Mãe de Casal – As Diferenças entre Meninos e Meninas

Quando engravidei da Nina, ainda sem saber se teria uma menina ou um menino, sempre deixei muito claro que eu queria uma menina. Quando chegou o Luli eu dizia que queria outra menina, e quando soube que era o meu pitico mais lindo e delicioso do mundo (sou apaixonada por esse menino gente! loucamente apaixonada!), a primeira preocupação que me veio em mente foi: como limparei um pipi???????

Pois bem, talvez esse medo do desconhecido me deixava aflita, de achar que não saberia cuidar de um menino, de achar meninos bobos, as brincadeiras chatas.

Yuri me ensina diariamente a graça e os encantos de ser abençoada com a sua existência em minha vida, assim como a minha Marina! E os dois juntos me mostram que sim, existem claras diferenças entre um menino e uma menina, e quem vive as duas experiências pode (ou não) confirmar.

Claro que existem características que não estão relacionadas a serem meninos ou meninas, mas a serem indivíduos com personalidades diferentes, além da diferença de idade. De qualquer forma, vou compartilhar aqui as diferenças entre Nina e Luli, entre o que vivo, entre o que tenho como comparar, e aí espero os comentários de quem se identifica.

Desde a gestação, Nina sempre miúda, nasceu com 2,900 kg aproximadamente, enquanto Luli, um tourinho, já chegou chegando com 3,700 kg!

Nina sempre preguiçosa para mamar, tendo que ser acordada, Yuri com um apetite feroz!!!!! Sempre disposto a mamar, qualquer que fosse o horário ou momento.

Nina é dramática, intensa, carente! Luli é explosivo! Se irrita fácil, se joga no chão, esperneia, mas do mesmo jeito que começa o show, logo age normalmente, passa, como um sopro. Diferente da Nina, que guarda a mágoa, vive intensamente o sofrimento e a interpretação da birra, focada em não sair do seu papel de criança sofrida.

Nina é cuidadosa. Cuida dos seus brinquedos, das suas roupas, das coisas da nossa casa. Luli cansa e arremessa. Se tiver no caminho não move um dedo para tirar o obstáculo, pisa em cima, desvia, e se pisar em cima e ver que quebrou ainda diz: iiiiiiiiih quebô! Simples assim.

Nina fala, fala, fala, fala e fala! Luli poupa as palavras só para quando é necessário… como diz o pai dele, que começou a falar só depois dos três anos, ele deve acreditar que não tem nada muito interessante para dizer.

Nina é atenta. Pode estar assistindo TV, brincando e tomando o lanche, tudo ao mesmo tempo… se falamos algo que a interessa, ela rapidamente se infiltra na conversa para dar sua opinião ou questionar algo.

Luli é uma coisa por vez. Ou come, ou assiste o desenho, ou brinca, ou escuta o que falamos. Não funciona esse negócio de multitarefas com ele não.

Nina está sempre disposta a um passeio, a ir para o parquinho, a fazer algo para se movimentar. Luli curte um ócio, ficar deitado de papo pro ar vendo desenho, dando uma coçadinha no pé (ainda bem que ainda é o pé né…. kkkkkkkk). Nina espirra, sai catota, ela sai correndo lavar o nariz. Yuri já pega a catota com o dedo e leva para a boca (ah que alegria que me dá ver isso!).

Nina come com talheres, se esforça para conseguir usá-los adequadamente. Luli tenta, não deu, diz: vô comê cá mão! E assim faz, resolve o problema, de forma prática, de forma masculina.

Certamente existem outras diferenças que vejo no dia a dia, mas que não me recordo agora. E eu acho isso muito delicioso, ver que apesar desse monte de diferenças, eles são muito parecidos no cuidado de um com o outro, no carinho, nas demonstrações de amor, nos beijos melados e abraços apertados, que é o que quero que eles tenham em comum… nossos valores, nossos princípios, o entendimento que a família está acima de tudo!

E quando vejo que isso está acontecendo me dá um orgulho danado viu!

Conta pra mim se reconhece essas diferenças por aí também. E se tem mais alguma coisa, também me diz, adoro as histórias de vocês!

Beijos – Mari

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5 comentários

  1. Gigliane comentou:

    Adorei Mari! Minha Marina é mto parecida com a sua…meu menino acabou de chegar, vamos ver como será😉😘

  2. Cilene comentou:

    Quando engravidei pela 2°vez também queria outra menina (já tinha a Ana de 5 anos). Quando soube que era um menino meu sentimento foi um pouco de frustração e insegurança. Mas quando nasceu o Rafael!!! Meu Deus! Que maravilhoso! Ele é mais carinhoso, mais acessível, mais intenso. Ela é mais arredia, mais cuidadosa em mostrar sentimentos… mas tb é apaixonante… enfim… viva as diferenças!

  3. Daniela Pimentel comentou:

    Oi. Descobri seu blog hoje na busca por alguma matéria que diminua minha dúvida em ter outro filho. Tenho 30 anos e meu filho Gabriel já tem 3 aninhos. Pense no trabalho com as birras e a educação, mas tb ele é hoje o que me traz mais alegria!!! ( sem sombra de dúvida), mas ainda não sei se é o momento certo para engravidar, fui promovida recentemente no trabalho e não sinto segurança quanto a opinião do meu marido. Li sua história da gravidez da nina e as diferenças entre os dois. Tb tenho medo que Gabriel rejeite o irmão/irmã pois ele é muito ciumento.

    1. Dani, bem vinda! Olha, eu vou te dizer que é encantador, é maravilhoso, é uma experiência muito diferente de ter um filho só. Também é puxado, mas com o passar do tempo as coisas se encaixam de forma muito mais natural e fácil do que quando temos um filho só. Eu sou a maior apoiadora de mais de um filho…rs. Beijos