Seven Days of Life – por Karim Scharf (Day 3)

Chegou o dia da alta! O dia do Yuri conhecer o seu lar, o seu quartinho, que preparamos com tanto amor. O primeiro dia em casa, quando parece que a ficha começa a cair de verdade.

No início da manhã a enfermeira levou o Luli para tomar banho e ele voltou todo lindo, com a saída de maternidade vermelha. Enquanto eu esperava ele voltar para o quarto, tomei um banho mais demorado, me “ajeitei” e liguei para minha mãe. Pedi uma roupa, pois a que estava no hospital não estava me agradando. Minha mãe chegou e era a hora do almoço. Já podíamos ir embora, mas, diferente da ansiedade de voltar para casa que tínhamos com a Nina, achamos melhor almoçarmos por lá mesmo. A Nina estava na escola, a minha diarista estava em casa, chegaríamos com tudo em ordem e sob controle.

Tentei colocar a cinta antes de sair da maternidade, mas não consegui. Me arrependi em não ter insistido, pois não me lembro de ter sofrido tanto de dor como no percurso de volta para casa. Parecia que tudo estava solto dentro de mim e doía, doía muito! Chorei boa parte do percurso, de aflição, de medo, de dor! Finalmente chegamos em casa e descer do carro foi um alívio!

A Karim já estava nos esperando e pôde registrar a nossa chegada em casa com o Luli. Minha mãe havia ficado na farmácia para comprar os medicamentos para o pós operatório e chegou logo em seguida. Minha cara estava inchada de tanto chorar no percurso. Essa é uma lembrança não muito boa. Esse retorno para casa não foi nada fácil!

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Entramos em casa, o Luli foi apresentado para a Dete, nossa diarista, que tanto ama e cuida dele nos dias que está aqui. É uma parceirona! Nem ela imaginava que teria momentos cuidando de um bebê como os que passa com o Yuri. Ela dá banho, coloca para dormir, troca fraldas, dá mamadeira quando extraio leite, brinca, conversa… é uma terceira avó para ele.

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Fui direto para o quarto do pequeno. Já fazia tempo que ele não mamava. Troquei a primeira fraldinha dele em casa e me ajeitei na poltrona de amamentação, com a barriga ainda gestante (rs), com o corpo dolorido, de tensão, de cansaço (parece que foi nesse momento que o cansaço veio avassalador!), com os seios explodindo e os mamilos muito sensíveis, apesar de não terem ferimentos.

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Papai levou o Luli para mamar e ficamos os três ali, admirando nossa obra prima. A pega era perfeita, mas doía a cada sugada, como doía. O leite ainda não tinha descido para valer, mas estava em vias de.

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O Luli ainda tinha os curativos dos exames que foram feitos na maternidade e o papai, com todo cuidado, tratou de tirar aquele monte de adesivos do pituco.

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Enquanto eu amamentava minha mãe chegou da farmácia e foi ler a receita deixada pela médica. Ela ficou desesperada ao me ver sofrendo de dor no caminho e organizou todos os meus medicamentos como somente uma mãe faria. Colocou o horário em cada caixinha e me trouxe a primeira dose para tomar. Me trouxe também uma laranja descascada (não coloquei a foto porque as peitcholas estão explodindo e tomando o foco da cena. A laranja seria coadjuvante… kkkkkkkkkk). Minha mãe não existe! Amo com todas as minhas forças!

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Lulinho mamou, o quarto estava quente e papai, ainda com a pulseira que dava acesso livre à maternidade, tirou o macacão do filhote. Fiquei ali, admirando, abraçando, cheirando, curtindo o meu filhinho, todo pequeno, todo indefeso.

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Ele arrotou, dormiu profundamente e o coloquei no berço. Não tinha como não admirar tanta perfeição e não agradecer imensamente à Deus pela nossa família que havia crescido de forma tão linda!

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Para aliviar a dor dos mamilos, fui logo ler a bula das conchas para seios que havia comprado e não lembrava direito como usava. Era tipo um pergaminho, em um zilhão de idiomas. Demorei mais tempo para achar a descrição em português do que para ler as orientações.

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Vovó toda coruja não cansava de admirar o neto. Tenho certeza que ela não imaginava o quanto ainda amaria esse pequeno. Como ela diz sempre, ele tem uma luz única, um olhar profundo e expressivo, é capaz de mudar o humor de qualquer um para melhor.

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E a visita da Karim terminou com alguns registros da minha primeira massagem pós parto em casa. Ah como eu estava precisando das mãos de fada da Vania!!!!

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E na semana que vem tem o relato do quarto dia, sem dúvida nenhuma, os registros com a maior carga emocional de todo o projeto “Seven Days of Life“.

Beijos – Mari

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1 comentário

  1. Dani comentou:

    Que registros incríveis! Muita emoção…