Vai Ficar Mais Fácil

Na semana passada, três amigas minhas bem próximas tiveram bebês. Foi um seguido do outro, uma na terça, outra na quinta e o terceiro no sábado. Já visitei duas delas, uma que já tem dois filhos e outra que já tem uma e, observando todo aquele processo de adaptação da rotina e da vida, com um novo integrante na família, me bateu uma saudade, uma nostalgia, e também um alívio, uma alegria, de ver como esquecemos desses dias loucos e, muitas vezes bem difíceis, e como com o passar do tempo as coisas ficam mais fáceis.

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Eu já escrevi alguns posts sobre minha rotina com o Luli e a Nina, quando o pituco ainda era menor, quando eu ainda amamentava, depois, quando voltei da licença maternidade. Mas a rotina vai mudando e, acreditem mamães com bebês pequenos, as coisas ficam sim mais fáceis.

Minha semana é super puxada. Trabalho o dia todo, tenho pouquíssimo tempo com as crianças, e esse pouco tempo que tenho é consumido, em boa parte, com os cuidados que eles precisam. Trocar, dar banho, dar comida, dar remédio, colocar para dormir. Chega o final de semana, há mais tempo para estarmos juntos e vejo que, aos poucos, esse tempo é cada vez mais bem aproveitado! E mesmo durante a semana, cada vez tem sido mais tranquilo.

Até pouco tempo atrás era sempre um revezamento, enquanto eu estava com um, meu marido estava com o outro, porque os horários não eram os mesmos, as demandas eram diferentes, a comida não era sempre a mesma, as brincadeiras não possibilitavam tanta interação.

Hoje em dia, a Nina com 4 anos e 2 meses e o Luli com 1 ano e 3 meses, tudo é mais fácil! No geral, a principal diferença na rotina dos dois é o horário que o Luli vai dormir, e uma soneca boa que ele tira no período da manhã, enquanto a Nina, quando dorme nos finais de semana, acaba fazendo essa soneca à tarde. Do resto, já é possível otimizar o tempo em praticamente tudo!

O Luli já come de tudo, e nossa alimentação é bem balanceada, então, em praticamente todas as refeições que fazemos juntos, os dois podem comer no mesmo horário e a mesma coisa. Como ajuda! Se decidimos sair para almoçar fora, e acabamos indo mais tarde, já consigo dar algo para o Luli só para enganar e boa parte dos restaurantes oferece opções que são super possíveis de oferecer pra ele. Então, acabou aquele negócio de precisar dar almoço pra ele antes de sair de casa e no restaurante ele ficar impaciente querendo atacar o prato das pessoas.

Ontem mesmo estava comentando com minhas amigas, e hoje falei para meu marido, que estou me animando mais a fazer passeios e sair de casa, coisa que me dava uma super preguiça, porque além daquele monte de tralha que precisamos levar ao sair com o bebê, que por sinal já é um volume bem menor do que eu levava quando tinha só a Nina, era comidinha, lanchinho, mil coisas que nem todo lugar tem. Não que eu não leve mais esses itens, mas dependendo do local, já não preciso mais me preocupar com muita coisa.

O banho também já é possível dar em conjunto, com a Nina no chuveiro e ele na banheira ou ofurô. Ou ele na banheira e a Nina no ofurô. Eles adoram a farra do banho comunitário!!!!

Aliás, o companheirismo dos dois é algo cada vez mais presente e lindo de ver. Eles brincam de verdade juntos, não com brincadeiras estruturadas, mas ficam juntos, mexendo nos mesmos brinquedos, o Luli balbuciando seus barulhinhos e a Nina conversando com ele, como se ele estivesse entendendo tudo que ela diz. Ela é um espelho pra ele, tudo que ela faz ele quer copiar. Nem sempre consegue, mas tenta. É super possível preparar um jantar rápido, tomar um banho rápido, fazer alguma coisa rápida, porque também o sossego tem prazo de validade né, não dá para querer tudo…rs, enquanto eles se distraem juntos.

Fico imaginando que logo passa a fase de fralda, de mamadeira, de chupeta, de não saber falar e fazer birra para expressar os sentimentos, e sabe o que vai ficar? Só a parte boa, só os sorrisos, só os momentos de calmaria, porque nós esquecemos, pelo menos esquecemos os pequenos detalhes, dos perrengues que passamos. Eu esqueci os que passei com a Nina, e lembro cada vez menos dos que passei e passo com o Luli.

Outros desafios virão, outro tipo de preocupação, outras conquistas, e as fases que passaram não voltam mais.

Às vezes me questiono se estou aproveitando tudo intensamente, se estou curtindo de verdade, se não estou deixando momentos importantes passarem desapercebidos e a resposta é não. Sempre ficará a sensação de que eu poderia ter aproveitado mais, curtido mais, vivido mais… mas ok, tento não me cobrar por isso, porque o que estou vivendo está sendo lindo e delicioso!

Meus filhos são criados com muito amor, eles têm brilho nos olhos, sorriem com o olhar, encantam todos que os conhecem, são carinhosos, amáveis, felizes, muito felizes! Disso eu tenho certeza! Então, o que faço, acredito muito que faço bem feito, e tento não deixar as dificuldades me consumirem e me desanimarem.

E sou coruja mesmo, me derreto ao falar deles e acho que toda mãe tem que fazer isso, e demonstrar isso para seus filhos, ensinar que eles não merecem nada diferente do que serem amados, por tanta gente que ainda cruzará o caminho deles… e aí eu começo a escrever essas coisas e pensar na fase de namoro, de talvez sair de casa para estudar, de casar (já chorei imaginando o casamento do Luli viu… #aloka), e aí eu vou parar por aqui, porque o objetivo desse post era só deixar a mensagem: não se desespere com os perrengues de hoje, eles vão passar! Vai ficar mais fácil :-)

Beijos – Mari

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2 comentários

  1. Carolina comentou:

    Adorei!!! tEnHo uma filha de 3 anos e outra de 6 meses…. É uma delícia e um Perrengue as vezes, mas já melhorou muito em comparação aos primeiros meses da mais nova….
    AdMiRo Sua forma leve de levar a ViDa, me inspira… Fiz opção de trabalhar Em esquema
    Home office desde que acabou a licença maternidade da primeIra
    Filha e vivo me cobrando, apesar de pasSar o dia todo com elas. Um bjo

    1. Carol, obrigada pelo carinho. Acho que procurar esse equilíbrio e tentar levar as coisas de forma mais leve mudou de mais a minha relação com as crianças e comigo mesma. Beijos