Grávida sem Glamour

Quando estava grávida da Nina descobri alguns desconfortos, digamos que nada glamourosos, que ninguém havia me contado que as grávidas sentiam. De alguns eu já tinha ouvido falar, mas não imaginava a intensidade! Agora, grávida de 25 semanas do Yuri, boa parte desses incômodos eu venho sentindo de novo mas, dessa vez, já sei que são comuns e não me assusto como da primeira vez, quando saía correndo para mandar mensagens para a médica, corria para o pronto socorro, fazia mil buscas em livros e no Google.

Então, para você que já passou pela experiência de uma gestação, tenho certeza que vai se identificar com alguma coisa (se não se identificar com todas…rs). Para você que está grávida, se ainda não sentiu nada, pode ser que sentirá algum desses desagradáveis desconfortos e se identifique também. E para você que ainda não passou pela experiência de uma gestação, já te aviso que algumas coisas não são nada elegantes para uma mamãezinha que desfila seu barrigão radiante por aí.

Esse post tem uma boa dose de intimidade (medo!), mas uma dose bem maior de realidade e um toque de humor, porque só rindo mesmo para levar com naturalidade algumas situações.

Gravida

Imagem Google Imagens

Enjoos: esse é básico. Todo mundo sabe que boa parte das grávidas passam mal e têm enjoos constantes, especialmente no primeiro trimestre de gestação e durante a manhã. O que eu não sabia era a intensidade que esses enjoos podem ter. Nessa gestação foi até que tranquilo. Não persistiu nem até o final do primeiro trimestre. Poucas vezes tomei medicamento, não vomitei nenhuma vez e era um mal-estar que me acompanhava durante o dia inteiro, mas que não me impedia de fazer as coisas do dia a dia. Já na gestação da Nina, fui para ambulatório tomar remédio na veia, dormi na mesa do restaurante (mico… e as amigas do trabalho além de me fotografarem, postaram no facebook!!!! Eu perdoei, e elas continuam sendo minhas amigas…rs), andava com água tônica com limão para todo canto, o dramin era tipo bala, contava os segundos para tomar a próxima dose, fazia meu marido parar o carro a cada quilometro percorrido achando que precisava vomitar… gente, o que era aquilo? Não era só um enjoo, era uma sensação de que ia desmaiar e que não conseguiria aguentar e passar por aquilo tudo ilesa!!!! Bom, tanto que passei que engravidei de novo… hehehehehehe. E dessa vez, graças a Deus, foi tudo bem mais tranquilo.

Azia: ao invés de me apresentar para as pessoas como Mariana, eu poderia me apresentar assim: “oi, eu sou a mulher arroto!” kkkkkkkk (só rindo mesmo com essa falta de glamour). Tanto na gestação da Nina como na do Yuri tive uma azia lascada no primeiro trimestre!!! Depois melhorou e ficou suave. Mas era uma queimação absurda, um desconforto surreal. Óbvio que mantinha a classe na frente dos desconhecidos, no trabalho e em lugares públicos. Mas em família, minhas amigas. Afe! Lembro muito bem eu no Natal de 2011, à espera da Nina, dizendo para minhas tias e primos que quem quisesse minha companhia teria que aguentar minha azia (azia = arrotos). Que nojooooooooooooooooooo! Mas essa foi a minha realidade gente. Duvido que ninguém vá se identificar.

Gases: eita beleza! Se não bastasse a azia, ela vem com gases de presente. E aquela dúvida: será que são gases ou será que são cólicas que podem prejudicar o bebê? E o medo? Chega uma hora que você reza para que eles sejam eliminados para a dor passar. Mas é claro que não quer eliminá-los em lugares públicos. Então, reza para chegar a hora de ir embora e entrar SOZINHA no carro e proíbe o marido de entrar no quarto… ou, quando chega o momento que não aguenta mais se esconder, decide que se ele te ama vai ter que aguentar seus “puns” (jeitinho delicado de falar). Eu escolhi a segunda opção e acho que meu marido me ama mesmo… kkkkkkkkkkkkkkkk. Na gestação da Nina até me escondia no início. Com o Yuri perdi a vergonha de vez! Mas só em família… rs. Que horror!!! Mas também duvidoooooooooooooooooo que ninguém vai se identificar.

