Por que meu filho joga tudo no chão?

Por que meu filho joga tudo no chão? Por que, por que, por que?

Luli está com essa mania irritante, que tenho certeza que muita gente vai se identificar.

Então me diga você, seu filho com 15 – 18 meses está com uma mania extremamente irritante de arremessar TUDO no chão? Aliás, não só no chão, mas onde for possível… arremessa longe, às vezes cai no chão, às vezes voa longe.

E quando eu falo tudo, é tudo mesmo. Brinquedos, talheres, prato, copo, mamadeira, comida, chupeta, o que tem nas gavetas, nos armários, nas caixas. Senhoooooooooooooooooooor! Se eu parar para recolher tudo que ele arremessa durante o dia, não faço mais nada na minha vida.

Vendo fotos da Nina, na mesma faixa etária do Luli, elas me relembram que essa mania não é exclusividade dele. Ninoca também curtia esse negócio de jogar as coisas no chão. Mas não sei se eu era mais paciente, ou se ela jogava as coisas com mais delicadeza. Mas o Luli arremessa as coisas com uma força absurda! E ele curte mesmo arremessar lá do alto.

Bom, também posso ter esquecido dessa fase com a Nina. Enfim, a questão é que esse negócio é irritante!!!! Pode ser também que isso aconteça porque o Luli é, na verdade, a Nina (rsrsrsrs). Olhem a foto! Não parece a mesma criança? (todas as imagens são da Nina)


Ah, e tem também o fato de que, depois que o Luli arremessa as coisas e eu repreendo ou peço para guardar, a resposta é sempre a mesma: NÃU. Palavrinha preferida do momento e assunto para outro post.

Mas desabafos feitos, dei um google para ver se achava alguma explicação científica para esse (terrível e chato) hábito. E BINGO! Tem explicação!!! Uhuuuuuuu.

Em um artigo da Revista Crescer é pontuado que entre 1 e 2 anos, a criança começa a explorar os objetos, a perceber que essa brincadeira tem outras consequências, inclusive a de ver o pai e a mãe irritados enquanto se abaixam para pegar uma colher no chão.

Essa atitude é uma forma de aprendizado, embora os adultos possam não encarar dessa maneira. Para uma criança pequena, é a chance de entender que objetos desaparecem e reaparecem, enquanto para uma mais velha, pode significar a descoberta de sons diferentes.

Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Salete Natalina Trigo,  em um outro artigo da Revista Crescer, “o bebê alcançou um desenvolvimento psicológico e motor que favorece explorar o mundo sozinho e à maneira dele”.

Logo, a exploração não representa uma birra (será? tive que continuar lendo para me convencer!). A criança não tem a clara intenção de jogar o garfo no chão porque quer irritar a mamãe. “Deu vontade, ela faz. É mais instintivo e menos racional”, afirma Sandra de Oliveira Campos, pediatra e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Simples assim. Quando quer jogar, joga. Age ao sabor do impulso porque ainda desconhece seus limites.

Ok. Age por impulso. Mas e aí? Como que nós, pais, cuidadores, educadores, fazemos? Porque esse negócio de deixar fazer o que quer não rola né?

Nesse mesmo artigo é dito que entre 1 e 2 anos a criança não entende a reprovação dos adultos e “nãos” e “não pode”, perdidos ao evento, causam pouco efeito.

A dica é escolher as batalhas e, no fim, é o que tenho feito aqui em casa, o que não torna o processo tranquilinho. É desgastante de qualquer forma. Tem dias que estou mais paciente e lido melhor e tem dias que quero arrancar os cabelos da cabeça e rodar a baiana!

Mas enfim, a orientação é, quando o arremessar não apresentar riscos para a criança, largar mão e deixar. Aqui isso rola com a gaveta de babadores, panos de prato, armário de sapatos, pratinhos e copos das crianças, por exemplo. Fica uma zona, depois eu vou lá e guardo e, em algumas situações, convido o Luli a guardar comigo, para deixar ele no controle e tornar o negócio uma “brincadeira” prazerosa (para ele né? rs). Ás vezes funciona, outras vezes não.

Agora, em alguns momentos, não tem jeito, é preciso repreender. Jogar no chão eu aguento, mas sair batendo coisas, por exemplo, nos móveis, na porta do forno, na máquina de lavar louça, já não dá.

Aí eu retiro o objeto da mão do Luli, repreendo dizendo que ali não, e ele perde o direito de arremessar aquele objeto, que é colocado em algum lugar alto. Nesses momentos o caos é instaurado. Ele chora, esperneia, se joga, faz birra. E aí o jeito é tirar o foco, levar ele para outro lugar, ligar um desenho que ele goste, ou esperar o nervoso passar mesmo. Mas tem surtido efeito.

Eu poderia fazer isso sempre, mas acho desnecessário travar batalhas o tempo todo com as crianças. Por isso que super concordo com escolher as batalhas. Pela sanidade mental dos pais e também da criança!

Respirar fundo no olho do furacão, nem sempre é fácil, mas é necessário.

O que me tranquilizou, em minhas pesquisas, foi descobrir que ele não faz isso para me irritar, propriamente, mas para explorar o mundo. Deus queira que seja isso mesmo!

Agora me digam vocês. Por aí também rola arremesso livre de objetos aleatórios? Como vocês lidam com essa situação?

Beijos – Mari

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4 comentários

  1. Ana comentou:

    Aqui se deixar os armários abertos assim é certeza que ele vai pegar t-u-d-o de dentro e jogar no chão. a casa no fim do dia tá um pandemônio de objetos pelo chão

  2. Raquel comentou:

    Nossa!! Você está falando do Heitor?? Rsrsrs…
    Que bom que não é pra me irritar. Tava achando que era pessoal já…
    parabéns pela matéria!