Cataratas do Iguaçu com Crianças

No ano passado fiquei devendo esse post para vocês. Falei sobre o Hotel Bourbon em Foz do Iguaçu fora de temporada e acabei não voltando para contar como foi nosso passeio às Cataratas do Iguaçu com crianças.

O primeiro ponto que gostaria de colocar é que, na minha opinião, o passeio às Cataratas, apesar de ser MARAVILHOSO, LINDO, realmente IMPERDÍVEL, é super possível de ser feito COM crianças, mas não é um passeio PARA crianças.

Aqui em casa, não sei por qual motivo, a Nina tem medo de cachoeira, não gosta nem daquelas cascatas de piscina, ou seja, ela foi, viu tudo, achou bonito, mas em determinado momento, para ela, era só mais uma cachoeira. Ela começou a ficar impaciente e queria voltar para o Hotel, para brincar na recreação, para ir na piscina, fazer atividades de forma mais livre e divertida.

Yuri dormiu boa parte do passeio no carrinho e viu pouca coisa. Conversei com alguns pais que estavam hospedados em nosso hotel que haviam feito o passeio com as crianças e no geral a opinião foi sempre a mesma.

Algumas famílias são mais aventureiras, algumas crianças mais destemidas, e aproveitam mais o dia do que outras. Mas no geral, é um passeio cansativo e sem grandes estruturas para crianças. Então, nesse post, vou falar sobre o Parque Nacional do Iguaçuonde estão as cataratas, e dar algumas dicas que acho serem bem válidas para quem fará esse passeio com os pequenos.

O parque é patrimônio natural da humanidade, e as Cataratas do Iguaçu são uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza. O título foi conquistado em 11 de novembro de 2011, por meio de um concurso internacional promovido pela Fundação New Seven Wonders.

No dia do nosso passeio acordamos sem pressa, tomamos café da manhã no hotel, fiz uma lancheira com diversas opções de lanches, frutas e sucos, e fomos até o parque de taxi. É possível também pedir uma van, mas quando você está em um grupo grande de pessoas, o taxi sai mais em conta (por volta de R$ 35,00 a corrida), pois a van cobrará um valor por pessoa. Chegamos no parque por volta das 10h da manhã.

Também existe a opção de contratar os pacotes fechados disponibilizados pelas agências e hotéis, só que normalmente esses passeios saem muito cedo e são mais caros. Eu sinceramente não acho que vale a pena.

O parque é enorme, com mais de 185 mil hectares! O valor dos ingressos é bem acessível, conforme quadro abaixo. O que pode tornar o passeio caro são os passeios opcionais.

O parque tem estacionamento, mas ao entrar no parque o deslocamento é feito em ônibus próprios, que passam em intervalos de aproximadamente 10 a 15 minutos em cada uma das 6 paradas. Os ônibus são todos pintados com ilustrações de animais da fauna brasileira, as crianças adoraram!!!!!

São ônibus de 2 andares, e a graça é ir no andar superior, onde venta muito! Então, a primeira dica é levar casacos leves com capuz para as crianças. Caso contrário, vá no andar de baixo, onde o ônibus é fechado e com ar condicionado.

É super tranquilo para levar carrinho. Existe uma área no andar inferior para estacionar os carrinhos dentro do próprio ônibus, então não tem nem o trabalho de ficar abrindo e fechando o mesmo.

Durante todo o passeio você se depara com uma quantidade absurda de quatis. As crianças amaram!!!! E é muito importante dizer que apesar dos animais estarem acostumados com a presença humana, ficam enlouquecidos com comida e podem atacar!!! Quando mordem eles podem transmitir raiva, então, não é bom ficar muito próximo deles, e nem consumir alimentos quando eles estiverem rodeando.

Iniciamos o nosso passeio na parada da Trilha das Cataratas, com 1,2 km de extensão, onde pagamos um belo de um mico ao pegar o lado errado da trilha e enfrentarmos diversos degraus de escada com o carrinho. Considerando que Luli dormiu logo no início da caminhada, o carrinho estava bem pesado…rs. Como estávamos em 6 adultos (eu e o Rodrigo, meus pais e meus sogros), fomos nos revezando, mas é possível pegar um elevador logo no início da trilha, que te levará diretamente ao mirante principal e ao acesso à Garganta do Diabo, que é a mais deslumbrante queda, com aproximadamente 90 metros de altura! Para pegar o elevador você precisa ir em direção ao Espaço Naipi, onde tem uma loja de lembranças, banheiros e quiosques.