Seios doloridos: foi o primeiro sintoma que tive nas duas gestações que me fizeram desconfiar que estava grávida. E até aí ok, já tinha ouvido de algumas pessoas que doía, mas eu não sabia que doía quando a água do chuveiro caia, quando o soutien encostava, quando eu respirava mais fundo (essa foi exagero… hahahahahaha, mas doía muito!). Abraços eram evitados, porque só de imaginar a proximidade de alguma coisa naquela região já me dava calafrios!!! Juro, era uma dor, em muitos momentos, que chegava a latejar. Alguém ficou a sensibilidade neste nível? No segundo trimestre passou. 

Acne: Ô coisa para baixar minha autoestima. Me sinto péssima com a pele do rosto mal cuidada e sempre cuido muito dessa região, porque realmente se estou com a pele do rosto ruim me sinto péssima! Na gestação da Nina não tive nada, minha pele parecia um bumbum de bebê. Mas dessa vez, até a 16ª semana mais ou menos, minha testa parecia um campo minado. LOTADA de acne! Ficou horrorosa!!!! Eu fui na dermatologista, fiz limpeza de pele, usei vários produtos e nada. Não piorava, mas também não melhorava. Foi uma fase crítica para eu me olhar no espelho. Ainda bem que passou e que não estou tendo que conviver com isso até o final da gestação. Espero que essas maledetas espinhas não deem mais o ar da graça até o nascimento do Luli. 

Lingeries: eu sei, eu sei, eu sei as diversas opções que o mercado tem disponível de lingeries bonitinhas para gestantes. Comprei algumas bem arrumadinhas até. Mas não tem jeito, por mais linda que seja, a calcinha é grande, o soutien é grande, o bojo incomoda (então não tem), aquele ferrinho que não lembro o nome aperta (então não tem), e aí não tem jeito. Não tem sensualidade que resista. Eu juro que me sinto bem com o meu corpo grávida e acho que não faço feio para o marido. Mas as lingeries definitivamente não colaboram. 

Hemorroida: coisa desagradável de falar né? Pois é. Nunca ninguém tinha me contado também, e na gestação da Nina, quando uma apareceu por aqui, descobri que é muitooooooooo mais comum do que eu poderia imaginar. Vai vendo a cena. Estou eu grávida de uns 7 meses da Nina preparando o jantar. Começo a sentir um incômodo, uma dor, e a dor começa a aumentar e latejar. Desligo o fogo e vou deitar sem terminar de preparar a comida. Sei lá o que pode estar acontecendo. Vou me movimentando e dói, arde. Com aquela barriga de melancia, como conseguir ver se há algo estranho naquela região? Marido chega e dá uma prova de amor. Olha e diz: melhor irmos para o hospital. Oi? Bem ele que sempre trata tudo com a naturalidade da frase: não é nada não… logo passa. Passei o restante da gestação passando pomada. Depois que a Nina nasceu ela regrediu e não foi necessária cirurgia. Mas agora ela pareceu de novo. Muito desagradável, mas tem medidas que adoto que me permitem conviver com isso. 

Nervo Ciático: alguém já travou com uma crise do nervo ciático? Quando eu ouvia alguém dizer que tinha travado por esse motivo, para mim era uma dor forte. Mas não, quando eu falo travar é travar mesmo, é não se mexer! Quando tive essa crise, também no último trimestre de gestação da Nina, uivava de dor e dessa vez não é exagero, respirar mais forte já doía. Meu marido teve que me pegar no colo de madrugada, me levar para o banheiro, tirar a calça, me colocar no vaso, me limpar, vestir minha roupa e me devolver na cama. Qualquer movimento era uma dor enlouquecedora! No dia seguinte, ainda com dor, mas já conseguindo me movimentar, fomos para o pronto socorro. Fui ao banheiro enquanto esperava para ser chamada e travei sentada no vaso sanitário de novo. Gritei por socorro, chorando (sou dramática mesmo…rs), vieram me buscar de cadeira de rodas e me colocaram direto em uma maca. Tive que tomar medicamento na veia, e passei o resto da gestação convivendo com as fisgadas. Nessa gestação o nervinho já deu o ar da graça. Estou fazendo drenagem linfática para aliviar e quando a massagista pega nele, meu Deus, o negócio arde igual fogo, mas depois da massagem fica 100% e demora para voltar a pegar de novo. 

