Como me Organizo para fazer a Extração de Leite Materno

Quem me acompanha há um tempinho por aqui, pelo menos desde que o Luli nasceu, sabe que logo que chegamos em casa com o pituco, o leite desceu e a pega estava certinha, comecei a extrair leite para oferecer uma vez por dia na mamadeira.

Desde a primeira vez que fiz uma postagem sobre esse assunto no Instagram e no facebook do blog, recebo muitas perguntas sobre como faço a extração, em qual horário, em qual peito, e outros questionamentos relacionados.

Muita coisa mudou desde que o Yuri nasceu e hoje vou contar como fazia e faço por aqui. Não é regra para ninguém seguir ok? É somente a minha experiência, mesmo porque, a extração de leite varia muito de mulher para mulher, com a quantidade de leite produzida, a frequência com que o bebê mama, etc.

Leite

Como comentei acima, comecei a extrair leite para oferecer na mamadeira logo que o leite desceu, quando o Yuri tinha uma semana. Nessa época a produção ainda era descompensada com a demanda e eu produzia em grandes quantidades! A qualquer momento do dia que fizesse a extração, tirava facilmente 150 – 200 ml. Para me organizar melhor, escolhi fazer a extração, diariamente, após a mamada das 20h. Ele mamava, eu colocava para dormir, extraía, ia dormir, o papai dava a mamadeira por volta das 23h e eu acordava na madrugada para amamentar.

Funcionou assim durante um mês e meio, mais ou menos, quando o Luli começou a dormir a noite toda. Foi no dia da festinha de aniversário da Nina que isso aconteceu pela primeira vez. Estava muito cansada e achei melhor ir dormir e acordar para amamenta-lo quando ele chorasse, pois, até então, o acordávamos para mamar, do que extrair o leite para fazer o de costume.

Aí que ele só acordou no dia seguinte e eu vi que ele não precisava mais ser acordado para mamar.

Como ele passava muitas horas sem mamar, eu comecei a extrair o excesso antes de ir dormir, senão amanhecia com os seios latejando. Fui armazenando esse leite e o papai oferecia quando eu saía para fazer alguma coisa sozinha ou com a Nina no final de semana.

A produção regulou depois de alguns dias e essa extração não era mais necessária.

E aí chegamos à situação atual, onde o Luli só toma mamadeira quando eu preciso sair sem ele para fazer alguma coisa, o que acontece pouquíssimas vezes. A última vez foi há uns 15 dias, quando papai salvou uma parte do leite que deixei em uma xícara suja de Dolce Gusto… quem me acompanha no Instagram saberá sobre o que estou falando… kkkkkkkkkkkkk.

Hoje a minha produção de leite é o suficiente para atender a demanda dele. Não tenho uma gota armazenada para uma possível emergência, porque não produzo mais o suficiente para armazenar. Então, para eu sair e deixar leite para ele, preciso me programar e me organizar para fazer a extração de manhã, pois é o único horário do dia em que eu consigo extrair os 210 ml que ele mama na mamadeira.

Faço assim. Acordo e amamento em um seio (ele mama somente um seio em cada mamada, dá para contar nos dedos as vezes que ele mamou os dois). Logo que termino de amamentar já faço a extração do outro seio, pois ele está bem cheio, já que não teve mamada desde o dia anterior. Normalmente essa extração já é suficiente e, quando não é, espero chegar perto da hora de sair e extraio o que falta, que normalmente são 30 – 50 ml.

Como eu já extraio logo que ele termina de mamar, e ele mama, normalmente, em intervalos de 3 horas a 3 horas e meia, dá tempo do peito encher para a próxima mamada, se não for o horário que eu vá sair. Se até o horário de eu sair vejo que ele está “reclamão”, incomodado, amamento com intervalos menores. Mas normalmente não é necessário.

Eu já fiz o teste de tentar extrair, por exemplo, próximo a hora da mamada, antes de sair de casa, e não dá. Posso passar uma vida com a bomba pendurada que não sai mais de 60 – 90 ml, o que é muito pouco para a demanda do Luli. Antes de dormir então, esquece! Não sai nem 30 ml, porque provavelmente ele secou tudo durante o dia…rs.

Congelar também não dá mais, então, quando extraio é para uma mamada e só.

No final do mês que vem ele já começará a introdução alimentar, e aí, fica tudo mais fácil nesse sentido, pois poderei programar de sair nas horas da refeições e não nas horas das mamadas, se tudo correr bem, é claro.

O que posso dizer é que não me arrependo de ter feito essa introdução, para muitos precoce, da mamadeira. Me ajudou muito, não atrapalhou em nada a amamentação no seio, já que não tenho problemas com produção (para mamães que tem dificuldade com a produção eu não acho adequado a mamadeira, porque o bebê terá um fluxo de leite muito maior e aí acho que pode perder o interesse pelo peito) e, hoje, mesmo quando ele passa por um período longo sem a mamadeira, quando é necessário, pega de boa. Acho que ficou no inconsciente e ele não rejeita.

Espero que tenha conseguido esclarecer as dúvidas mais comuns que recebo. Se não consegui, é só perguntar nos comentários.

Beijos – Mari

 

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2 comentários

  1. Dani comentou:

    Mari, quanta generosidade sua!
    Todas as vezes que algo dá certo com a Nina ou o Luli você divide conosco… só podemos agradecer!!!

  2. Talita comentou:

    Obrigada por compartilhar sua experiÊncia nesse tema tao importante. Com meu segundo filho, pretendo oferecer meu leite na mamAdeIra tambem. Passei O maior sufoco com a minha primeira filha, pois ficou so no peito 6 meses e depois nao pegava nenhuma mamadeira de jeito nenhum! Foi punk…