As crianças não foram até a Garganta do Diabo, nos revezamos e fomos somente os adultos. A passarela para chegar até a melhor visão da enorme queda d’água molha bastante, então é bom ir com uma capa de chuva, mas quando você passa pelo percurso todo, não molha mais, então é possível levar a câmera ou celular protegido para tirar lindas fotos. Não fizemos isso e nos arrependemos.

Sobre a trilha, a desvantagem de chegar de elevador é que você não desfruta dos diversos mirantes de contemplação que estão no percurso (entende porque é possível com crianças mas não é para crianças? você aproveita o passeio com algumas limitações). A Nina foi sem carrinho e caminhou todo o percurso de ida, mas na volta reclamou diversas vezes por não querer mais andar.

Eu me emocionei em diversos momentos olhando aquela paisagem e a grandiosidade do poder de Deus e da natureza. É realmente uma sensação maravilhosa e belezas naturais únicas.

Finalizada a trilha fomos almoçar na Estação Porto Canoas, que não precisa de ônibus para chegar, pois está pertinho da Trilha das Cataratas. Lá existem algumas opções de fast food, uma lanchonete com lanches leves, sucos naturais, água de coco e saladas, e o Restaurante Porto Canoas, que tem buffet cobrado por pessoa, sem cobrar a refeição das crianças. Os adultos não estavam com muita fome e achamos que o custo x benefício do valor do buffet (se não me engano R$ 64,00) não compensava. Então comemos na praça de alimentação e só peguei um prato para o Luli no restaurante, que a atendente fez a um preço camarada (ela abriu uma exceção para nós).

Se hoje eu fizesse esse passeio de novo teria levado uma marmitinha de comida para as crianças e comeria na praça de alimentação, já que estávamos hospedados em um ótimo hotel com um jantar completo e muito gostoso para depois, além de termos tomado um café da manhã super reforçado. Porém, fica a critério dos hábitos e costumes de cada família.

Depois do almoço pegamos o ônibus e fomos para a Parada Macuco Safari, um dos principais passeios do Parque, cobrado a parte, conforme tabela de preços abaixo.

Devido ao valor e às características do passeio, achamos melhor as crianças não participarem. Meu pai também não estava muito animado, então fomos eu, Rodrigo, meus sogros e minha mãe.

 

“Com aventura desde o começo do passeio, o Macuco Safari inicia com uma trilha na mata atlântica, percorrida em carreta puxada por carro elétrico, que permite uma visão geral de todo o cenário. Durante o percurso pela selva, guias explicam sobre a fauna e a flora do Parque.

A segunda etapa, um trecho de 600 metros leva o grupo numa caminhada pelas trilhas que conduzem a cachoeira batizada de Salto Macuco (nós seguimos o passeio no carro elétrico, mas abaixo explico). No caminho podem ser observadas orquídeas, palmitos, bromélias, árvores centenárias, além dos animais silvestres, que de vez em quando atravessam a trilha, animando ainda mais o passeio.

Para a aventura dentro d’água o parque disponibiliza barcos infláveis, seguros e eficientes, fabricados de acordo com as necessidades do percurso. Os corajosos aventureiros são levados para sentir o poder das quedas debaixo das Cataratas do Iguaçu, mas não sem antes receber coletes salva-vidas.

Tudo pronto, o barco sobe o rio atravessando o cânion, enfrentando a correnteza, numa velocidade média que permite a apreciação da paisagem.

O “banho de cachoeira” é indescritível, a neblina e água em profusão pontuam o espetáculo que tem seu ponto alto nos saltos batizados “Três Mosqueteiros”. O piloto aproxima a embarcação para proporcionar um rápido e divertido banho, onde todos saem encharcados. A sensação de estar literalmente embaixo de uma das quedas é indescritível, é como lavar a alma e se sentir renovado”.

As informações acima estão no site do Macuco Safari. Na primeira vez que fui às Cataratas, ainda grávida do Luli, não fiz o passeio e fiquei esperando o Rodrigo, a Nina (na época com pouco mais de dois anos e meio), um casal de amigos e seus dois filhos pequenos também.

