Coluna da Neima: Preparativos para a Chegada do Segundinho

preparativos segundinho

Crédito da imagem: Google Images

Olá, mamis! Faz muito tempo que não escrevo e já estava com saudades. Escrevi esse texto nos últimos dias da gestação do Dudu, mas não consegui enviar pra Mari publicá-lo. Foi até bom, porque hoje que ele está com 1 mês completo, pude comprovar na prática que algumas dessas dicas são essenciais. Achei que seria interessante listar de uma maneira bem prática algumas providências que tomei para facilitar esse momento tão único na vida de uma família. Espero que gostem e aproveitem as dicas! (ah, algumas valem também para as mamis de primeira viagem)

1. Não deixe para fazer tudo na última hora! Essa dica é a mais “batida” de todas, mas eu caí nesse erro e me arrependi muito!! Na primeira gestação, lá pelo 6º ou 7º mês tudo já está pronto, certo? É difícil controlar a ansiedade do que nos é desconhecido… Na gravidez do Gu, acho que já no início do 7º mês enxoval, quarto, organização de roupas, lembrancinhas de maternidade, estava tudo praticamente pronto e/ou decidido. Nessa, com a correria do dia-a-dia e diante do fato de que eu já tenho um filho, fui deixando pra fazer as coisas mais tarde e me arrependi amargamente!! A barriga começou a pesar cedo, o calor estava insuportável, tive dores nas costas, um pouco de inchaço, o pacote completo da preguiça, rs. Só sei que fui literalmente empurrando com a barriga. Porém, não dá pra enrolar infinitamente, né, e aí quando eu finalmente comecei já estava bem cansada. Fui fazendo um pouquinho por dia, mas sempre morrendo de medo de o Dudu chegar antes do que deveria. Lógico que o básico eu já tinha (berço e roupas das primeiras semanas lavadas e passadas), mas dá uma aflição enorme. Melhor não abusar da sorte.

2. Se puder (e quiser), planejar a chegada do baby para as estações mais amenas (outono e inverno), faça! Sei que o calor que fez esse ano foi totalmente fora do comum, mas eu sofri MUITO com ele. Não tinha ânimo pra nada, ainda mais pra ficar em pé organizando roupinhas, brincar com o Gu (que está numa fase super ativa), sair de casa para resolver todos os detalhes que envolvem a chegada de um bebê… A gestação do Dudu foi planejada pra que o nascimento dele fosse próximo ao do Gustavo (até pra aproveitar o enxoval), mas como aconteceu muito rápido (1º mês de tentativas), ele nasceu no auge do verão – e o Gu no início do outono. Essa pequena diferença de 1 mês fez muita diferença…

3. (Re) Organize sua rotina doméstica. Aqui em casa eu já tinha uma pessoa que me ajudava 2 x por semana, mas com mais um baby e considerando o fato de que eu não pretendo deixar o Gu em período integral na escolinha (pelo menos não agora), nós aumentamos a frequência dela. Outra providência que me preocupei foi em inseri-la na rotina de cuidados com o Gu (dar banho, colocar para tirar soneca, fazer uma ou outra comidinha, deixá-lo sozinho na companhia dela). Minha maior preocupação é preservar alguns momentos de exclusividade minha e dele, mas como a rotina com 2 crianças em casa é bem diferente (principalmente nos primeiros dias de um RN), achei melhor prevenir e já mostrar a ela como são esses cuidados. Outra coisa que diz respeito a essa parte doméstica foi que aumentei as funções dessa pessoa: estou montando cardápios semanais para que ela os prepare (eu sempre cuidei das refeições, ela só lavava as verduras); pedi que fosse à feira-mercado aqui perto para fazer as compras de hortifrúti e açougue; deixei uma lista de tarefas para que ela fizesse nos dias em que estávamos no hospital (além da limpeza normal da casa, limpar novamente o quarto do Dudu, deixar algumas refeições prontas, frutas já lavadas, geladeira abastecida).

4. Ainda nessa parte referente à organização doméstica, tenha em casa itens de primeira necessidade. Os produtos preferidos e que não podem faltar na geladeira para os primeiros dias, algumas opções de comida congelada, itens de supermercado (despensa, limpeza), itens de cuidado para com o bebê (um pequeno estoque de fraldas, pomada, álcool 70%, cotonetes, algodão etc.) e para com o primogênito (ex: “farmacinha” abastecida), enfim, tudo para não ter que sair de casa nos primeiros dias. Ter à mão fornecedores que façam entrega em domicílio ajuda muito (hortifrúti, alguma rotisserie, pães, supermercado, farmácia).

5. Evite implementar mudanças na rotina do mais velho muito próximo ao nascimento do segundinho.  Essa dica também é velha, mas apesar de concordar com ela, aqui em casa o desfralde (diurno) do Gu aconteceu nesse momento. Isso porque ele vinha dando sinais de que estava pronto e eu resolvi arriscar. E deu super certo! Acho fundamental respeitar os limites de desenvolvimento da criança, e os pais conhecem seus filhos melhor do que ninguém. Então, caso você ache que seu filho está pronto e a mudança permitir alguns “passos para trás”, não vejo problema algum. Aqui o berço, a mamadeira e a fralda foram mudanças gradativas e que aconteceram um pouco “antes” do previsto, mas a chupeta permanece. E eu nem penso em tirá-la agora, porque sei que quando eu resolver tirá-la, não vou poder voltar atrás.

