Aleitamento Materno: 10 Mitos e Fatos sobre a Amamentação

Eu tinha pensado em fazer mais uma semana temática sobre amamentação, como fiz há um ou dois meses atrás, mas estou tendo certa dificuldade para me organizar com posts diários e programados sabem?

Então, como já faz um tempo que recebi um texto bem legal com alguns mitos e verdades sobre amamentação, vou compartilhar hoje com vocês.

Quem enviou as informações foi a assessoria da Libbs Farmacêutica e as imagens foram obtidas do Google Imagens.

Espero que vocês gostem :-)

Amamentar é um ato de amor, favorece o vínculo com seu bebê, facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso. Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros, mas, este também, é um desafio e tanto nas primeiras semanas. Algumas mulheres têm dificuldade para acertar a posição correta da mamada, outras com relação à “pega” do bebê e há aquelas que podem sentir um desconforto. Enfim, essa fase traz uma série de questionamentos, inseguranças que são, muitas vezes, rodeados também de muitos mitos que passam de geração para geração. Para ajudar a mulher e família a conquistar a confiança necessária para o sucesso na amamentação, o Dr. Achilles Cruz, especialista em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, esclarece algumas dúvidas mais frequentes.

1. Amamentar dói

Mito 1

Nem mito, nem fato. Vai depender de uma série de fatores como sensibilidade da mãe, se o bebê suga o peito da forma correta, estado emocional da mulher, entre outros. O normal seria a mulher não sentir dor. Se a dor existir, há alguma coisa que precisa ser ajustada. É importante observar se o bebê abocanha a aréola e não somente o mamilo (bico). É nessa região que ficam os bolsões de leite. Dessa forma, evita-se as rachaduras que provocam dor durante as mamadas. 

2. Seio pequeno não produz leite

Mito 2

Mito. O tamanho do seio não tem influência nenhuma no sucesso da amamentação! O que faz a diferença no tamanho dos seios não é a quantidade de glândulas, mas a quantidade de gordura de cada mama. As células produtoras (glândulas mamárias) e os ductos de leite são os mesmos em todas as mulheres, até mesmo naquelas que fizeram cirurgia plástica para colocar prótese de silicone. Só no caso de cirurgias redutoras é que este número pode ser reduzido. É mito associar tamanho de seio com fartura de leite. O processo de produção do leite começa durante a gravidez, quando o tecido glandular já começa a ser preparado. Por isso, os seios vão ficando maiores principalmente no final da gestação. Após o parto, a resposta hormonal estimula as glândulas mamárias a produzir o leite e a conduzi-lo por meio dos seios até o bico para que o bebê possa mamar. A produção aumenta gradativamente. Assim, a quantidade de leite que seu filho vai receber depende das suas próprias necessidades, e de quanto a mama seja estimulada.

3. Amamentar é um ótimo anticoncepcional

Mito 3

Mito. Algumas mulheres podem voltar a ovular mesmo no período da amamentação, quando o ciclo menstrual está bloqueado, devido à supressão dos hormônios. E para que funcione é necessário que a amamentação seja exclusiva, com as mamadas muito frequentes, com curtos intervalos entre uma e outra. Como esta rotina não é para todas, o ideal é que ela já comece a adotar algum tipo de método contraceptivo a partir da sexta semana após o parto. Logo no primeiro retorno ao ginecologista, o ideal é que a mãe converse sobre o método mais adequado para evitar uma nova gravidez em pouco tempo. Ele irá orientá-la sobre o uso de preservativo, DIU, implantes ou até mesmo as pílulas específicas indicadas para esse período.

4. A mulher que está amamentando pode tomar qualquer tipo de pílula

Mito 4Mito. Existe uma pílula anticoncepcional desenvolvida especialmente para as mamães que estão amamentando. Conhecidas como minipílulas, elas podem ser tomadas a partir da sexta semana depois do parto. Como são livres de estrogênio, não inibem a produção de leite materno nem tampouco interferem na sua qualidade e volume. Outro benefício é que seu princípio ativo não passa para o leite, não alterando seu gosto ou qualidade. E, então, a mulher terá segurança dupla. Primeiro quanto ao seu filho e depois com uma nova gestação durante essa fase. Segundo o médico, as mulheres que estão amamentando não podem usar as pílulas comuns, chamadas hormonais combinadas, porque podem diminuir a quantidade do leite além de transferir o hormônio feminino para ele e, consequentemente, para a criança.