Hérnia: assim como a hemorroida e o nervo ciático, a hérnia umbilical que apareceu depois de um bom tempo que a Nina já havia nascido irá me acompanhar pelo resto da vida, ou até que eu faça uma cirurgia. Meu pai, um dia acariciando a barriga e conversando com o netinho me pergunta: “filha, aqui é a cabecinha dele?” Já sabem a resposta? “Não pai, é minha hérnia”. Beleza né gente? Ela fica aparente, não é enorme, mas dá para ver e sentir sempre. É só eu fazer um pouquinho mais de esforço que a bendita já começa a doer muito. Incomoda pra caramba. E a aparência também não é nadica glamourosa. 

Bom, esses são os incômodos que convivi na gestação da Nina e que tenho convivido agora, à espera do Luli. São muito chatos e nada elegantes. Mas mesmo assim engravidaria de novo outras vezes, porque adoro estar grávida!!!! Fui aprendendo a conviver com cada um deles e a identificar o que alivia e o que intensifica as dores e desconfortos. Tá dando para levar e se eu não conto ninguém saberia dessa parte mais trash da minha gestação… hehehehehehe.

E vocês, quais são ou foram os incômodos deselegantes e nada femininos durante a gestação? Conta aí e não me deixa sozinha nessa… rsrsrsrsrs.

Beijos – Mari

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20 comentários

  1. Gabriela tefili comentou:

    kkkkkk
    tb tive arrotos, gases, azia, hemorroidas, etc…..

  2. Luciana comentou:

    kkkkkkkkkkkkkkkk
    por aqui sai ilesa do ciático e hérnia. mas inclui o ronco!!!!!!!! afff nem marido aguentava kkkkkkkkkkk

    1. kkkkkkkkkkk. Que eu saiba o ronco não me acometeu… pelo menos o marido nunca falou nada. Que situação né? hahahahahaha

  3. Gabriela tefili comentou:

    Ah é! teve ronco tb! kkkk

    1. Todo mundo na mesma né Gabi? O ronco que eu saiba não tive… o Rodrigo nunca reclamou… kkkkkkkkkkkk

  4. giovanna ferrari comentou:

    mari, digo e repito que me identifico muito com os seus posts, tanto aqui como no insTagram hahahah… Na minha primeira graviDez não senti tantos enjoos e A azia Foi aparecer mais no fiNal, mais nessa gestação pai amado o que acontece???? Fiquei enjoada até o 4 mes, to de quase 5 hehe.. E a azia anda bem persistente, cortei algumas coisas na alimentação e to pegando mais leve no jantar pra ver se melHora minhas noites de sono pOis elas tem Sido bem complicadas com tantos arrotos azedos (eca!!!) minha lombar as vezes trava que eu tenho que fazer contorcionismo para levantar do sofá… Mais sei que depois que nascer sentirei falta do barrigão…
    Agora uma perguntinha!!
    Você sente sua barriga maior na segunda gestação?? A minha está enorme, e da primeira vez que engravidei ela só foi aparecer mesmo com 5/6 meses..
    Beijossss mari!!

    1. Sim!!! Muito maior!!! A barriga que tenho hoje acho que tinha com umas 30 semanas ou mais na gestação da Nina. Tem momentos que acho que vou explodir! rs

  5. Bianca comentou:

    Kkkkk só não tive a hérnia MAS meu marido falou que no final eu roncava, glamour 0 rs
    Estou grávida de novo e estou tendo tudo de NOVO só falta começar os roncos kkkkk

    1. acho que se eu engravidar 10 vezes, vou ter essas coisas dez vezes… hahahahahaha

  6. Luana comentou:

    adorei o post Mari! Estou passando super bem, nao tenho nenhum enjoo ou azia…. Mas as espinhas estao qyase me enlouquecendooo!!

