem dias que ele dorme até a próxima mamada, tem dias que dorme uma hora, tem dias que não dorme quase nada…rs.

15h30 – Troco a fralda, amamento e ele dorme.

Entre 16h30 – 17h – Dou banho. Escolhi esse horário porque depois que a Nina chega em casa o banho fica muito tumultuado (com ela o banho era parte do ritual da hora de dormir, com o Luli o ritual é bem meia boca, mas tem…rs). No início estava dando o banho meia hora antes da próxima mamada, mas o Luli ficava muito agitado porque acho que a fome começava apertar. Aí antecipei o banho para dar um intervalo menor para a próxima mamada e tem dado super certo. Ele fica super relaxado, passa o banho até esboçando sorrisinhos.

17h30 – Amamento e ele desmaia!

18h30 – Se não fiz almoço, preparo o jantar.

Entre 18h30 – 19h – Papai chega com a Nina da escolinha, dou um lanchinho ou comida, e vou tomar banho com ela. É nosso momento juntas. Jantamos juntos.

Entre 20h – 20h30 – Troco fralda, amamento, papai fica com a Nina, e às vezes ela fica pendurada em mim e no Luli enquanto ele mama (rs), coloco ele no berço. O ritual é basicamente mamar no escuro, com a casa já mais em silêncio (a Nina tem entendido melhor e ficado mais calma nesse horário… nos primeiros dias parecia que ela ligava no 220 quando eu ia dar essa mamada), e ir para o berço.

Entre 21h – 21h30 – Papai coloca a Nina para dormir e eu tiro leite com a bomba elétrica.

Entre 21h30 – 22h – Vou dormir.

Entre 23h – 23h30 – Papai troca a fralda e dá a mamadeira com o leite que tirei.

Entre 3h – 4h – Luli acorda para mamar. Como papai deu a mamadeira das 23h, eu vou dormir umas 22h e acordo só para essa mamada. Ajuda muitoooooooooooooooooooooo!

Começa tudo de novo (rs).

Nos intervalos da mamada, como ele é muito bonzinho, mesmo que ele esteja acordado eu consigo tomar banho, escrever aqui para vocês, nos finais de semana brincar com a Nina, dormir um pouco. E assim têm sido os nossos dias. Tem funcionado super bem! Claro que eu meu marido estamos cansados, os dois compartilham de sono e olheiras (rs), mas sabemos que essa rotina mais puxada logo muda e o cansaço vai ser por outros motivos.

Irmaos2

Aproveitando um tempo com a Mini Gente enquanto o pituco dorme.

Bom gente, o post ficou gigante! É muito assunto que um recém nascido em casa gera para um blog materno, então, para me ajudarem, me digam sobre o que querem ler. Vai ser ótimo poder fazer algo mais direcionado.

Super beijo – Mari

Categorias:A Gestação  • A Rotina  • Bebês e Crianças  • Enxoval  • Higiene  • Maternidade  • Produtos em Geral  • Saúde

Como Lavar as Roupas do Enxoval do Bebê

•  por  •  postado em

Oi gente! Como passaram de feriado prolongado?

Por aqui passamos o final de semana na casa dos meus pais, no interior de SP, e a segunda e a terça em casa, organizando bagunça, cuidando da Nina que ficou resfriada, fazendo comidinhas para comer direito e congelar para as próximas semanas, “descansando” (bem entre aspas meeeeeeeeeeesmo…rs), e lavando e passando as roupinhas do Luli!!!! E é sobre essa última tarefa que vou falar hoje.

Quando eu estava grávida da Nina, com 6 meses de gestação as roupinhas dos tamanhos 0 até 9 meses estavam todas lavadas e passadas. Ansiedade me definia! Quem lavou e passou tudo para mim foi minha mãe e eu não sei direito como ela fez. Só sei que mandei o sabão que queria que ela usasse e não foi usado amaciante, porque eu achava que não podia. Hoje já sei que se o produto for adequado para a pele sensível dos bebês não tem problema nenhum.

