Balanço das Férias Escolares

Pela primeira vez, desde o nascimento da Nina, eu vivi um período quase inteiro de férias com as crianças “em casa”. Eles frequentaram o curso de férias na primeira semana de Julho, e as três semanas seguintes foram comigo.

Foram semanas intensas, de convivência, de aprendizado, de paciência, de reflexões e, principalmente, de muita alegria, muito amor, muita diversão e um sentimento de gratidão gigante por ter a oportunidade de viver tudo isso!

Eu nunca fui daquelas mães super empolgadas e dispostas a fazer passeios. Via aquelas mães nas redes sociais batendo perna pra cima e pra baixo, todo final de semana com as crianças e pensava: de onde vem esse pique????

Provavelmente isso acontecia pelo fato de que eu passava tanto tempo fora de casa que, em qualquer oportunidade que tinha, queria sossegar em casa. Aí a roda gira e as coisas mudam né? Acho que posso dizer que eu NÃO ERA daquelas mães super empolgadas e dispostas a fazer passeios…rs. Logo percebi que ficar em casa iria causar estresse a mim e também a eles.

A mim porque, quando estou em casa, não sossego. Estou o tempo todo fazendo alguma coisa. Logo nos primeiros dias de férias a Nina veio me convidar a brincar de algo x com ela, não lembro do que era, e eu disse que eu iria terminar uma tarefa “Y” e depois iria. Imediatamente ela falou: mãe, mas toda hora você tem que fazer uma coisa, e outra coisa e outra coisa, e nunca dá tempo de brincar com a gente.

Ela não falou fazendo drama, manha, birra, chorando. Ela simplesmente constatou. E sim, eu parei para refletir, e ela tinha razão! Foi então que decidi que eu tiraria disposição do meu íntimo mais profundo (rs) e faríamos passeios. Nos divertiríamos, aproveitaríamos os momentos juntos, os três. O trabalho ficaria para depois, para a noite, para o dia seguinte. Resolvi coisas mais urgentes na semana deles no curso de férias, em alguns dias que eles estiveram na casa dos avós e a nossa maratona de férias começou.

E aí que aquela mãe preguiçosa, sem vontade para pensar e fazer programações infantis, criou “rodinhas nos pés” e arrumou programa para as crianças quase todos os dias.

FOI MARAVILHOSO!

É claro que tiveram momentos de manhas por conta de cansaço, de respiração profunda, de nervos a flor da pele, de orações para tudo não se tornar um caos. Mas isso foi tão, tão, tão pequeno perto de tudo que vivemos, das lembranças que construímos.

Teve casa da vovó, da didi, teatro, parque, amigos, shopping, pipoca, cinema… aproveitei esse período de forma intensa, vivendo cada dia, deixando eles brincarem até cansar, sem pressa de ir embora, trocando olhares e sorrisos com crianças que demonstravam ser e estarem muito felizes! Afinal, eles também não tinham vivido a experiência de passar tanto tempo seguido com a mamãe se divertindo.

Quase todos os dias a chegada em casa era conturbada. Eles dormiam no percurso de volta e acordavam quando chegávamos em um mal humor absurdo! Mas graças a Deus tive equilíbrio e discernimento para compreender que eles estavam apenas cansados, de tanto brincar, de tanto rir, de tanto viver a vida com intensidade! Dei o tempo deles, respeite, acolhi e, com o passar dos dias, cada momento era mais proveitoso que outro.

Eles foram se soltando mais em ambientes estranhos, me demandavam cada vez menos para se divertirem, foram curtindo cada vez mais a companhia um do outro, e isso foi, sem dúvida, o que vi de melhor nesse período. A convivência intensa dos dois os tornou mais próximos, o carinho entre eles aumentou, em muitos momentos um bastava para o outro para a diversão acontecer. E não há presente melhor para uma mãe do que ver seus filhos unidos, felizes, cuidando e se divertindo um com o outro.

Luli me surpreendeu com o bom comportamento e o interesse pelos espetáculos que assistimos no teatro. Nina não demonstrava mais estar acanhada ao chegar nos locais em que não via, logo de cara, rostos conhecidos.

Em um dos nossos últimos passeios, um evento que aconteceu em um buffet infantil, enquanto eu assinava a lista de presença, os dois desapareceram! Entraram correndo no local, de mãos dadas, ansiosos para brincarem e desvendarem as novidades. Há um tempo atrás, isso não aconteceria jamais! Eles permaneceriam um bom tempo colados na minha perna, até se ambientarem e se sentirem confortáveis.

Em resumo, senti as crianças mais seguras, mais confiantes em si, mais corajosas!

Acho que as coisas podem ser encaradas de diversas perspectivas e, da minha parte, eu esperava que esse período de férias seria muito mais desgastante do que foi. No final, considero que os dias tiveram mais cansaço físico do que emocional, nada que uma noite de sono não resolvia.

Pode ser que minha visão seja “florida” por ser iniciante nessa experiência, mas achei que seria válido registrar esses sentimentos aqui para, se eu me sentir desgastada e esgotada no futuro, poder lembrar o quanto viver algo que não havia tido a oportunidade, até então, foi gratificante.

E como não ver as coisas por esse lado? Olha a carinha deles em nosso último passeio de férias, na Casa do Brincar.

Agora, que eu estou feliz com o volta às aulas e em poder retomar minha rotina, isso não vou negar. Ah como estou! rsrsrsrsrsrs.

Beijos – Mari

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