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Como Lavar as Roupas do Enxoval do Bebê

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Oi gente! Como passaram de feriado prolongado?

Por aqui passamos o final de semana na casa dos meus pais, no interior de SP, e a segunda e a terça em casa, organizando bagunça, cuidando da Nina que ficou resfriada, fazendo comidinhas para comer direito e congelar para as próximas semanas, “descansando” (bem entre aspas meeeeeeeeeeesmo…rs), e lavando e passando as roupinhas do Luli!!!! E é sobre essa última tarefa que vou falar hoje.

Quando eu estava grávida da Nina, com 6 meses de gestação as roupinhas dos tamanhos 0 até 9 meses estavam todas lavadas e passadas. Ansiedade me definia! Quem lavou e passou tudo para mim foi minha mãe e eu não sei direito como ela fez. Só sei que mandei o sabão que queria que ela usasse e não foi usado amaciante, porque eu achava que não podia. Hoje já sei que se o produto for adequado para a pele sensível dos bebês não tem problema nenhum.

Dessa vez eu quis assumir essa tarefa porque tenho a sensação de que não curti a gestação do mesmo jeito que foi com a Nina e senti uma vontade e uma necessidade forte de cuidar disso, para relembrar as coisas que comprei, que ganhei, e ter um momento para cuidar das coisas do meu pequeno.

Diferente da primeira vez, essa atividade começou com oito meses e meio de gestação e só lavei as roupinhas dos tamanhos até 3 meses, roupa de cama, banho e fraldinhas. Conforme o Yuri for crescendo eu vou lavando as roupinhas maiores. Dessa vez também tem o fato de a ansiedade estar chegando mais forte agora (com a Nina acho que desde que descobri a gravidez já estava ansiosa…rs), e quem já é mãe de dois ou está grávida do segundo sabe que tudo sai mais “atropelado”, já que o primeiro filho consome boa parte do nosso tempo livre.

Nunca fiz grandes pesquisas sobre esse tema e, como faço em muitas situações, usei minha intuição e o que acho que faz sentido na minha casa e no meu dia a dia, que é o que vou compartilhar com vocês. Então, não levem a ferro e fogo ok? Considerem que é a minha experiência e, para quem achar legal, pode aproveitar as “dicas”.

1. Comprei sabão líquido e amaciante da marca Vida Macia. De todas as marcas que usei quando a Nina era bebê, essa é a minha preferida. Acho o cheirinho delicioso, bem suave e apesar de deixar as gavetas e armários super perfumados, não é forte a ponto de incomodar. Não usei o amaciante nas roupas do enxoval da Nina porque não conhecia, mas logo que vi no supermercado, passei a usar também. Dessa vez, já usei no enxoval do Yuri nessa primeira lavagem.

Sabão

2. Cortei as etiquetas somente das roupas que terão contato com a pele, basicamente dos bodies, já que calças e macacões sempre estarão por cima de bodies e não vi necessidade de ter essa trabalheira agora. Boa parte do enxoval do Yuri para esse primeiro trimestre é da Carters e as etiquetas são bem macias, então, se no dia a dia achar necessário, vou cortando as etiquetas que ficaram nas calças e macacões depois.

3. Como minha máquina é bem grande (capacidade de 11 kg) eu agrupei as roupas para juntar a maior quantidade possível em cada “monte”, o que gerou três rodadas da máquina ligada para lavar tudo: roupas brancas, roupas escuras (azul marinho, preto, vermelho, vinho, etc), e roupas coloridas (de cores mais claras). Não separei roupa de cama e de banho das outras roupinhas, já que essa primeira lavagem é mais para tirar a poeira e algum resíduo que tenha nas roupas. Não tem roupa encardida e usada ali no meio, então, não vi necessidade de separar nada. O que fiz foi separar roupas mais delicadas em saquinhos para não pegar pêlos e soltar fios ou linhas.

4. Usei o programa “lavagem antialérgica” com o nível de sujeira baixo e centrifugação super alta. Nesse programa a minha máquina aquece a água e usa um programa de enxague que não deixa qualquer resíduo. Se minha máquina não tivesse essas opções, eu usaria o programa de roupas delicadas.