Dessa vez eu quis assumir essa tarefa porque tenho a sensação de que não curti a gestação do mesmo jeito que foi com a Nina e senti uma vontade e uma necessidade forte de cuidar disso, para relembrar as coisas que comprei, que ganhei, e ter um momento para cuidar das coisas do meu pequeno.

Diferente da primeira vez, essa atividade começou com oito meses e meio de gestação e só lavei as roupinhas dos tamanhos até 3 meses, roupa de cama, banho e fraldinhas. Conforme o Yuri for crescendo eu vou lavando as roupinhas maiores. Dessa vez também tem o fato de a ansiedade estar chegando mais forte agora (com a Nina acho que desde que descobri a gravidez já estava ansiosa…rs), e quem já é mãe de dois ou está grávida do segundo sabe que tudo sai mais “atropelado”, já que o primeiro filho consome boa parte do nosso tempo livre.

Nunca fiz grandes pesquisas sobre esse tema e, como faço em muitas situações, usei minha intuição e o que acho que faz sentido na minha casa e no meu dia a dia, que é o que vou compartilhar com vocês. Então, não levem a ferro e fogo ok? Considerem que é a minha experiência e, para quem achar legal, pode aproveitar as “dicas”.

1. Comprei sabão líquido e amaciante da marca Vida Macia. De todas as marcas que usei quando a Nina era bebê, essa é a minha preferida. Acho o cheirinho delicioso, bem suave e apesar de deixar as gavetas e armários super perfumados, não é forte a ponto de incomodar. Não usei o amaciante nas roupas do enxoval da Nina porque não conhecia, mas logo que vi no supermercado, passei a usar também. Dessa vez, já usei no enxoval do Yuri nessa primeira lavagem.

Sabão

2. Cortei as etiquetas somente das roupas que terão contato com a pele, basicamente dos bodies, já que calças e macacões sempre estarão por cima de bodies e não vi necessidade de ter essa trabalheira agora. Boa parte do enxoval do Yuri para esse primeiro trimestre é da Carters e as etiquetas são bem macias, então, se no dia a dia achar necessário, vou cortando as etiquetas que ficaram nas calças e macacões depois.

3. Como minha máquina é bem grande (capacidade de 11 kg) eu agrupei as roupas para juntar a maior quantidade possível em cada “monte”, o que gerou três rodadas da máquina ligada para lavar tudo: roupas brancas, roupas escuras (azul marinho, preto, vermelho, vinho, etc), e roupas coloridas (de cores mais claras). Não separei roupa de cama e de banho das outras roupinhas, já que essa primeira lavagem é mais para tirar a poeira e algum resíduo que tenha nas roupas. Não tem roupa encardida e usada ali no meio, então, não vi necessidade de separar nada. O que fiz foi separar roupas mais delicadas em saquinhos para não pegar pêlos e soltar fios ou linhas.

4. Usei o programa “lavagem antialérgica” com o nível de sujeira baixo e centrifugação super alta. Nesse programa a minha máquina aquece a água e usa um programa de enxague que não deixa qualquer resíduo. Se minha máquina não tivesse essas opções, eu usaria o programa de roupas delicadas.

5. Como o tempo estava bom, demorou menos de um dia para tudo estar seco.

6. Só passei as coisas que saíram amassadas da máquina, em função do programa de lavagem que usei. Meias, macacões de plush que saem praticamente secos e sem nenhum amassado, almofadas, etc, eu não passei.

7. Não guardei nada em saquinhos, já que as coisas que lavei são as que vou usar logo nos primeiros meses. Só limpei bem as gavetas com pano úmido para tirar qualquer vestígio de poeira, passei um pano seco depois para evitar que ficasse umidade e pronto.

