Meu filho não engorda! O que eu faço?

Quem acompanha o blog há tempos, sabe que a Nina sempre foi uma bebê miúda, e o post que fiz sobre esse tema, há anos atrás, tem até hoje uma repercussão absurda! http://mamiemais.com/2013/09/17/nina-miuda/ Por isso, achei bacana as informações da Luiza Mattar, nutricionista e colunista do blog, sobre uma questão que aflige muitas mães: Meu filho não engorda!

Ninoca com um pouco mais de 1 ano, longinho dos 10 quilos

“Do mesmo jeito que o excesso de peso é preocupante, baixo peso também é. Não saber o que ou como fazer para o seu filho ganhar uns quilinhos, descabela muitas mamães mundo à fora. Por isso, resolvi abordar esse assunto aqui no blog.

Acredito que uma ‘dieta de engorda’ é tão ou mais difícil que uma ‘dieta de emagrecimento’. E olha que eu nem acredito em dietas… Falo isso porque não é simplesmente enfiar açúcar e gorduras goela a baixo, é preciso fazer esse ganho de peso de forma consciente, com alimentos nutritivos, driblando o metabolismo acelerado e aumentando a ingestão calórica gradualmente.

Do mesmo jeito que para emagrecer de maneira saudável e duradoura não basta ‘fechar a boca’ (entenda por que aqui) para engordar dessa mesma forma não basta se entupir de besteiras.

Então vamos ao que interessa!


Como ganhar peso até 6 meses de vida:

Nessa fase a recomendação é de aleitamento materno exclusivo em livre demanda, quando e quanto o bebê quiser. Não vamos partir para fórmulas, engrossantes, nem nada antes de sondar bem o problema, se é que há algum.

Às vezes a dificuldade em ganhar peso vem por alguma condição de saúde, por isso é importante investigar junto com o pediatra se existe qualquer alergia, imaturidade do sistema digestório, refluxo, entre outros.

Se não houver nenhum problema, é interessante observar a pega do seio, se o bebê dorme entre as mamadas, se chega a esvaziar uma mama antes de você oferecer a outra (como já disse aqui, a parte mais gordurosa do leite está no fim da mamada, por isso é importante esvaziar um seio antes de troca-lo).

Mais importante do que o ganho de peso, é o crescimento em centímetros. Às vezes o bebê parece estar muito magrinho, mas é apenas porque ele está crescendo mais do que engordando, e isso é normal.

Lembre-se: NÃO EXISTE LEITE FRACO!

Continue oferecendo o seio e observando seu bebê. Antes de tomar qualquer decisão ou fazer qualquer mudança na alimentação dele, converse com o seu pediatra e com algum nutricionista especializado.

Entre os 6 meses e um ano:

Muuuuuitas novidades! O bebê que só conhecia o leite está entrando em contato com diversos outros sabores, texturas e temperaturas.

Nessa fase, o leite materno ainda é o maior responsável pelo ganho de peso, por isso não há necessidade de se desesperar se seu filho mais brinca do que come os alimentos que você oferece, ele está conhecendo, descobrindo e se adaptando.

Como dito anteriormente, o crescimento é mais importante do que o aumento de peso. Lembrando que a velocidade de ganho de peso e de crescimento vai diminuindo conforme o bebê vai se desenvolvendo. Para entender melhor, recomendo a leitura desse post!

A partir de um ano de vida:

Já deu tempo do pequeno conhecer novos alimentos e se familiarizar com outras texturas. Se a criança se alimenta bem, e mesmo assim não está ganhando peso, podemos tentar aumentar a ingestão calórica diária com alimentos naturais e nutritivos.

Por exemplo, em vez de oferecer maçã, pera ou morango como lanche, escolha manga, banana, abacate, laranja ou uva, que são frutas mais calóricas.

Outra estratégia interessante é oferecer vitaminas (lembrando que o leite de vaca é só a partir dos 2 anos de idade). Misture algumas frutas e adicione 1 colher de aveia para aumentar um pouquinho as calorias.

Batata, mandioca, milho, inhame, beterraba e cenoura são boas opções para incluir no almoço e jantar. Escolha um desses por refeição. Pode ser na forma de purê, gratinado, assado, cru, procure variar a forma de preparo pra criança não enjoar.

Uma das melhores estratégias é adicionar um fio de azeite (extra virgem de preferência) no prato do almoço e jantar. Coloque o azeite depois que o prato já estiver pronto.

Além das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) é importante fazer 2 lanches intermediários. Pães e torradas com recheios diversos, vitaminas, granolas e frutas (de preferência aquelas com maior densidade calórica) são ótimas opções.

Lembre-se, não é porque queremos que a criança ganhe peso que vamos enche-la de farinha, açúcar, fritura e doces. Essa estratégia é perigosa pois pode acabar modificando o paladar do pequeno e fazendo com que ganhe peso desenfreadamente, podendo mudar de baixo peso para excesso de peso, que não é o nosso objetivo.

Volto a reforçar, qualquer dúvida converse com o seu pediatra e procure um profissional especializado para te ajudar! Não se desespere, não há motivos.

Um beijo grande, Lu

Este texto foi reproduzido, com autorização da autora, do Blog O que Houve com a Couve

Luiza Mattar é Nutricionista Comportamental especializada em pediatria e em transtornos alimentares. Acredita que o equilíbrio é a base de uma alimentação saudável. Comer de tudo para poder comer tudo- sem culpa, sem neuras e com muito prazer. Criou esse blog para ajudar as mamães com suas dúvidas, medos e aflições no que diz respeito à alimentação e nutrição

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