Mais amor!

Na semana passada publiquei um vídeo no facebook do blog que me deixou super emocionada! É de um comercial, onde a mensagem final é: a tecnologia nunca vai substituir o amor. Assistam até o final, é lindo!

Vendo esse vídeo me vi fazendo algumas reflexões que gostaria de compartilhar com vocês.

A primeira delas é o quanto em alguns momentos, se não for na maioria, ou até em todos os momentos, nós mães, queremos assumir o controle de tudo e achamos que sempre sabemos tudo, que sempre sabemos as necessidades de nossos filhos, que só nós somos capaz de acalma-los e, muitas vezes, não damos a oportunidade para outras pessoa fazerem isso e aprenderem a fazer. Acabamos esgotadas, sobrecarregadas, irritadas.

Fiquei pensando nessa situação no mundo real. Será que esse pai teve a oportunidade de ficar a sós com esse bebê antes, para conhecer, entender, aprender de que forma agir em um momento como este? Me peguei pensando no que acontece aqui em casa. O Rodrigo me ajuda muito a cuidar das crianças, como ajuda! Mas são inúmeras as vezes em que me vejo correndo para atender alguma necessidade da Nina, enquanto ele está, por exemplo, tentando fazer o Yuri dormir, sem sucesso. Aí termino de fazer o que preciso com a Nina e saio igual uma doida para assumir a tarefa de cuidar do Yuri também. Ao invés de ensinar, dizer como fazer, dar a oportunidade do pai aprender, mesmo que seja do jeito dele.

E, fora essas divagações sobre sermos mães controladoras, o que esse vídeo mostra é algo que acho que acabamos perdendo nessa correria louca que vivemos, a intuição! Parar para ouvir coisas que são totalmente intuitivas. Deixar a teoria de lado, as técnicas, os artigos, os livros, a internet, e usar nossa intuição. Foi a pediatra das crianças que comentou no vídeo que postei sobre isso e, para mim, fez total sentido!

Quantas vezes vocês não se pegaram, no meio de afazeres para concluir, com o bebê chorando, irritadas e tentando a todo custo acalma-lo o mais rápido possível, sem prestar atenção no que ele realmente estava precisando? Eu já fiz isso muitas vezes! Vivemos no automático, fazemos uma coisa já pensando na próxima, não damos tempo nem para nosso cérebro processar informações. Usamos do peito, quando amamentamos, muitas vezes sem a real necessidade, porque ele é uma arma poderosa. Mas em muitos momentos, o que nossos bebês querem é só um olhar, um colo, um tempo dedicado exclusivamente a eles. Abraçando, acariciando, brincando, olhando olho no olho. Quantas vezes vocês não usaram do peito para acalmar, mas não com a atenção e amor que esse ato envolve? O momento vem acompanhado de um celular na mão, um telefone na orelha, uma TV ligada… será que é disso mesmo que nossos bebês precisam? Tenho certeza que em muitos casos não… o que eles precisam é de amor, é simples assim! Alguns serão mais solicitantes que os outros, e isso vai passar com o decorrer do tempo, mas insistimos em não entender os sinais, tão claros, que muitas vezes nossos filhos nos dão. Eu estou totalmente incluída nas mães que cometem essas “falhas”, e, sinceramente, não me sinto culpada por isso, porque também não precisamos ser perfeitas e a super mãe disposta a estar envolvida de corpo e alma naquele momento em 100% das vezes, mas acho que a reflexão é muito válida!

Acho que esse vídeo é uma lição de amor, para nos fazer refletir, pensar no quanto 15, 20, 30 minutos absolutamente focadas em nossos filhos, pode fazer toda a diferença no dia deles, e no nosso também!

Não sei se consegui expressar o que queria, se fiquei confusa em meus pensamentos (eu acho que fiquei…rs), mas sei que esse vídeo mexeu comigo, e pude, hoje mesmo, enquanto escrevia esse post, viver uma cena que traduziu tudo que estou tentando dizer até agora.

Comecei a escrever esse texto às 10h30, enquanto o Yuri dormia. Ele acordou e começou a resmungar. Fui no berço, mudei ele de posição e dei a chupeta. Voltei para o computador correndo, porque as ideias ainda estavam frescas na cabeça e eu queria terminar, e ele voltou a resmungar, dessa vez mais forte. Parei, respirei, refleti sobre o que eu mesma estava escrevendo e fui atender as necessidades do meu filho.

O peguei no colo, beijei, abracei, sorri olhando fundo nos olhinhos dele. Ele sorriu e se aconchegou. Nesse momento as lágrimas correram no meu rosto. Esperei um pouco, tentei colocar ele no bercinho e ele não quis. Aceitei. Tentei colocar no tapete de atividades depois de alguns minutos e ele não quis. Aceitei de novo. Então fiquei com ele, no colo, chamegando, e depois de um tempo amamentei.

Pensei em outros momentos em que situações parecidas aconteceram e posso ter deixado ele chegar a um estado de estresse desnecessário. Nessa situação ele só queria colo, só queria amor. E agora ele dorme, e consegui terminar o texto, quando já são quase 15h. Cinco horas para terminar um texto é bastante tempo não? Mas, talvez, se na loucura do automático, eu tivesse tentado o fazer ficar onde e como EU queria para terminar as coisas do meu interesse, esse texto nem sairia hoje.

Entendem o que eu quero dizer? Vamos desligar o automático, respirar e amar!

Boa semana!

Beijos – Mari

 

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1 comentário

  1. Vivianne comentou:

    Mari, hoje aconteceu exatamente isso comigo… Minha pequena desde as 10:30 nao dormia… No colo ficava calMa e dormia…. Depois q colocava no berço acordava.. Assim ate as 15:00 quando ela dormii depois de chorar muito, mamar e dormir no colo….sem que eu eNtendesse o qie ela tinha…