A minha diarista me ajuda a lavar as minhas roupas, do meu marido e da Nina e como, a princípio, eu não terei empregada todos os dias quando o Yuri nascer, quero continuar cuidando das roupinhas dele e se ver que algo não deu certo vou contando para vocês.

Quando eu terminar de arrumar a cômoda e o guarda-roupas faço um post contando como organizei tudo.

E me contem nos comentários, como vocês cuidam das roupinhas dos pequenos?

Beijos!!!! Mari

Categorias:A Rotina  • Bebês e Crianças  • Desenvolvimento  • Maternidade

Quando Relaxar com a Rotina?

•  por  •  postado em

Nesse final de semana fomos para Taubaté no casamento de uma prima. Foi a primeira vez que a Nina foi em uma festa deste tipo e ficamos hospedados em um hotel para não termos que pegar estrada de madrugada na volta. Nesse tipo de situação a rotina e as coisas saem um pouco do curso normal do dia a dia, e então pensei em falarmos de novo sobre a tal da rotina.

Rotina

Quando a Nina nasceu e durante muitos e muitos meses eu fui bem rígida com a rotina dela. Eu era tão rígida, que em muitos momentos acho que fui escrava da rotina. Ela tinha hora para tudo: para mamar, para comer, para brincar, para tomar banho, para dormir, para tirar sonecas. Me lembro que em muitos finais de semana meus pais e familiares me diziam para eu não ser tão rígida, já que era final de semana e as coisas não precisavam seguir regras sempre. Mas eu sempre batia o pé e mantinha tudo nos eixos, já que na minha cabeça, para a Nina não tinha essa de dia de semana e de final de semana e as coisas caminhavam muito bem assim.

Vou dizer que não me arrependo de ter levado desse jeito, principalmente nos primeiros meses. Primeiro porque gosto de ter rotina na minha própria vida e saber que vou conseguir me planejar, e segundo porque acho que muito do que a Nina é hoje se deve à forma que as coisas foram conduzidas quando ela ainda era um bebê. Mas também devo dizer que em muitos momentos me vi presa à essa rotina, tendo que controlar a hora de sair, a hora de voltar, a hora de me arrumar, para não deixar que o horário da Nina comer ou dormir fosse descumprido.

Acho que eu não chegava a ser neurótica, os horários nunca foram cravados, mas eu tentava ao máximo não ultrapassar meia hora para mais ou menos do que tinha planejado. Quando passava eu ficava irritada, preocupada em tudo ficar bagunçado, mas aos poucos fui percebendo que a vida com um bebê em casa não segue um cronograma pontual e que sempre surgem surpresas no caminho.

A rotina sempre me ajudou a lidar com essas surpresas, mas a Nina começou a crescer, mostrar vontades próprias, independência, e muitas vezes um comportamento mais similar ao de uma criança do que ao de um bebê, e de forma natural, já que não me lembro em que momento que isso aconteceu exatamente, eu fui cedendo e relaxando com essa rotina tão rígida.

Não que a rotina não exista mais, ela existe sim, principalmente durante a semana que é quando a Nina está na escolinha e os horários de lá são religiosos. Mas aos finais de semana as coisas já não são mais tão regradas assim e isso faz em muitos momentos as coisas se tornarem mais leves.

No geral, as coisas em casa acontecem em uma mesma sequência de fatos e mais ou mesmo em horários similares, mas diferentes dos que a Nina segue na escolinha. Lá ela almoça às 11h da manhã e nos finais de semana, como ela almoça com a família, acaba comendo entre 12h30 – 13h. Ela normalmente come bem, mas dá uma bagunçada no horário da soneca, pois na escolinha, neste horário ela normalmente está dormindo e quando está comigo demonstra sinais de cansaço e sono. Mas paciência… ela adora fazer as refeições com nós e eu não vou almoçar as onze horas da manhã. Então, ela acaba se adaptando e entrando no esquema do final de semana.

