10 Mudanças do meu comportamento de Mãe

Quando somos mãe de primeira viagem criamos várias expectativas, cuspimos pra cima, aí cai na testa, a gente julga, diz que fará diferente, são tantos “eu nunca”… aí o tempo passa e você vai vendo que a perfeição é algo inatingível! Nos esforçamos para fazer o melhor que podemos, cada um dentro das suas possibilidades, mas tem momentos que o negócio é difícil!

Independente da ajuda que você tenha (ou não tenha…rs), com um filho só, tudo é muito mais possível e romântico, quando falamos em “vou fazer isso e não vou fazer aquilo”, especialmente pelo fato de que a disponibilidade dos pais não é mais a mesma quando o primogênito perde a posição de filho único.

Chega a ser engraçado coisas que hoje eu me permito e permito aos meus filhos, já que quando era só a Nina, e ainda quando a Nina ainda nem havia nascido ainda, eu considerava absurdas!

1 Forçar para comer

Graças a Deus eu não tenho problemas com alimentação aqui em casa. Os dois comem bem, em quantidade e variedade. O Luli um pouco mais seletivo que a Nina, talvez muito em função da minha disponibilidade ser menor e não persistir tanto em alguns momentos. Mas, passado aquele momento de fúria, de quando você prepara a comida e as crianças não querem nem experimentar, eu não forço mais a comer. Não quer comer não quer. Não come, come na próxima refeição. Dependendo dos motivos, da forma que a recusa é feita, eu avalio se os mantenho na mesa, até que os outros terminem a refeição, ou se libero para poder comer tranquila. Percebi que forçar a situação é a escolha mais estressante, tanto pra mim quanto pra eles e, na nossa realidade, eles compensam uma refeição ruim em uma outra mais caprichada. EQUILÍBRIO!

2 Dormir sem escovar os dentes / tomar banho / trocar de roupa

Quantas vezes não escovei os dentes da Nina dormindo, coloquei pijama enquanto ela dormia, e aí ela despertava, e se irritava… afe! Hoje em dia eu procuro me organizar para, quando saímos e vamos voltar depois do horário deles dormirem, já levar escova de dentes e pijama. No geral o pijama dá certo, mas os dentes eu nem sempre lembro da escova. Mesmo que eles vão ficar catinguentos de tanto correr, procuro dar banho antes de sairmos… mas às vezes não dá tempo, confesso! E aí é um lencinho na sola do pé, se tiver pijama ok, se não tiver dorme do jeito que tá. No dia seguinte capricha na escovação, um banho também mais caprichado e tá tudo certo! Esses momentos não fazem parte da rotina, então não me preocupam nada, de verdade.

3 Discutir por causa de roupa

O Luli ainda não tem dessas, mas Nina já fica bem insatisfeita com alguns looks que escolho pra ela. Desisti, não vale a pena, ela está formando sua personalidade. Então eu sugiro. Tem vezes que ela aceita e outras que não. Limito somente estar com roupas adequadas para inverno ou verão… não rola sair no inverno de camiseta de alcinha, a não ser que seja por cima da blusa, uma alternativa que ela encontrou, da mesma forma que a saia por cima da calça. Ela pode não estar muito adequada para a ocasião? Até pode, mas é uma briga que definitivamente eu não acho que vale a pena comprar.

4 Compartilhar a cama

Hoje me vale mais uma noite dormida, mesmo que meio torta, do que tentativas de vai e vem para levar as crianças na cama. É bem frequente as crianças irem para nossa cama durante a madrugada, e elas voltarem ou não para a cama delas acaba variando de acordo com nosso cansaço e disposição. Não tem prejudicado nossa relação nem como casal e nem como família, então aqui funciona e não é uma preocupação. Quero inclusive comprar uma cama maior.

5 Não sair da rotina

É muito vivo na minha memória minha mãe me questionando em um sábado: mas Mariana, é final de semana, tem que fazer tudo com horário assim? E eu respondia rapidamente: Sim! Ela não sabe que é final de semana.

