A Família Cresce e as Despesas também

Ontem uma seguidora super ativa e querida, que com certeza vai ler esse post e deixar um comentário (né Nagela? kkkkkk), sugeriu que eu falasse sobre o impacto financeiro depois do segundo filho, já que ela tem um só e tem a sensação de que as contas só aumentam…rs. Então vou começar dizendo que, minha amiga, não é uma sensação, é fato! A família cresce e as despesas também… e eu diria que de uma forma desproporcional, onde as despesas crescem mais que a família kkkkkkk

Logo de cara o impacto não foi tão absurdo com a chegada do quarto elemento (rs). Os móveis do quarto do Luli foram reaproveitados do quarto da Nina, o enxoval dele foi bem mais enxuto que o da irmã, ganhamos uma boa quantidade de fraldas, lenços umedecidos e cremes preventivos de assaduras no chá de bebê, e por um tempo ele só mamava leite do peito, grátis, sem qualquer custo!

Aí o tempo foi passando, as fraldas foram acabando, chegou o batizado, Luli começou a comer, Luli foi para o bercário, chegou o aniversário de 1 ano, as roupas do enxoval começaram a terminar, e aí minha amiga, o negócio começou a pesar no bolso real!

Começa pela escola, que já praticamente dobrou o valor. Aí você vai comprar umas roupinhas que precisa para aquela estação. Se antes eu gastava X e comprava 6 peças para a Nina, por exemplo, hoje ou eu gasto X e compro 3 pra cada um, ou eu gasto 2X para comprar 6 para cada um. Dobrou de novo!

Provavelmente para quem tem filhos do mesmo sexo, não sente isso de forma tão significativa, pois é possível reaproveitar muita coisa. Aqui esse impacto tem sido bem grande pra mim! Na última vez que fui comprar roupas para eles, fiquei bem chocada com o valor da conta e a quantidade (pequena) de peças para cada um. Passei a garimpar mesmo e, em muitas situações, comprar para a Nina, o que o Luli pode aproveitar depois. É o jeito gente. Cada um cede de um lado, a Nina cede do cor de rosa (apesar de que, ainda bem, não é a cor preferida dela), e o Yuri cede de ter tudo novo.

Daí chega o aniversário. A gente otimiza fazendo uma festa só para os dois, mas o número de convidados cresce! Seu círculo de amizades cresce. Tem duas roupas bonitinhas para usar no dia da festa. Dobrou de novo!

E vem então um negócio que sentimos muita diferença, a conta do restaurante. Se antes uma porção de Yakissoba do nosso restaurante japonês preferido era suficiente para comermos eu, Rodrigo, Nina e restar uma sobrinha, hoje são necessárias duas porções. Se a pizza era suficiente para papai e mamãe jantarem no sábado a noite, e ainda restar uma sobra para congelar, hoje vai a pizza inteira para os quatro! Dobrou de novo! (considere aqui que temos crianças boas de garfo!)

E a conta da farmácia? É um ciclo na maioria das casas com mais de um filho. Um sara, o outro fica doente em seguida. Dobrou de novo!

Sem contar as coisas que ainda virão: os presentes de aniversário dos amiguinhos (Luli ainda não tem festinhas para frequentar, mas sei que ano que vem começa a maratona), a mesada, a faculdade (seja a mensalidade, seja o material, seja a república), enfim… é uma lista de despesas dobradas.

Aí você, que tem um filho só, vai falar pra mim: mas agora que não tenho outro nunca mais na vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Calma gente, tenha!

Porque se tudo aí que listei dobra, o amor multiplica em forma exponencial, a alegria de ver dois (ou mais) seres humanos que você gerou crescendo juntos, se amando, se cuidando, tá bom, brigando às vezes também, faz parte, é um negócio que você nunca viverá com um filho só. O cheirinho de bebê, os pés de bisnaguinha, as risadas banguelas, e outras tantas fofuras que passam, você vive e baba tudo de novo!!!!!!

E a vida é assim minha gente. Crescemos, as responsabilidades chegam, as contas chegam, o trabalho é necessário, as prioridades mudam. E apesar de sim, sentirmos o peso no bolso, fazem parte das escolhas da vida. É uma questão de ir equilibrando e conciliando dentro de nossas possibilidades.

O fato é que, por mais caro que seja, vale cada centavo!

Beijos – Mari

Deixe seu comentário

5 comentários

  1. Michelle Botte comentou:

    Adorei o post Mari. Tenho um filho só, e vivo esse constante dilema de ter ou não outro filho, por inumeras razões, inclusive financeiras. Com certeza, vou repensar o assunto!
    Grande bjo.

    1. Vale a pena Mi. É uma readaptação de hábitos e costumes, mas vale muito a pena! Beijão

  2. Ana cecilia comentou:

    Concordo Mari…Aqui tenho um casal tbm… Muita despesa rsrsrs, mas vale cada centavo ver o amor, carinho, cuidado de um com o outro…ver o brilho no olhar quando o primeiro que acorda ver que o (a) irmao(a) acordou….cada sorriso que um proporciona para o outro ❤

  3. Elen comentou:

    Uma das coisas boas de se ter gêmeos é essa o impacto…”susto”…o rombo…é de uma vez….kkkk…..No fim o amor vale cada centavo sem dúvida!!! Bjs