Aí quando ela está muito irritada e quando estou disposta (sim, quando estou disposta, pois tem dias que abstraio totalmente e não me esforço em nada para fazer ela dormir depois do almoço), eu termino de dar o almoço, sigo a sequência de cuidados que acontece na escolinha (escovar os dentes, trocar a fralda) e coloco ela para dormir. Muitas e muitas vezes quem cumpre essa tarefa é o papai, que me ajuda absurdamente nos cuidados com a pequena.

E então tem dias que ela dorme e tem dias que ela brinca de pula-pula na cama, de correr pela casa e não dorme por nada. Nas primeiras vezes eu ficava incomodada e me irritava, não me conformava de não ter o botão para programar e fazer ela entender que naquela hora ela tinha que dormir. Hoje em dia já relaxei completamente. Deixo ela dormir na hora que ela quiser. Tem dias que ela dorme depois do almoço, outros que vai dormir as 15h, outros as 17h… tudo depende do que está rolando em casa, se tem visita, se estamos fora, se ela está distraída com algo.

Essa “falta de rotina” para a soneca não tem interferido em nada no sono noturno e vale dizer que ela nunca passou um dia sequer sem dormir a tarde. Essa soneca dura pelo menos 1h30, chegando a durar até 3h, pois vai depender do horário que ela foi dormir no dia anterior e acordar no dia seguinte, o que é outra coisa que mudou por aqui.

Até uns 3 ou 4 meses atrás, não me lembro exatamente, a Nina ia dormir todos os dias religiosamente por volta das 20h. Ela deitava na cama, levantava algumas vezes e se rendia pegando no sono sozinha. E então, de um dia para o outro ela não queria dormir mais nesse horário e o tempo foi postergando, postergando, postergando, até que chegou no horário que ela vai dormir hoje, entre 21h – 22h.

Depois de algumas noites insistindo, parei de lutar contra, mesmo porque quando o sono bate ela capota, dorme sozinha e apesar de em algumas noites levantar da cama incontáveis vezes até dormir de verdade, não grita, não chora, não dá chilique e depois dorme a noite toda. No outro dia ela acorda entre 7h30 – 8h, o que para meu marido que cuida dela todos os dias de manhã é ótimo, já que quando ela ia dormir às 20h acordava entre 6h – 6h30 no máximo!!!!! Sinceramente acho um pouco tarde esse horário para ela, mas acabo cedendo e aproveitando por ter mais um tempinho com ela acordada comigo a noite. Tem finais de semana que ela até fica com papai  e mamãe assistindo uma televisão debaixo das cobertas antes de ir dormir. Momentos estes que não tem preço!!!!!

Em relação à alimentação eu deixo a Nina comer tudo o que ela quiser desde que ela completou 1 ano de idade, mesmo porque em casa dificilmente tem besteiras e nossa alimentação é bem equilibrada. Então, não me preocupo quando saímos ou quando temos visitas em casa dela comer um docinho ou algo menos nutritivo. Ela mesma nem curte muito e acaba sempre optando por se esbaldar com uma fruta ao invés de um chocolate. Nesse aspecto eu tive muita sorte e não preciso nem me esforçar para fazer ela comer bem e de forma saudável. Controlo um pouco os beliscos entre as refeições, mas também não nego porque ela come o dia todo em pequenas porções e quando pede alguma coisa é porque está com fome mesmo.

Esse final de semana foi tipicamente daqueles em que acabo fazendo as coisas na hora que dá e do jeito que dá. Não acho que seja um caos, mas para alguém controladora como eu, já é algo que há um tempo atrás me deixaria de cabelo em pé!!! Vou contar como foi em detalhes:

Sábado

8h – mamadeira, bisnaguinha com requeijão e pão francês (pedacinhos)

9h30 – levei a Nina para cortar o cabelo e ela chupou meio pirulito

10h30 – uma banana nanica

12h30 – era para ela estar almoçando, mas atrasou tudo e ela comeu outra bisnaguinha com requeijão e 3 bolachas maisena. Estava desmaiando de sono, mas mantive ela acordada para tentar dar o almoço.