5. Como o tempo estava bom, demorou menos de um dia para tudo estar seco.

6. Só passei as coisas que saíram amassadas da máquina, em função do programa de lavagem que usei. Meias, macacões de plush que saem praticamente secos e sem nenhum amassado, almofadas, etc, eu não passei.

7. Não guardei nada em saquinhos, já que as coisas que lavei são as que vou usar logo nos primeiros meses. Só limpei bem as gavetas com pano úmido para tirar qualquer vestígio de poeira, passei um pano seco depois para evitar que ficasse umidade e pronto.

A minha diarista me ajuda a lavar as minhas roupas, do meu marido e da Nina e como, a princípio, eu não terei empregada todos os dias quando o Yuri nascer, quero continuar cuidando das roupinhas dele e se ver que algo não deu certo vou contando para vocês.

Quando eu terminar de arrumar a cômoda e o guarda-roupas faço um post contando como organizei tudo.

E me contem nos comentários, como vocês cuidam das roupinhas dos pequenos?

Beijos!!!! Mari

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Quando Relaxar com a Rotina?

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Nesse final de semana fomos para Taubaté no casamento de uma prima. Foi a primeira vez que a Nina foi em uma festa deste tipo e ficamos hospedados em um hotel para não termos que pegar estrada de madrugada na volta. Nesse tipo de situação a rotina e as coisas saem um pouco do curso normal do dia a dia, e então pensei em falarmos de novo sobre a tal da rotina.

Rotina

Quando a Nina nasceu e durante muitos e muitos meses eu fui bem rígida com a rotina dela. Eu era tão rígida, que em muitos momentos acho que fui escrava da rotina. Ela tinha hora para tudo: para mamar, para comer, para brincar, para tomar banho, para dormir, para tirar sonecas. Me lembro que em muitos finais de semana meus pais e familiares me diziam para eu não ser tão rígida, já que era final de semana e as coisas não precisavam seguir regras sempre. Mas eu sempre batia o pé e mantinha tudo nos eixos, já que na minha cabeça, para a Nina não tinha essa de dia de semana e de final de semana e as coisas caminhavam muito bem assim.

Vou dizer que não me arrependo de ter levado desse jeito, principalmente nos primeiros meses. Primeiro porque gosto de ter rotina na minha própria vida e saber que vou conseguir me planejar, e segundo porque acho que muito do que a Nina é hoje se deve à forma que as coisas foram conduzidas quando ela ainda era um bebê. Mas também devo dizer que em muitos momentos me vi presa à essa rotina, tendo que controlar a hora de sair, a hora de voltar, a hora de me arrumar, para não deixar que o horário da Nina comer ou dormir fosse descumprido.

Acho que eu não chegava a ser neurótica, os horários nunca foram cravados, mas eu tentava ao máximo não ultrapassar meia hora para mais ou menos do que tinha planejado. Quando passava eu ficava irritada, preocupada em tudo ficar bagunçado, mas aos poucos fui percebendo que a vida com um bebê em casa não segue um cronograma pontual e que sempre surgem surpresas no caminho.

A rotina sempre me ajudou a lidar com essas surpresas, mas a Nina começou a crescer, mostrar vontades próprias, independência, e muitas vezes um comportamento mais similar ao de uma criança do que ao de um bebê, e de forma natural, já que não me lembro em que momento que isso aconteceu exatamente, eu fui cedendo e relaxando com essa rotina tão rígida.

Não que a rotina não exista mais, ela existe sim, principalmente durante a semana que é quando a Nina está na escolinha e os horários de lá são religiosos. Mas aos finais de semana as coisas já não são mais tão regradas assim e isso faz em muitos momentos as coisas se tornarem mais leves.

No geral, as coisas em casa acontecem em uma mesma sequência de fatos e mais ou mesmo em horários similares, mas diferentes dos que a Nina segue na escolinha. Lá ela almoça às 11h da manhã e nos finais de semana, como ela almoça com a família, acaba comendo entre 12h30 – 13h. Ela normalmente come bem, mas dá uma bagunçada no horário da soneca, pois na escolinha, neste horário ela normalmente está dormindo e quando está comigo demonstra sinais de cansaço e sono. Mas paciência… ela adora fazer as refeições com nós e eu não vou almoçar as onze horas da manhã. Então, ela acaba se adaptando e entrando no esquema do final de semana.