Foi uma espera bem entediante, e dessa vez descobrimos que pagando metade do valor do passeio, era possível fazer todo o percurso da trilha e aguardar no ponto de embarque para o percursos nas cachoeiras. Então, meu pai e as crianças foram conosco e esperaram por volta de meia hora apenas (eu fiquei quase duas horas esperando quando estava grávida!), em um espaço com lanchonete, sombra, banheiro e loja de lembranças.

As crianças curtiram bastante esse percurso, que por sinal é lindíssimo!!!! Porém, eu realmente não considero a parte molhada do passeio adequada para os pequenos. E por que? A não ser que a criança seja muito corajosa e aventureira, e os pais muito nesse espírito também, você não aproveita o passeio de verdade. Em nossa primeira visita, quando Rodrigo foi com a Nina, ele disse que ela chorou um pouco. Hoje acho que ela deve ter chorado MUITO! rs, porque é um passeio radical.

O barco balança bastante até chegar às quedas d’água e a pressão da água quando o barco entra na queda é forte. Você não consegue enxergar nada, a sensação que tive era que estava entrando no céu, algo indescritível, maravilhoso, uma sensação divina! Chorei muito de emoção, senti a água em meu corpo, agradeci muito por estar vivendo aquele momento, foi exatamente a sensação de lavar a alma!!!! Minha mãe, meus sogros, o Rodrigo, todos se emocionaram comigo, pois depois de tudo que passei, ter a possibilidade de viver uma experiência dessa, vale cada segundo!

Se as crianças estivessem comigo, o que é possível, eu não teria relaxado e vivido aquele momento tão intensamente. Pelo contrário, teria ficado muito tensa com a preocupação deles estarem bem ou não. Fora isso, não é um passeio nada barato não é mesmo?

No vídeo que publiquei no canal sobre nossa viagem, tem algumas imagens desse passeio. Já assistiram? (aproveitem e se inscrevam no canal também!)

O post ficou bem extenso, mas acredito que consegui listar tudo que achei relevante sobre esse passeio. Para facilitar, segue uma listinha de dicas gerais, que já citei no decorrer do post, e algumas adicionais:

  1. Compre os ingressos pela internet antecipadamente e evite filas. Não é preciso fechar os pacotes que os hotéis oferecem. Sai muito mais caro e dá na mesma. Na primeira visita às Cataratas, há quase três anos, fechamos o pacote e não fez diferença nenhuma dessa vez que fomos de taxi. Só gastamos muito menos.
  2. Leve lanche, fruta, suco, água para o passeio. Existem diversas lanchonetes e opções no percurso, mas além de não precisar ficar parando, uma lancheira com as preferências das crianças é sempre uma boa pedida. Você não irá encontrar com facilidade frutas, sucos naturais e sanduichinhos mais simples.
  3. Se possível, leve uma comidinha para a hora do almoço em um potinho térmico para uma eventual necessidade com as crianças. Eu me arrependi de não ter levado, frente as opções que tinham disponíveis.
  4. O Parque tem banheiros com trocadores, mas eu sempre acho válido, para bebês que já ficam de pé, a fralda de vestir, que pode ser trocada em qualquer cantinho mais reservado.
  5. Passe protetor solar e repelente, e leve na mochila para passar novamente durante o dia.
  6. Leve um casaco leve com capuz para os deslocamentos de ônibus, se for andar no andar superior.
  7. Não alimente os quatis e não se aproxime muito. Eles podem atacar.
  8. Leve roupa seca, chinelo e capa de chuva. Mesmo que não faça o Macuco Safari, nas cataratas pode ser que você e as crianças se molhem um pouco. No Macuco Safari tem armários com chave para deixar os pertences.
  9. Se não quiser enfrentar muitos degraus, pegue o elevador na parada da trilha das cataratas localizado no Espaço Naipi.
  10. Reserve o dia todo para fazer o passeio sem pressa e sem estresse. Criança tem seu tempo e não é legal ficar acelerando para concluir o percurso no tempo dos adultos.

Espero que tenham gostado do post! E se alguém tiver mais alguma dica para dar, deixe aqui nos comentários!

Beijos – Mari

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