6. Se for contar com a ajuda de alguém nos primeiros dias, peça que essa pessoa comece nessa “tarefa” alguns dias antes da chegada do bebê, isso porque o filhote mais velho pode estranhar a presença dessa pessoa na casa, por mais que seja alguém próximo. Aqui em casa eu sempre cuidei sozinha do Gu. Com a chegada do Dudu, meu marido tirou alguns dias pra me ajudar, porém o Gu achou que estávamos num clima de “fim de semana permanente”, rs. Ele não entendeu direito a presença do pai em casa durante o dia inteiro, e passou a recusar-se a tirar a soneca da tarde (só queria brincar). Isso rendeu alguns episódios de choro incontrolável, mas nos mantivemos firmes. Se ele não descansa, ninguém aguenta. O mesmo aconteceu com a saída da escola: eu que sempre busquei, mas nos primeiros dias do pós-parto, intercalamos entre o marido, a avó, uma tia minha. E cada dia era uma aventura diferente… e tudo começou a caminhar para o caos. O Gu perdeu a segurança da rotina, e preferi estipular que uma só pessoa fosse buscá-lo.

7. Converse com o filhote mais velho sobre a chegada do irmãozinho e deixe que ele participe dos preparativos. Mesmo com a pequena diferença de idade (1a10m), o Gu já entende muita coisa. E por isso, desde o começo eu e o marido conversamos com ele e falamos sobre a chegada do Dudu. Mas de uma maneira tranquila, sem que o assunto se tornasse o centro do mundo (até porque não tínhamos a dimensão exata de que ele compreenderia o que é um “irmão”). O Gu vê e tem contato com bebês do berçário na escolinha, mas daí a ele entender que um dia ele chegaria em casa e teria uma “quarta pessoa” vai uma grande diferença. Uma coisa que fiz na reta final da gravidez foi mostrar vídeos e fotos da gestação e de quando o Gu era RN para que ele mesmo se visse. Mostrei também fotos dos preparativos do quarto, com o berço, brinquedos, coisas que ele consegue identificar. E não sei se foi coincidência ou não, mas a partir disso e com a aproximação do final da gestação, ele começou a apontar para minha barriga e falar que tinha um nenê, dar beijinhos, fazer carinho e falar que o Dudu está lá. Porém, já ouvi relatos de irmãos que preferem não participar e acho que se esse for o seu caso, é melhor respeitar.

8. Providencie roupas que possibilitem a amamentação. Essas roupas são, basicamente, aquelas que tenham botões ou decote transpassado. Nos primeiros dias em casa com o Gu eu confesso que ficava a maior parte do tempo de pijama (arrumadinho, rs, mas era pijama). Mas conforme ele foi crescendo, fui retomando a vida e foi aí que descobri que não tinha camisas suficientes no guarda-roupa. É muito comum que os bebês pequenos regurgitem, então eu também trocava de roupa com alguma frequência. Na época do Gu, eu me virei e comprei algumas peças pela internet, sem provar nem nada. Algumas coisas deram certo, outras não, então dessa vez eu já separei tudo o que usei da outra vez e comprei mais algumas coisinhas pra não ter essa dor de cabeça.

9. Ainda no que se refere à amamentação, vale a pena deixar a bombinha extratora de leite devidamente esterilizada (caso você tenha uma), ou ter em mãos o contato de empresas que a alugam (aqui em SP eu recomendo o Cantinho da Mamãe – www.cantinhodamamae.com.br , que aluga bombas da Medela). Os primeiros dias de amamentação podem ser difíceis e em alguns casos é preciso ordenhar o leite (ex: quando a mãe tem muito leite ou quando o mamilo está fissurado). No auge da adaptação, é muito chato ter que ficar esterilizando esses apetrechos. Os especialistas recomendam que nesses primeiros dias não seja usada a mamadeira para não haver confusão de bicos, por isso indicam que o leite materno seja oferecido no copinho (esses descartáveis mesmo, de café) ou em colherinhas. Mas eu também deixaria alguma mamadeira esterilizada, afinal, nunca se sabe…

Tudo isso que eu listei foi resultado da minha experiência e da minha realidade: como não tenho mais a minha mãe, não pude contar com a presença dela nos primeiros dias. Minha sogra também não ficou em casa e na época do Gu eu tinha uma ajudante que não cozinhava. Enfim, cada uma sabe como funciona a sua própria casa, né. Espero que essas dicas sejam úteis e se vocês tiverem outras pra dividir comigo, vou adorar saber!

Beijos!

Neima

Deixe seu comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

3 comentários

  1. Nina comentou:

    Adorei o Post da Neima! Dicas preciosas! Beijos

    1. Neima comentou:

      Que bom que gostou, Nina:)
      BJs!

  2. Ester rees comentou:

    Mariana, amei a dica da banqueta da burigotto, a steppy, já comprei uma para minha bebê. Queria deixar a dica do site onde comprei, na alobebe ficaria por r$ 60 o frete, na loja bokine, era grátis, gostei muito. Fica a dica.