5.  Engravidar enquanto está amamentando é benéfico

Mito 5

Mito. Não existe um intervalo estabelecido entre uma gravidez e outra, porém, é aconselhável que a mulher não engravide enquanto estiver amamentando, porque a sobrecarga da amamentação somada a uma nova gestação pode comprometer a saúde da mãe, caso ela não tenha uma condição nutricional adequada. 

6. A alimentação da mãe influencia o leite

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Fato. Tudo o que a mãe come acaba passando para o leite materno. Por isso, é importante que a mulher faça uma dieta saudável e beba bastante líquido nesse período. O consumo de bebidas alcoólicas ou cigarros é contraindicado. Medicamentos, por exemplo, só devem ser tomados com orientação médica.

7. O leite materno pode ser fraco

Mito 10

Mito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, muitas mulheres têm essa percepção porque comparam seu leite ao da vaca que é mais denso e consistente, tem moléculas maiores e sua digestão é bem mais lenta. O leite materno tem 97% de água e, por isso, é facilmente digerido e logo o bebê sente fome novamente. Além disso, o leite humano é composto por células vivas que transferem para o bebê a imunidade materna aos agentes infecciosos. Os glóbulos brancos presentes nele levam os anticorpos da mãe para o filho. O que poucas mulheres sabem é que quando o bebê começa a sugar, o leite materno tem maior concentração de água mesmo, é normal, é chamado de “anterior”. Nessa fase, ele contém ainda vitaminas, minerais e anticorpos. Após um tempinho de mamada, começa a descer o leite que chamamos de “posterior”, que é mais rico em gordura, que fornece mais energia e permite que o bebê fique satisfeito e ganhe peso. Por isso, a recomendação é que a mãe ofereça um seio por mamada, ou seja, que a mamada não seja interrompida até que o bebê consiga ingerir bastante quantidade do leite posterior, que tem mais gordura. Somente depois de esvaziar uma mama, se necessário, o outro seio deve ser oferecido, o que normalmente com bebês maiores, que já mamam muito. Desse jeito você garante que o bebê retire do peito o leite anterior, rico em água, e o posterior, rico em gordura.

8. Na volta ao trabalho, o leite seca

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Nem mito, nem fato. Caso a mulher consiga fazer a ordenha no trabalho e guardar na geladeira, ou ainda sair para amamentar o bebê durante o expediente, a produção de leite vai se manter inalterada. Muitas empresas possuem um espaço privativo para realizar a ordenha e uma geladeira para armazenar o leite. E, quando estiver com o filho em casa, antes ou depois do trabalho, deve oferecer o leite em livre demanda, ou seja, por quanto tempo o bebê quiser. As mamadas noturnas podem ser cansativas, mas são fundamentais para manter uma boa produção de leite materno, pois é a hora de maior liberação da prolactina, hormônio que controla a produção do leite humano.

9. Prótese de silicone atrapalha a amamentação

Mito 8

Mito. Com as técnicas atuais de colocação de próteses mamárias, geralmente não, mas dependendo da técnica pode atrapalhar a amamentação por interferir na quantidade e na saída/retirada do leite, mas não na qualidade dele.

10. Estresse e nervosismo atrapalham a produção de leite

Mito 9

Fato. Quando a mulher está muito cansada ou ansiosa, a produção do hormônio ocitocina, que é o responsável pela vasão do leite, é reduzida. O que pode prejudicar a descida do leite, e em casos graves até secar o leite!

Bom final de semana pessoal!

Beijos – Mari

 

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3 comentários

  1. Simone comentou:

    Ola Mari! tudo bem?
    Quanto a amamentação tem algo que sempre me irrita um pouco quando leio, essa historia de que amamentação com a pega correta nao dói. Eu nao conheço nehnuma mulher que nao sofreu com dores e desconfortos nos primeiros dias da amamentação. Você conhece? Depois de uns vinte dias realmente nao dói mais e tudo fica mais facil, mas cha que se fosse propagada a informação de que para a grande maioria dói muito, as mamaes de primeira viagem estariam mais preparadas para mais esSa parte da maternidade, que passa rapido e melhora rapido tbm.

    Bjs,

    Simone

    1. Poxa Simone, você comentando é verdade viu! O Yuri (e a Nina também) sempre pegaram direitinho, mas nos primeiros dias logo que começava a sugar em cada mamada eu ia aos céus!!!! Você tem razão! Beijos e obrigada pelo comentário

  2. concordo, eu também não conheco uma única mulher que não teve problema de doer, rachar o bico do seio no comecinho da amamentação, o meu em particular doeu muito.