Acabou a Licença Maternidade: Vovó, Babá ou Escolinha?

Esse texto faz parte da tag Repost do Dia, e foi publicado originalmente no dia 13 de agosto de 2013. No final do post, falo se minha percepção mudou sobre o assunto.

Ninoca picorrucha na aula de nutrição da escolinha… não aguento não!

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Desde que me surgiu a ideia de criar um blog, meu objetivo maior foi sempre o de compartilhar dicas, experiências e poder ajudar outras pessoas.

Nos últimos dias recebi alguns pedidos de posts, e como esse espaço é de todos que passam por aqui, seja de vez em quando, seja diariamente, vou fazer o possível para atender todos esses pedidos ok? Então, quem quiser que eu fale de algum tema específico é só mandar e-mail para blogmamiemais@gmail.com, deixar comentário aqui no blog, na fanpage ou no instagram.

Já tinha a ideia de falar sobre o tema escolinha, e atendendo o pedido da Adriana, vou iniciar hoje uma série de posts sobre esse assunto.

Hoje vou falar sobre a decisão que as mamães que voltam a trabalhar têm de tomar ao decidir se deixarão os filhos com a vovó, com a babá ou na escolinha.

Já comentei aqui e aqui que sempre acho que não tem ninguém que vá cuidar melhor da Marina do que eu mesma, e por este motivo, se eu não trabalhasse fora, provavelmente deixaria a Nina debaixo das minhas asas até pelo menos ela começar a andar e se comunicar. Mas, como nem tudo são flores, eu sou daquelas que precisei voltar a trabalhar e optei pela Escolinha.

A vovó era algo que no meu caso estava fora de cogitação, pois tanto minha mãe quanto minha sogra moram no interior. Inviável revirar a vida delas de ponta cabeça para cuidarem da Nina. Agora, se eu tivesse a opção de deixar a Nina com as vovós, também não escolheria essa alternativa. Tenho certeza que a Nina seria super bem cuidada, mas, por mais boa vontade que elas tivessem (e com certeza teriam muito boa vontade), eu sou da opinião que é diferente a vovó estar com os netos por algumas horas durante o dia, nos finais de semana, para quebrar um galho quando precisamos sair, em momentos de sufoco, e a vovó estar com os netos TODOS os dias, durante o dia INTEIRO. É praticamente um emprego!!!!  Enquanto você está trabalhando, a vovó tem que estar 100% dedicada para cuidar do neto ou da neta. Eu não queria tanta responsabilidade nem para minha mãe e nem para minha sogra, que já criaram seus filhos, trabalharam durante toda a vida, e hoje têm o tempo flexível para fazerem coisas para si próprias. Sem contar que cuidar de um bebê dá MUITO trabalho, e elas não tem mais toda essa disposição.

Quanto à babá pensei, li, refleti e cheguei a conclusão de que não queria também. A ajudante que tenho em casa poderia perfeitamente ser a babá da Nina. Já conheço ela há anos, ela está comigo diariamente desde que a Nina nasceu, cuida dela como se fosse sua própria filha, é carinhosa, cuidadosa e atenciosa. Mas trabalhando fora eu precisaria ter uma babá e uma empregada, o que estava fora de cogitação. Apesar de a escolinha ter um custo alto, eu tenho um auxílio creche no trabalho que não poderia usar para pagar uma babá, então sairia muito mais caro empregada + babá do que empregada + escolinha. Tinha também a opção da babá + diarista, mas quem tem diarista uma vez por semana deve saber que sobra muita coisa para fazermos. Eu tendo uma pessoa que se dedica a cuidar da casa, não preciso me preocupar em cozinhar, lavar, passar, cozinhar e limpar. Chego em casa e posso me dedicar integralmente à minha filha depois que a busco na escolinha. Se eu optasse por ter uma diarista, além de ter que fazer diversas tarefas domésticas, não teria o tempo que tenho, que já considero pouco, para ficar com a Nina.

Aí vem a terceira opção, a escolinha. Tanto com a vovó quanto com a babá eu tinha receio da Nina não ser estimulada, passar muito tempo na frente da TV, acabar sendo mimada, não aprender a dividir, e ter dificuldade em se adaptar quando fosse para a escolinha mais tarde. Desde minha gestação li muito sobre rotina e educação e estava determinada a implementar a rotina em casa, pois sempre achei que traria benefícios tanto para mim e meu marido quanto para a Marina. E neste quesito eu tinha claro que a escolinha ajudaria muito. E realmente ajudou! Outro ponto que me agradava na escolinha era que se eu não gostasse de alguma coisa poderia falar sem medo de ser feliz… rs. Acho uma situação complicada você reclamar de algo para a vovó, que tanta boa vontade tem em ajudar, ou mesmo para a babá, que pode entender que está fazendo o melhor para seu filho, mesmo quando você acha que não está, pois para mim, uma babá tem que ser praticamente como alguém da família, pois cuidará do seu bem mais precioso. Com a decisão tomada, foi partir para a busca da escolinha ideal para as minhas necessidades, o que será assunto para o próximo post.

Gostaria muito de saber de vocês qual escolha fizeram e como lidam com isso hoje em dia.

Beijos – Mari

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E hoje, 4 anos depois, qual a minha opinião sobre o assunto?

Sobre a escolha entre as três opções, eu sigo com a opção da escolinha. Em relação às avós, continuou achando a mesma coisa que achava, em relação à babá, também não é uma opção que se encaixa no estilo de vida da minha família, porém, atualmente, por motivos diferentes, já que não tenho mais empregada todos os dias em casa…rs.

E aqui não caberá eu listar quais são os MEUS motivos, porque são motivos totalmente pessoais e que estão totalmente relacionados com a forma que escolhi conduzir a rotina da minha casa e manter a privacidade da minha família. Acho que para muita gente a opção da babá funciona muito bem, e ainda existem situações em que é a única saída! Como é o caso de crianças, por exemplo, com necessidades especiais, onde a mãe não tem a opção de deixar o emprego, não é aconselhado matricular a criança na escola ainda bebê, e é preciso alguém com atenção exclusiva para esse pequeno ser de forma integral.

Agora, o que tenho minhas dúvidas e talvez tenha julgado sem antes viver a realidade, é quando falei que “tanto com a vovó quanto com a babá eu tinha receio da Nina não ser estimulada, passar muito tempo na frente da TV, acabar sendo mimada, não aprender a dividir, e ter dificuldade em se adaptar quando fosse para a escolinha mais tarde”.

Vi muitas amigas com filhos que foram para a escola mais tarde, e não ir para a escolinha não é condição de falta de sociabilidade, de mimos exagerados, de falta estímulo. Não é mesmo. Existem inúmeras opções que são utilizadas pelos cuidadores de crianças que não frequentam a escola desde bebês, que proporcionam aprendizado e convivência com outras crianças. Hoje acho que são questões muito mais particulares de cada lar, até mesmo da personalidade da criança, do que frequentar ou não a escola.

Eu mesma, se tivesse tido a opção, hoje acho que não colocaria as crianças na escola tão cedo.

Agora, algo que sigo concordando, e que foi até motivo de eu estender o período escolar das crianças, que havia reduzido depois de deixar o trabalho, é quando digo que  “estava determinada a implementar a rotina em casa, pois sempre achei que traria benefícios tanto para mim e meu marido quanto para a Marina. E neste quesito eu tinha claro que a escolinha ajudaria muito. E realmente ajudou!”. 

E por aí, qual foi a escolha de vocês?

Beijos – Mari

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