Viajando com Crianças – Como fica a Rotina?

Antes do feriado de Páscoa passamos 7 dias em Maragogi (logo farei o post contanto tudo sobre o hotel, passeios, como chegar…) e uma seguidora me perguntou sobre como fica a rotina das crianças em viagens. Eu já havia pensado em escrever sobre isso e aproveitei o gancho.

Vou compartilhar a minha experiência, como sempre faço, o que não significa que é o certo e o que deve ser seguido por todo mundo, mesmo porque cada criança é uma, cada família é uma, e nem sempre o que se aplica na minha casa funciona na sua.

No geral, eu acho bacana tentar seguir a rotina de casa quando estamos viajando, porém, dependendo do destino e das pessoas que estão viajando junto com a família, isso pode ser algo bem estressante, e momentos que deveriam ser agradáveis e divertidos acabam sendo irritantes e caóticos!

Por que digo isso? Porque não adianta querer seguir à risca os horários das refeições, das sonecas, do ritual de sono, já que muitos passeios legais vão conflitar com esses horários, uma brincadeira divertida vai conflitar com esses horários, um jantar gostoso vai conflitar com esse horário. Por isso acho que o bom senso é sempre a melhor opção.

A preocupação com rotina em viagens com a Nina e com o Luli é bem diferente. Com a Nina é tudo bem mais fácil, pois ela já tem a compreensão de que aqueles momentos são de férias, de diversão, que quando voltarmos para casa tudo volta ao normal. Já o Luli, ainda precisa mais de limites, de ajuda para entender que precisa descansar, que não pode ficar sem comer, etc, etc, etc.

Sobre as sonecas diurnas, no geral, a Nina já não dorme mais durante o dia, e quando está com sono já sabe identificar que está cansada. Avisa e pede ajuda para encontrar um canto confortável. Nessa viagem, especificamente, ela dormiu no percurso dos passeios que fizemos de barco. Encostou em alguém da família e dormiu.

Nina depois do almoço. Falou que estava cansada. Foi só vovó colocar ela no sofá que cataplof!

Já o Luli PRECISA de, pelo menos, uma soneca durante o dia. Se ele não dorme até, no máximo, depois do almoço, fica muito muito muito nervoso. Tudo incomoda, tudo irrita, tudo fica chato e sem graça. Ele não come direito, ele não quer brincar, ele faz birra. Enfim, quem é mãe sabe bem o que é uma criança cansada.

Em casa ele costuma tirar uma soneca das 10h – 11h30 ou 12h. Durante a viagem esse horário se estendia um pouco, pois às 10h estávamos no auge das brincadeiras na praia, na areia ou no mar. Então depois de cansar bastante e tomar um lanchinho ele tirava uma soneca, no carrinho mesmo. Depois de dois dias de viagem, quando saíamos do mar, ele mesmo pedia a chupeta, colo e logo dormia. Teve dias da soneca durar meia hora, o que deixou ele irritado durante a tarde, e teve dia dele dormir comigo no quarto, depois do café da manhã, das 8h30 até meio dia!

Essa soneca “eterna” rendeu um menino muito bem humorado e que aproveitou muito o restante do dia. O mesmo aconteceu em um dia que ele dormiu muito pouco nessa soneca de manhã, na volta do passeio de barco, e fez uma soneca das 15h – 18h30 no quarto com o papai. Acordou disposto, jantou super bem e aproveitou com a família a programação noturna do hotel.

Com o balanço do barco e a maresia, não tem quem não encoste e não se renda a um soninho

E vem aqui um ponto que acho importante levarmos em conta, que é procurar entender as necessidades da criança e, em algumas situações, abrir mão de algo que gostaríamos de fazer. Por mais que relaxar com uma rotina rígida faça bem nesses momentos (na minha opinião), não respeitar os momentos de cansaço da criança não funciona. E não tem jeito, principalmente com mais de um filho, os pais precisam se revezar. A viagem é em família, não em casal. Mesmo com a ajuda dos avós, tem coisa que é só pai e mãe que resolve.

E a soneca diurna já me dá o gancho para falar sobre o ritual do sono que, no caso, não existe muito quando estamos viajando…rs. O máximo que fazemos é dar o leite antes deles dormirem. Procuramos já escovar os dentes, dar os medicamentos e fazer tudo que é necessário depois do banho do final do dia. Assim, se dormirem antes de voltarmos para o quarto, tá tudo certo.