Aí quando ela está muito irritada e quando estou disposta (sim, quando estou disposta, pois tem dias que abstraio totalmente e não me esforço em nada para fazer ela dormir depois do almoço), eu termino de dar o almoço, sigo a sequência de cuidados que acontece na escolinha (escovar os dentes, trocar a fralda) e coloco ela para dormir. Muitas e muitas vezes quem cumpre essa tarefa é o papai, que me ajuda absurdamente nos cuidados com a pequena.

E então tem dias que ela dorme e tem dias que ela brinca de pula-pula na cama, de correr pela casa e não dorme por nada. Nas primeiras vezes eu ficava incomodada e me irritava, não me conformava de não ter o botão para programar e fazer ela entender que naquela hora ela tinha que dormir. Hoje em dia já relaxei completamente. Deixo ela dormir na hora que ela quiser. Tem dias que ela dorme depois do almoço, outros que vai dormir as 15h, outros as 17h… tudo depende do que está rolando em casa, se tem visita, se estamos fora, se ela está distraída com algo.

Essa “falta de rotina” para a soneca não tem interferido em nada no sono noturno e vale dizer que ela nunca passou um dia sequer sem dormir a tarde. Essa soneca dura pelo menos 1h30, chegando a durar até 3h, pois vai depender do horário que ela foi dormir no dia anterior e acordar no dia seguinte, o que é outra coisa que mudou por aqui.

Até uns 3 ou 4 meses atrás, não me lembro exatamente, a Nina ia dormir todos os dias religiosamente por volta das 20h. Ela deitava na cama, levantava algumas vezes e se rendia pegando no sono sozinha. E então, de um dia para o outro ela não queria dormir mais nesse horário e o tempo foi postergando, postergando, postergando, até que chegou no horário que ela vai dormir hoje, entre 21h – 22h.

Depois de algumas noites insistindo, parei de lutar contra, mesmo porque quando o sono bate ela capota, dorme sozinha e apesar de em algumas noites levantar da cama incontáveis vezes até dormir de verdade, não grita, não chora, não dá chilique e depois dorme a noite toda. No outro dia ela acorda entre 7h30 – 8h, o que para meu marido que cuida dela todos os dias de manhã é ótimo, já que quando ela ia dormir às 20h acordava entre 6h – 6h30 no máximo!!!!! Sinceramente acho um pouco tarde esse horário para ela, mas acabo cedendo e aproveitando por ter mais um tempinho com ela acordada comigo a noite. Tem finais de semana que ela até fica com papai  e mamãe assistindo uma televisão debaixo das cobertas antes de ir dormir. Momentos estes que não tem preço!!!!!

Em relação à alimentação eu deixo a Nina comer tudo o que ela quiser desde que ela completou 1 ano de idade, mesmo porque em casa dificilmente tem besteiras e nossa alimentação é bem equilibrada. Então, não me preocupo quando saímos ou quando temos visitas em casa dela comer um docinho ou algo menos nutritivo. Ela mesma nem curte muito e acaba sempre optando por se esbaldar com uma fruta ao invés de um chocolate. Nesse aspecto eu tive muita sorte e não preciso nem me esforçar para fazer ela comer bem e de forma saudável. Controlo um pouco os beliscos entre as refeições, mas também não nego porque ela come o dia todo em pequenas porções e quando pede alguma coisa é porque está com fome mesmo.

Esse final de semana foi tipicamente daqueles em que acabo fazendo as coisas na hora que dá e do jeito que dá. Não acho que seja um caos, mas para alguém controladora como eu, já é algo que há um tempo atrás me deixaria de cabelo em pé!!! Vou contar como foi em detalhes:

Sábado

8h – mamadeira, bisnaguinha com requeijão e pão francês (pedacinhos)

9h30 – levei a Nina para cortar o cabelo e ela chupou meio pirulito

10h30 – uma banana nanica

12h30 – era para ela estar almoçando, mas atrasou tudo e ela comeu outra bisnaguinha com requeijão e 3 bolachas maisena. Estava desmaiando de sono, mas mantive ela acordada para tentar dar o almoço.

13h – almoçou no restaurante por kilo. Arroz, feijão preto, chuchu, carne cozida, batata frita, bolinho de espinafre frito, melancia, suco de laranja. Apesar das frituras, comeu bastante coisa nutritiva, já que eu não sabia como iria rolar a alimentação dela no restante do dia e no dia seguinte.

