Educação Financeira para Crianças

No último feriado, nos dias que passamos no Sítio do Pica Pau Amarelo, a Nina encasquetou que queria porque queria uma boneca da Emília que estava a venda pela equipe de fotos que trabalhava no local.

A boneca custava R$ 70,00, e frente todos os brinquedos que ela já tem em casa, somado ao fato de que ela já havia ganho o presente de Dia das Crianças, e ainda considerando que estávamos investindo dinheiro naquele feriado, para termos momentos gostosos em família, eu achei que não fazia sentido ela ganhar a boneca, por mais que quisesse muito!

Confesso que se estivesse sozinha com ela teria cedido depois de certa insistência, porque ela normalmente não fica insistindo para comprarmos isso ou aquilo, mas Rodrigo não concordava, e no fundo eu também não.

Explicamos que estávamos lá para brincar, para aproveitar o feriado, que ela já havia ganho presente de Dia das Crianças, e que não era o momento de comprar mais uma boneca. Ela ficou por alguns minutos um pouco chateada, mas logo se distraiu com as atividades e esqueceu, isso no primeiro dia de Sítio.

Dois dias depois, lá estava de novo a equipe e a boneca a venda, e novamente ela veio pedir, quase que em tom de súplica, pela boneca. Dessa vez eu estava sozinha com ela, enquanto o papai dormia. Eu juro que tive vontade de ceder, mas continuava achando não fazer sentido, frente todos os motivos que expus acima.

Aí em mais uma conversa falei que ela teve uma festa do Sítio com a Emília de verdade que foi na festa dela, que ela já tinha muitos brinquedos, que nem sempre tudo que queremos podemos ter na hora que queremos, que às vezes queremos muito uma coisa naquele momento, mas que depois aquilo passa, porque foi algo que nos atraiu – a beleza, as cores, o momento, mas que depois aquilo já não passava a ser tão importante. Diferente do que estávamos vivendo lá no Sítio, nos divertindo, brincando, estando junto com os personagens e fazendo coisas diferentes, que são momentos que sempre estarão na nossa memória. Falei que precisamos cuidar do nosso dinheiro, porque às vezes gastamos ele em coisas que não serão tão importantes, e quando uma oportunidade de algo muito legal surgir, não poderemos aproveitar, por já ter usado o dinheiro de outra forma antes.

Ela ficou chateada, com uma carinha que, de verdade, me deixou com muita vontade de ceder. Mas pareceu ter entendido, e então não tocou mais no assunto, e seguiu brincando. Até hoje, ela nunca mais falou sobre isso.

Eu lembrei de toda essa história porque a Sulamérica enviou dois cofrinhos de porquinho para as crianças de lembrança pelo Dia das Crianças, e gostei do material que veio junto, com algumas dicas de educação financeira.

O envio veio com a promoção do Sulamérica Educaprevi, um plano de previdência para crianças, que pode ser contratado a partir de R$ 50 reais mensais.

Graças a Deus, aqui em casa vivemos uma situação confortável, mas temos tentado passar valores para as crianças, ensinar que não importa se temos ou não temos condições, que precisamos dar valor e pensar no que realmente precisamos ter. É legal conseguir comprar algo que queremos muito, mas quando esse algo vem acompanhado de algum esforço, ele tem um valor ainda maior!

A Nina já compreende muito bem que não é todo momento o momento de ganhar presentes, e Luli não demanda praticamente nada por enquanto. Estou feliz com a consciência que vejo que ela vem adquirindo, e espero poder continuar cultivando essa sementinha do consumo consciente.

E por aí, como vocês lidam com essas questões financeiras com as crianças?

Beijos – Mari

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