Tem dias que eles dormem sem jantar (dos 7 dias de viagem, pelo menos 3 o Yuri dormiu sem jantar, pois não aguentou esperar e dormiu logo depois do banho), tem dias que dormem com a roupa que foram jantar (quase todos os dias aconteceu com o Luli….rs), tem dias que chegam no quarto ligadões… por aqui eu não estabeleço horário e nem ritual de nada. É meio que tá com sono, encosta e dorme. Eles brincam tanto tanto tanto durante o dia que, pelo menos para nós, dormir a noite não é problema, tamanho o cansaço. O Luli, no geral, desmaiava no carrinho logo após jantar ou no caminho de volta para o quarto. A Nina colocava o pijama e acho que nem lembrava de ter deitado. Mal deitava e estava dormindo.

Em algumas noites que eles estavam mais agitados, colocamos os dois ou um deles na nossa cama, aquelas de hotel que cabem uns 7 filhos (rs), e eles relaxaram e dormiram com nós. Ou seja, na minha opinião, estressar com horário e ritual de sono em viagens é, de fato, estressante…rs.

E o último ponto é sobre a alimentação. Quem me acompanha sabe o quanto me preocupo e me dedico à alimentação das crianças. E não adianta, não relaxo 100% com isso em viagens. Libero muita coisa, não fico e nem sou neurótica, deixo eles aproveitarem, comerem “porcarias” que não fazem parte da nossa rotina. Mas, ao menos uma refeição, ou o almoço ou o jantar, precisa ser feita direito, com um pratinho colorido e nutritivo.

Almoço com arroz integral, feijão, frango grelhado, alface, tomate e beterraba. Nesse dia, os dois limparam o prato!

A Nina não dá o menor trabalho em relação a isso. Ela mesma já faz escolhas, já tem consciência de excessos, quando come muito doce na sobremesa do almoço pede uma fruta no jantar. Os beliscos entre as refeições não atrapalham. Ela comeu doce quase todos os dias na sobremesa, mas antes comia um belo prato de comida de verdade, com arroz, feijão, salada, proteína. Todos os dias ela comeu picolé de manhã e pipoca no lanche da tarde com a recreação. Mas tomava seu café da manhã direitinho e sempre comia a fruta do lanche antes da pipoca, que sim, era feita com bastante óleo…rs.

Café da manhã com suco de melancia, banana, misto quente no pão integral e bolo de milho

Salada de frutas para começar o lanchinho com a recreação

Já com o Luli, não dá para ser tão flexível assim. Ele come bem, não podemos reclamar, mas troca fácil um prato de comida por um pedaço de pão, dispensa a fruta para se jogar em um pedaço de bolo de chocolate, se belisca entre as refeições não quer nem experimentar a comida. Se deixar ele passa a viagem toda a base de leite, banana e pipoca. E ok se a viagem durasse um final de semana, mas sete dias fora de casa eu não acho razoável deixar o negócio tão solto assim, então isso é algo que me deixa incomodada mesmo.

Nos dois primeiros dias de viagem ele deu um baile para comer, isso quando comeu. Aí conversei com os avós, com o papai, com a Nina também e “cortamos” beliscos, queijos e pães entre as refeições. Ele tomava o leite, café da manhã, comia uma fruta antes da soneca e depois o almoço. Se almoçava bem eu deixava ele à vontade no período da tarde, e se não jantasse direito tudo bem. Mas se não almoçava, o período da tarde era mais controlado. Ou seja, equilíbrio. Não precisa ficar comendo só verdinho e mil cores no prato, mas também não precisa descambar e passar uma semana se entupindo de pão, doce, pipoca e sorvete.

A satisfação com um picolé na mão…rs

Em resumo, o que acredito, como falei mais acima, é no bom senso e no equilíbrio. Em viagens se pode muito mais do que se pode no dia a dia, mas também não pode tudo. Se fizer mal criação tem cantinho do pensamento, se tiver cansado tem que dormir, se não comeu direito no almoço tem que comer no jantar. E assim vai.

E por aí, como vocês encaram a rotina em momentos de lazer?

Beijos – Mari

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1 comentário

  1. TASSIANE CESENA MARTINS PEREIRA comentou:

    Nossa mari amei esse post … vou colocar em prática com meu filho na próxima viagem.