14h – 15h30 – a soneca foi no carro durante a viagem

16h – mamadeira

17h – café da tarde na padaria com a família. Comeu pão com manteiga, broa de fubá e bolo de milho (tudo de pedacinhos que foi beliscando das tias, avós e pais)

18h30 – banho

19h – levei o jantar para o hotel de casa e ela comeu sopa de legumes com macarrão de letrinha e uva de sobremesa

20h – batatas Pringles. Acho que ela comeu umas 6 unidades

22h – dois mini kibes no casamento

22h30 – mamadeira e desmaiou no carrinho

Meus pais voltaram com ela para o hotel por volta da meia noite e eu e o meu marido voltamos as 2h30 da manhã para zumbirmos no dia seguinte…zzzzzzzzzzzzzzz

Domingo

8h – como previsto eu estava zumbindo e não tive coragem de descer na recepção do hotel para pegar água quente para a mamadeira (a Nina não toma a mamadeira fria. Sim, eu criei esse hábito nela…hehehehehe). Ela tomou um iogurte e comeu meia banana que eu tinha trazido de casa e achou o máximo essa lambança na cama do hotel assistindo televisão.

9h – tomou café da manhã com a família e comeu queijo prato, peito de peru, maçã, pão e suco de laranja

10h30 – uva

12h30 – mamadeira, já que não iriamos almoçar ainda

13h30 – 15h30 – soneca no carro durante a viagem de novo

16h – almoço. Horário super adequado para uma criança almoçar…rs. Comeu arroz selvagem com brócolis, tilápia e camarão, pedacinhos de carne da entrada e suco de laranja, abacaxi e hortelã. Ela comeu muito. Devia estar morrendo de fome, judiação!!!

17h30 – quase uma pera inteira

18h30 – banho

19h – uma papinha e meia da nestle salgada, daquelas da primeira fase que é a que ela gosta e me salva quando não tenho opção. Comeu também quase uma mexerica inteira de sobremesa.

21h – mamadeira

21h30 – dormiu

O horário que a Nina almoçou no domingo me deixou super incomodada, mas depois que vi ela comendo bem, nem vi tanto problema assim…rs.

Então, se alguém me fizer a pergunta do título desse post: Quando Relaxar com a Rotina?, eu vou responder: quando você achar que ela já não funciona mais para você. Chegou um momento que ao invés de uma rotina rígida me ajudar, me desgastaria e me atrapalharia. Tem gente que não aplica rotina nunca, porque só de pensar em uma já fica mais perdido do que se deixar a vida levar. Cada um sabe o que funciona ou não dentro de casa.

Acho que temos que usar a nossa sensibilidade e instinto maternal para aos poucos irmos entendendo os nossos filhos, sabendo onde podemos ser mais ou menos flexíveis, o que pode causar o caos e o que é só uma exigência de nossa parte e muitas vezes exigência da sociedade e das pessoas ao nosso redor.

Imagino que quando tiver meu próximo filho a rotina existirá de novo. Mais firme e rígida nos primeiros meses e mais flexível depois. Não sei se será a mesma que foi aplicada para a Nina, já que em uma próxima situação terei outra criança em casa que não me permitirá algumas coisas.

Mas a maternidade é isso. Um aprendizado, uma conquista, uma vitória, uma descoberta a cada dia.

Contem como lidam com a rotina por aí nos comentários.

Beijos – Mari

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As vantagens de ser Mãe e trabalhar fora

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Quando criei o blog, o primeiro post que escrevi foi sobre a minha visão sobre Ser Mãe e Trabalhar Fora. Acho que toda mãe, em algum momento na vida, já se questionou sobre qual a melhor escolha: trabalhar fora, trabalhar em casa, ficar em casa e trabalhar só cuidando dos filhos e da casa (quando é possível escolher). Acho que todas as opções sempre terão vantagens e desvantagens, mas como a que vivo é a opção de trabalhar fora, é sobre isso que vou falar.

Imagem1

Muitas vezes me vejo traduzida exatamente na imagem acima… hahahahahaha. Tentando equilibrar com toda a classe e elegância os cuidados com a casa, com a Nina, com trabalho e ainda me manter apresentável para a sociedade (rs).