Gosto de rotina, acho importantíssimo para a criança e para a saúde da família. Mas hoje, quando a rotina é quebrada, não é um problema ou uma preocupação, mesmo porque acontece, no geral, aos finais de semana, nas férias, em viagens. Os finais de semana são frequentemente sem rotina, com soneca na hora que quiserem, se quiserem (Yuri ainda dorme sempre, tem um momento que não aguenta e ele mesmo se encosta em algum lugar), almoço mais tarde, às vezes não tem jantar, porque tomamos café da tarde muito no final do dia e muito caprichado.

Procuramos, no geral, seguir o horário deles dormirem, porque acabam ficando irritados e o sono fica mais leve, mas quando algo acontece e não é possível ok, no dia seguinte recuperamos o tempo perdido.

6 Contar os dias para tirar chupeta, mamadeira, desfraldar

Não gostaria de ver o Yuri chupando chupeta, tomando mamadeira, com fraldas com 4, 5 anos de idade. Mas na fase que ele está, esses eram assuntos que já me martelavam com frequência a cabeça, quando era só a Nina. Planos, pesquisas, expectativas… hoje eu seria muito agradecida se ele tomasse essas decisões sozinho…rs. Mas como não é o mais comum, enquanto eu puder adiar, vou fazer. Porque se é difícil estar disponível para uma rotina dentro dos padrões, na hora que você inclui esses desafios tem que ter muita disciplina e determinação, o que AINDA não tenho #mejulguem.

7 Dormir com a babá eletrônica ligada

Com a Nina dormi com a babá eletrônica ligada no meu quarto por mais de dois anos. Com o Yuri eu não me lembro quando abrimos mão daquele pontinho de luz, mas foi muito antes. Isso porque eu percebi que ouvido de mãe é ouvido biônico…rs. Você ouve choro de criança até quando a criança não está chorando, imagine quando chora. Pelo menos aqui, a qualquer resmungo das crianças, eu não precisava de babá eletrônica não. Meu sono passou a ficar muito mais leve e eles nunca precisaram reclamar incansavelmente até eu ouvir.

8 Me perguntar: acordo ou deixo dormir?

Nossa, essa é clássica e é algo que sempre vejo mães de primeira viagem se questionando. A criança volta no final do dia dormindo, perto do horário do ritual do sono começar. E aí, acorda ou deixa dormindo? Hoje, conhecendo meus filhos eu digo: deixa dormir! Pode ser que, de fato, eles vão dormir mais tarde depois, mas o estresse que é o estado de nervos que eles ficam de serem acordados, e ainda o risco deles dormirem até o dia seguinte, coisa que acontece com frequência, vale a pena optar por deixar dormir sempre!

9 Lavar roupa antes de usar

Eu sei, eu sei, eu sei que as roupas que compramos nas lojas são sujas, que o transporte e armazenamento é eca, mas, eles não tem alergias e dermatites representativas, que pioram em usar roupa nova sem lavar, então, eu me limito a lavar as roupas íntimas, só. Inclusive, quando viajo, reduzo a mala pensando que em uma emergência dá para comprar alguma coisa no local. Com a Nina, durante um longo tempo, eu lavava toda e qualquer roupa dela antes de usar pela primeira vez.

10 Me preocupar com os olhares ao redor

Criança chora, criança faz, vez ou outra malcriação em público, criança te surpreende com coisas que você jamais imaginaria viver, criança não escolhe lugar para ficar de mal humor, com sono, com fome. E faz parte, as pessoas olham, algumas com dó, algumas querendo ajudar de alguma forma e não sabem como, algumas com ar de reprovação, algumas revirando os olhos com as crianças que estão incomodando o seu sossego.

Mas paciência. Procuro não levar as crianças em locais que considero inadequado ou entediantes para elas, mas tem momentos que não tem muito jeito. Tento agir como agiria em casa, repreender, conversar, fazer o que tiver que ser feito, procurando não intimidá-los, mas abstraindo dos olhares alheios. É difícil, tem vezes que até nós sentimos vergonha da situação. Mas ninguém disse que seria fácil né?

Não vou dizer que eu me libertei super sem culpa de todos esses “padrões”, mas com certeza levo com muito mais leveza do que levava há anos atrás. E vale dizer que essa “libertação” se deu de acordo com a rotina da minha família, a personalidade e comportamento dos meus filhos, já que abrir mão de alguns itens dessa listinha em algumas casas, pode instaurar o caos!

E por aí, o que você passou a lidar e enxergar de forma mais leve?

Beijos – Mari

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