13h – almoçou no restaurante por kilo. Arroz, feijão preto, chuchu, carne cozida, batata frita, bolinho de espinafre frito, melancia, suco de laranja. Apesar das frituras, comeu bastante coisa nutritiva, já que eu não sabia como iria rolar a alimentação dela no restante do dia e no dia seguinte.

14h – 15h30 – a soneca foi no carro durante a viagem

16h – mamadeira

17h – café da tarde na padaria com a família. Comeu pão com manteiga, broa de fubá e bolo de milho (tudo de pedacinhos que foi beliscando das tias, avós e pais)

18h30 – banho

19h – levei o jantar para o hotel de casa e ela comeu sopa de legumes com macarrão de letrinha e uva de sobremesa

20h – batatas Pringles. Acho que ela comeu umas 6 unidades

22h – dois mini kibes no casamento

22h30 – mamadeira e desmaiou no carrinho

Meus pais voltaram com ela para o hotel por volta da meia noite e eu e o meu marido voltamos as 2h30 da manhã para zumbirmos no dia seguinte…zzzzzzzzzzzzzzz

Domingo

8h – como previsto eu estava zumbindo e não tive coragem de descer na recepção do hotel para pegar água quente para a mamadeira (a Nina não toma a mamadeira fria. Sim, eu criei esse hábito nela…hehehehehe). Ela tomou um iogurte e comeu meia banana que eu tinha trazido de casa e achou o máximo essa lambança na cama do hotel assistindo televisão.

9h – tomou café da manhã com a família e comeu queijo prato, peito de peru, maçã, pão e suco de laranja

10h30 – uva

12h30 – mamadeira, já que não iriamos almoçar ainda

13h30 – 15h30 – soneca no carro durante a viagem de novo

16h – almoço. Horário super adequado para uma criança almoçar…rs. Comeu arroz selvagem com brócolis, tilápia e camarão, pedacinhos de carne da entrada e suco de laranja, abacaxi e hortelã. Ela comeu muito. Devia estar morrendo de fome, judiação!!!

17h30 – quase uma pera inteira

18h30 – banho

19h – uma papinha e meia da nestle salgada, daquelas da primeira fase que é a que ela gosta e me salva quando não tenho opção. Comeu também quase uma mexerica inteira de sobremesa.

21h – mamadeira

21h30 – dormiu

O horário que a Nina almoçou no domingo me deixou super incomodada, mas depois que vi ela comendo bem, nem vi tanto problema assim…rs.

Então, se alguém me fizer a pergunta do título desse post: Quando Relaxar com a Rotina?, eu vou responder: quando você achar que ela já não funciona mais para você. Chegou um momento que ao invés de uma rotina rígida me ajudar, me desgastaria e me atrapalharia. Tem gente que não aplica rotina nunca, porque só de pensar em uma já fica mais perdido do que se deixar a vida levar. Cada um sabe o que funciona ou não dentro de casa.

Acho que temos que usar a nossa sensibilidade e instinto maternal para aos poucos irmos entendendo os nossos filhos, sabendo onde podemos ser mais ou menos flexíveis, o que pode causar o caos e o que é só uma exigência de nossa parte e muitas vezes exigência da sociedade e das pessoas ao nosso redor.

Imagino que quando tiver meu próximo filho a rotina existirá de novo. Mais firme e rígida nos primeiros meses e mais flexível depois. Não sei se será a mesma que foi aplicada para a Nina, já que em uma próxima situação terei outra criança em casa que não me permitirá algumas coisas.

Mas a maternidade é isso. Um aprendizado, uma conquista, uma vitória, uma descoberta a cada dia.

Contem como lidam com a rotina por aí nos comentários.

Beijos – Mari