Vou ser super sincera em dizer que em diversos momentos já pensei em parar de trabalhar e procurar outras opções que me permitissem mais tempo em casa e com a Nina. Mas pensando racionalmente e refletindo, acho que para mim, pelo menos por enquanto, a escolha que fiz me traz muitas coisas positivas e é assim que permanecerei enquanto isso me fizer bem e feliz, que é o que acontece atualmente.

O objetivo desse post não é influenciar ninguém a tomar uma ou outra decisão, mas sim, ajudar mamães que possam estar aflitas por terem escolhido essa alternativa, a verem o lado bom disso tudo.

Acho válido dizer que as vantagens que vou listar aqui são visões pessoais minhas, que estou bem colocada no mercado de trabalho, que gosto do que faço, AMO a empresa onde trabalho e mais ainda as pessoas que trabalham comigo. Isso faz toda a diferença!!!! Há alguns anos atrás, se eu pensasse em largar meu emprego, seria uma escolha muito mais simples, já que quanto mais você se desenvolve profissionalmente, mais difícil é tomar essa decisão. Por isso, hoje vejo muito mais coisas positivas do que negativas na minha escolha.

1. Independência Financeira

Acho que a principal vantagem é a independência financeira que o trabalho nos possibilita. Eu comecei a trabalhar com 16 anos, e quando entrei na faculdade já pagava a mensalidade do meu curso. Sempre fui muito independente e desde cedo comecei a conquistar as minhas coisas com meu esforço. Isso é algo de que me orgulho muito e tenho certeza que teria muita dificuldade em ter que depender do meu marido financeiramente. Aqui em casa é ele o responsável por boa parte das despesas domésticas, mas eu sou totalmente responsável pelas minhas despesas pessoais, por minhas coisinhas de mulher (rs), tenho total liberdade para comprar o que bem entender (e o que o meu dinheiro permitir, é claro), sem ter que dar satisfações para ninguém. Isso é ótimo!!!!!! E eu sei bem, pois já vi isso de perto com amigos e familiares, o quanto problemas financeiros afetam a vida dos casais e das famílias.

2. Ter tranquilidade para atender as necessidades da minha filha

Quando eu falo de necessidades da minha filha, não me refiro a brinquedos, roupas ou bem materiais em geral. Me refiro a necessidades básicas mesmo, de alimentação, saúde e educação, pois, infelizmente em nosso país não temos como contar com esse tipo de suporte público.

Tenho benefícios que a empresa me oferece, que mesmo que eu tivesse renda própria como uma profissional autônoma eu não teria. Então, tenho total tranquilidade em saber que se ela tiver um problema grave de saúde (que Deus nos proteja disso), tenho um convênio médico que me possibilita tratamento nos melhores hospitais (só não morri por um problema de saúde que tive no ano passado em função dessa assistência!).

Além disso, posso oferecer uma educação de qualidade, e não digo no melhor e mais caro colégio não, mas em um colégio de bairro, que ainda assim tem preços bem salgados!!!! Sabemos o quanto é caro oferecermos uma boa educação para os nossos filhos, e sem dinheiro, não tem jeito, isso é bem mais difícil de se conseguir.

3. Ocupar a cabeça com assuntos que não estejam ligados com a maternidade

A maternidade é mágica e deliciosa!!! Mas também é muito cansativa e desgastante, e cuidar o dia todo de um bebê ou uma criança não é tarefa fácil. Além de não ser fácil, não é valorizada pelos que estão ao seu redor. É inevitável depois que nos tornamos mães, grande parte das nossas conversas e pensamentos estarem voltados a este assunto, já que nossos filhos são o que existem de mais precioso em nossas vidas.

Mas ocupar a cabeça com outras coisas que não estejam ligadas com a maternidade também é muito bom. É ótimo parar para tomar um café com o pessoal do trabalho e rir de assuntos aleatórios, que é fato, muitas vezes incluem os filhos. É ótimo poder conversar com as amigas sobre moda e coisas de mulher. É ótimo ter que pesquisar assuntos relacionados à sua especialidade técnica e aprender e ouvir falar de outras coisas que acontecem por aí.

