Tapas, Chutes, Mordidas – é normal?

Tapas, chutes, mordidas. Uma hora nossos filhos são os agressores e outra hora são os agredidos. Não sei qual é a pior situação! Quando eles são os agressores nos sentimentos envergonhadas, incapazes, culpadas, como se tivéssemos feito algo de errado. Quando são os agredidos o instinto de leão vem com toda a força, aquela vontade de ir lá e fazer o mesmo com o amiguinho, aquela dor na alma ao ver a marca do dentes registrada nos bracinhos.

O comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento normal de uma criança pequena, como uma alternativa de não conseguir se comunicar, além do pouco controle sobre os impulsos.

Porém, não é porque esse comportamento faz parte do desenvolvimento que precisa ser aceito. Atos de violência devem ser sempre reprimidos! É preciso interferir no momento em que a agressão acontece, dizendo que não é assim que se resolve os problemas, que o ideal é pedir, argumentar, conversar.

Em alguns casos, se o comportamento é repetitivo, pode ser que a criança esteja usando a agressividade para chamar a atenção e algum conflito emocional esteja acontecendo, o que somente um profissional poderá avaliar.

A Nina teve poucos episódios de voltar “agredida” da escolinha e agrediu poucas vezes também. No caso do Yuri, nunca recebei nenhum aviso de que ele tenha mordido, batido ou feito algo parecido, porém, constantemente volta da escola com marcas de mordidas :-(

Já em casa, ele puxa o cabelo, dá tapas, chutes, tenta morder a Nina constantemente, o que demonstra claramente que ele quer chamar atenção! Quando reprimimos ele chega a dar risada, o que é muito irritante, e entende muito bem que aquilo não é certo, pede desculpas e faz carinho na irmã em seguida. Foram poucos os episódios em que ele bateu na Nina realmente para extravasar um impulso de nervoso. E isso dói no coração de uma mãe que tem mais de um filho. Ver os dois se desentendendo é horrível (hoje em dia entendo tanto as reclamações da minha mãe quando eu e minha irmã brigávamos).

E já que esse assunto é algo que faz parte da rotina de muitas casas, reuni algumas dicas de um artigo do Baby Center (https://brasil.babycenter.com/a3400341/agress%C3%A3o-como-lidar-com-mordidas-tapas-chutes-e-outros) que achei bem bacanas de compartilhar com vocês.

Imagem pixabay – https://pixabay.com/

Causa e Consequência

Se seu filho estiver brincando na piscina de bolinhas e começar a atirar as bolinhas nas outras crianças, tire-o de lá, mostre as outras crianças se divertindo e explique que ele poderá voltar para lá quando se sentir pronto para brincar sem machucá-las. Crianças entendem direitinho quando uma atitude gera consequências negativas.

Imponha limites claros

Não espere seu filho bater no irmão pela terceira vez para só então dizer: “Agora chega!” (essa é pra mim…rs). Ele deve saber que fez algo errado já na primeira vez. Tire-o da situação em que está por um ou dois minutos. Depois de um tempo, ele vai acabar relacionando o mau comportamento com a consequência ruim, e aí vai entender que, se morder ou bater, acaba perdendo o direito de brincar.

Seja coerente

Tanto quanto possível, aplique o mesmo tipo de bronca quando ele repetir o mesmo comportamento errado. Se ele mordeu o irmão e essa não tiver sido a primeira vez, diga: “Você mordeu o João de novo — isso quer dizer que vai ficar de castigo outra vez”.

Ajude seu filho a se expressar de outra maneira

Espere até seu filho se acalmar e converse, com tranquilidade, sobre o que aconteceu. Peça para ele explicar (quando já consegue se expressar) o que o fez ficar tão bravo. Diga que é normal sentir-se bravo, mas que não é legal demonstrar isso chutando, batendo ou mordendo.

Encoraje-o a achar um jeito melhor de reagir, como pedir ajuda a um adulto ou falando o que está sentindo (“Pedro, você está me deixando bravo!”).

Elogie o bom comportamento

Em vez de falar com seu filho só quando ele se comporta mal, dê atenção também quando ele agir corretamente. Por exemplo, se ele pedir para o amigo para brincar no balanço, em vez de empurrá-lo, diga: “Que legal que você pediu!”.

Os elogios ao bom comportamento ajudam a criança a distinguir o que é aceitável ou não, e a estimulam a correr atrás de mais elogios e atenção por esse “bom caminho”.

É importante elogiar os esforços da criança mesmo quando ela não obteve o que queria, mas agiu sem agressividade. Você pode dizer, por exemplo, “muito bem por ter pedido para o amigo deixar você brincar. Sei que ele não deixou e isso lhe deixou triste, não é mesmo?”.

Dessa forma, a criança vai ganhando confiança de que está agindo bem e de que fez a sua parte.

E por aí, vocês passam por esses conflitos? Como lidam com isso?

Beijos – Mari

 

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