    1. Lu, que ótimooooooooooooooo!!!! As espinhas logo somem. É o primeiro trimestre que fazem os hormônios explodirem!!!! Tomara que não tenha nada mesmo! Você é uma sortuda. beijão

  7. Mariana Couto comentou:

    Apesar de ter a saúde meio capenga antes da gestação, ela melhorou muito durante minha gravidez, que é a primeira.
    Mas certas coisas não tiveram jeito e deram lindamente as caras: hemorróidas e ESTRIAAAASSS! (Você esqueceu de citar esse “detalhe” – deve ser pq vc é sortuda e não tem).
    Nunca pensei que pudesse ter tanta estria e uma hemorróida tão dolorida (chorei de dor, mas já melhorou).
    Agora, já na reta final – 36s e 5d, espero que nada mais me atormente.

    1. Mari, por enquanto nada de estrias, graças a Deus! Mas sim, ela acomete muita grávida né? Maledetas… kkkkkkkkkk. Eu também não imaginava que doía tanto. Você está na reta final!!!! Tudo vai passar logo.

  8. graziela comentou:

    Intestino preso, no final da gestação ia ao banheiro e tinha medo do nenem sair de tanta força que fazia, so resolvi o problema usando supositorio.
    A minha dor no ciático nao me travava, mas quase me derrubava. Dava uma fraqueza na perna e eu perdia a força, tinha que parar pra nao cair.

    1. hahahahahahahaha. Eu tive pouco, mas falei uma vez para minha médica que tinha esse medo e ela riu… rsrsrsrsrs. Quando o meu ciático não me travava quase me derrubava também. Dói muito né?

  9. Daniele comentou:

    rsrsrs tudo isso, mais ronco e Xixi a cada espirro !

  10. Michele comentou:

    pro ciatico, ja tentou quiropRaxia ou acupuntura? Ate mesmo para as hemorroidas! Nas duas gestacoes da minha irmã ela teve e sofreu, ate Encontrar alivio na medicina oriental :) espero que nao sinta mais os incomodos, e “nao vejo a hora” de fazer parte dessa turma de gestantes! <3 Adorando o blog, so te seguia pelO instagram! Beijos

    1. Mi, eu fazia acupuntura na gestação da Nina e nem me lembrava disso!!! Só lendo seu comentário que me toquei. Realmente ajudava bastante! Obrigada pela dica, vou ver isso!!! E obrigada pelo carinho… Beijão

  11. naidla comentou:

    cuidar de um ser vivo independente do que seja nunca e fácil, com o ser humano não é diferente , pois no começo a criança não sabe andar , caminha é fazer varias coisas sozinha ,como r ao banheiro , cuidar de seres vivos nunca tem nada de glamour , uma pessoa poderia muito bem optar por cuidar somente de um animal de estimação , não é uma criança porém jamais se livraram de ter trabalho , e assim com ocorre com as pessoas que ter filhos , terá dificuldades pois terá que educar o animal a ser comportar como animal da especie , cada ser vivo o contexto de cuidado é distinto, quando a mãe tem depressão pós parto ela passa a distanciar da criança, e como o bebe precisa do apego dos pais para poder sobreviver, se a mulher não tratar a doença psicológica , passará problemas emocionais para a criança, a interação da mãe e filho é importante para evitar várias doenças psicológicas, e o filho passa a sentir isso, muitas delas adoecem muito mais pelo fato da mãe esta presente porém ausente e não criar ligação, a criança poderá entra em desespero na tentativa de socorro por falta dessa ligação e correr atras de desconhecido mendigando carinho afeto amor, lembrando se o bebe somente tiver cuidados básico como alimentação e higiene e ficar de fora a atão e o afeto, o caminho que ele vai se direcionar e a morte, um beber sem a presença de ninguém , que de atenção e carinho morre, e isso tem comprovação cientifica , se não morrer sofrera sequelas ocasionando atraso no seu desenvolvimento mental, ou seja a criança é um ser complexo, no entanto as mães que tem depressão pós parto, precisar buscar tratamento com psicólogos e psiquiatras , e busca ajuda nos amigos e na família para superar a doença pois falar mal da maternidade nunca resolverá a doença, pois que sofre do problema todo o universo dos cuidados e do ser mãe será o inferno. assim como chama as pessoas acometidas dessa doença de mães relapsas, jamais ajudarão a se curarem da doença, pois a mulher tem que estar inteira para ser mãe que é para o bem da saúde psicologica dos filhos.