4. Me cuidar (na marra)

Durante a minha licença maternidade e nos dias em que fico com a Nina em casa a vontade de ficar de pijama e mal escovar os dentes é fooooooooooooorte!!!!! (nojinho… hahahahahahaha). Tem dias que acordo com aquela vontade de ser mulherzinha e me arrumar, mas no geral, se estou em casa quero ficar largadona, e trabalhar fora me obriga a ter o mínimo de vaidade, porque não dá para me apresentar em público na situação que eu me encontraria no conforto do meu lar (medo da cena!).

No meu caso, trabalhar fora é um super incentivo para eu me preocupar com a minha vaidade. Fazer as unhas, uma escova no cabelo, me maquear, escolher uma roupa mais legal. E isso acaba fazendo um bem danado para o meu ego e minha auto estima, o que reflete positivamente na felicidade da minha filha, pois bem sabemos o quanto nossas crianças são esponjas de nossos sentimentos. Não tem verdade maior que a que diz que mãe feliz é criança feliz.

5. Ter tempo para fazer coisas do meu interesse

Muita gente me pergunta como consigo dar conta de tantas atividades no meu dia a dia. Tenho lá as minhas formas de organização que me ajudam muito, mas também tenho a impressão cada vez mais, que parece que o meu dia rende mais e tenho mais tempo disponível do que mamães que cuidam dos filhos o dia todo, e para mim, isso tem uma explicação.

Quando estou com a Nina o dia todo, o dia todo ela me demanda. Mamãe, mamãe, mamãe… acho que ouço uns 200 mamães por dia, no mínimo!!!! Consigo fazer o que preciso, mas em uma velocidade muitoooooooooooooo menor do que quando estou sozinha.

Então, trabalhar fora me possibilita uma pausa para tomar um café sem ninguém me chamar, uma pausa para conversar sem interrupções, um almoço tranquilo e gostoso sem ter que comer a comida fria, ou usar a hora do almoço para fazer a unha, para arrumar o cabelo, para comprar alguma coisa. Enfim, acho que tenho mais tempo para mim do que se ficasse em casa o tempo todo com a pequena.

6. Ser valorizada profissionalmente

Não tem satisfação maior do que ver que nossos filhos estão crescendo bem, saudáveis, espertos e felizes!!!!! Mas como disse mais acima, o trabalho de cuidar da casa e dos filhos é muito ingrato e pouco valorizado. Eu de verdade me sinto muito mais cansada quando passo um dia inteiro cuidando da casa e da Nina, do que um dia inteiro cheio de afazeres no escritório.

Para mim, ser valorizada como uma profissional competente e que faz alguma diferença no dia a dia de uma empresa que admiro e respeito é algo que me traz muita satisfação. Muitas vezes já me senti injustiçada, chateada e mal compreendida em querer mais reconhecimento pelas coisas que faço em casa, e imagino que passar por essa “frustração” constantemente, não seria algo que me faria bem.

7. Dar valor à qualidade do tempo e não à quantidade

Essa foi uma lição que hoje posso dizer com toda a segurança que aprendi mesmo! Não importa o tempo que eu tenha para ficar com a Nina durante o dia, que seja 15 minutos ou um dia inteiro. Se o tempo é escasso e são 15 minutos que eu tenho, esses 15 minutos serão muito bem aproveitados, mas muito bem aproveitados mesmo! E eu tenho certeza o quanto eles são bem aproveitados ao ver a feliciade dela em estar comigo nesse tempo e ao demonstrar tranquilidade quando esse tempo acaba. Tenho certeza que minha filha sabe que pode contar comigo.

E como já disse em algum post anterior que não me lembro qual é (rs), muitas vezes preciso sim me dividir, ainda no pouco tempo que tenho com a Nina, entre cumprir tarefas e aproveitar esses momentos com ela, mas mesmo assim, ainda acredito que tenho equilibrado bem os pratinhos e não estou deixando nada a desejar no que se trata de amor, respeito e atenção à minha Princess.

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Nina e mamãe felizes em uma de nossas fotos no elevador antes de eu ir para o trabalho :-)

Mas quero muito abrir um espaço para falarmos disso aqui mamis. Me digam de vocês, quem trabalha fora, quem fica em casa, quem trabalha cuidando da casa e dos filhos? O que vocês vêem de bom e de ruim nessas escolhas?

Beijos e uma ótima semana!

Mari