Coluna da Neima: Como está sendo minha segunda gestação

Olá, mamis!

Hoje vou falar um pouco sobre a decisão de ter um segundo filho e o início dessa gravidez (que já não está mais tão no início assim, mas só agora é que as coisas parecem estar voltando ao normal, rs). Meu marido e eu nunca pensamos em ter um único filho. Eu tenho 2 irmãs e ele 2 irmãos, por isso aqui em casa a ideia era de “no mínimo” dois. Apesar de todos os conflitos que existem numa relação entre irmãos, eu não consigo imaginar como seria a minha vida sem as minhas irmãs. E acho que o amor entre irmãos é mais ou menos como o amor pelos filhos: só quem tem sabe como é.

segundo filho

Assim que o Gustavo completou 1 ano (em abril), nós começamos a falar sobre o assunto. Na verdade, eu já estava com saudades de um RN há um tempinho, ahahaha. Mas esperamos esse “marco” justamente porque nessa época as coisas já tinham entrado nos eixos aqui em casa: nós já estávamos num apartamento maior (e mais próximo da casa dos meus sogros), Gustavo bem adaptado na escola, eu já contava com uma ajudante que apesar de faltar mais do que eu gostaria, cumpre bem as suas funções e que tem disponibilidade para aumentar a carga horária caso eu precise. Mas acho que o mais importante disso tudo é que NÓS estávamos com vontade e EU disposta a passar pelo turbilhão de emoções que a chegada de um filhote provoca. Enfatizei os “sujeitos” dessas frases porque por mais participativo que sejam os pais, somos nós que estamos no dia-a-dia dos cuidados, principalmente no que se refere ao comecinho de vida de um bebê e da amamentação, principalmente.

Acontece que o negócio aconteceu mais rápido do que o esperado: no primeiro mês liberado eu engravidei. E como eu não estava cogitando engravidar tão rápido, demorei a beça a perceber que tinha algo “errado” – só fui desconfiar quando já estava começando a enjoar (o que não aconteceu na gravidez do Gu). Confesso que no dia em que fiz o teste de farmácia e vi o resultado, eu não acreditei. Fiquei meio chocada, pra não dizer desesperada e cheguei a pensar que era loucura emendar um baby logo em seguida do outro (sim, Gu e o segundinho não terão nem 2 anos de diferença de idade). Me vi sozinha no banheiro segurando aquele palitinho e o Gu na sala, brincando loucamente, subindo e descendo do sofá, esparramando os brinquedos, livros e CDs pelo chão, solicitando minha atenção a todo momento. A única coisa que eu pensava era: como eu conseguiria dar conta de 2 (DOIS) bebês??

Liguei pro marido e pedi para que viesse para casa mais cedo, e quando ele chegou a reação dele tb foi de espanto, rs. Deu um frio na barriga bem diferente do que da primeira vez. Não que o novo bebê tenha sido rejeitado, pelo amor de Deus, mas deu um pânico pensar como seria a casa com mais uma pessoinha. Nos abraçamos (nós 4), óbvio que eu chorei, mas havia tanto amor ali naquele abraço! E então nos enchemos de ânimo de novo!

Graças a Deus o choque passou em alguns dias, mas aí eu comecei a passar muito mal do estômago. Ficava enjoada e com sono o dia todo, minha pressão ficou super baixa (9×5) e eu mal conseguia me levantar da cama de manhã. Tive uns episódios de desmaio e quase-desmaio (no meio da rua), tontura, dor nas costas (sim, sem barriga… Como pode??). Sabe aquela típica grávida da novela, com todos os sintomas ao mesmo tempo? Essa era eu. Mas pior que isso era ter que cozinhar, afe, nessa época eu sofri. Só de pensar em fazer o jantar do Gu (ele almoça na escola) eu tinha calafrios.

Na gestação do Gu eu tive muita azia (desde o começo até o 4º mês), mas esse foi meu único incômodo “clássico”. Nem imaginava como era passar mal. Talvez eu tivesse uma visão meio “romantizada”, porque eu fui uma grávida bem “feliz” na primeira vez: não tive nenhuma intercorrência, engordei pouco (mesmo comendo muito), não fiquei inchada. Fiz meu pré-natal sem nenhum motivo de preocupação (incluídos os estéticos, ahahaha) e só fui ao hospital na hora do parto.

Dessa segunda gestação, por enquanto, só se repetiu o estado de felicidade mesmo. Até no PS eu já fui parar, com suspeita de trombose. Mas finalmente parece que estou melhorando. Os enjôos diminuíram bastante (mas agora veio a fome, socorro!!), ainda sinto cansaço, mas menos, e não desmaio há um bom tempo. Tenho me preocupado com a balança e morro de medo de ficar inchada, ainda mais porque o último trimestre coincidirá com o calorzão do final de ano. Por isso estou tentando me exercitar (estava sedentária desde o nascimento do Gu) e comer menos (essa parte está difícil).

Sobre o enxoval, muito provavelmente o segundinho será um menino, então comprei poucas coisas até agora. Até porque tudo do Gu estava guardado. Aproveitei uma viagem dos meus sogros para NY e comprei uns básicos de farmácia. Compramos uma caminha pro Gu (o que rendeu algumas quedas) e ele se adaptou bem, mas por enquanto o berço continua montado. Em breve desmontaremos o quarto que hoje é nosso escritório e passaremos o berço do Gu pra lá, pro segundinho dormir à vontade (Deus me ouça, rs). Nesse quarto já tem um armário grande, então não vou precisar de cômoda nem guarda-roupa. Vamos fazer algo meio improvisado agora, porque nossos planos são de futuramente colocar os dois pra dormirem juntos no quarto que hoje é do Gu, e então capricharmos mais no projeto.

Minha maior preocupação nesse momento é aproveitar ao máximo a companhia do Gu, fazê-lo se sentir ainda mais amado e querido. Morro de medo dele se sentir invadido com a chegada do irmão, afinal até agora ele é filho único. Está sendo complicado porque não tenho muito ânimo pra acompanhar o pique dele, mas estou me esforçando. Tenho receio de como ele vai encarar a chegada de um “estranho” em casa, um bebê que vai ficar no meu colo o tempo todo. Apesar de conversarmos muito com ele e saber que ele já entende muita coisa, acho que ele ainda não consegue compreender o que significa um irmão. Por isso quero que ele se sinta seguro pra passar por essa experiência, que ele saiba que eu e o marido continuaremos, sempre, disponíveis para ele. Óbvio que essa disponibilidade vai ter que ser dividida, mas quer coisa melhor do que a companhia de um irmão? Alguém pra brincar, crescer, dividir alegrias, aprender o significado da verdadeira amizade? Quero que o Gu sinta que o amor que temos por ele não diminuirá, mas será o mesmo, ou melhor, continuará aumentando, sempre. E que ele entenda que ter um irmão é a maior prova de amor que nós podemos lhe dar.

E vocês, já pensam num segundo bebê? Quem já passou por isso tem alguma dica (ou várias, rs) pra me dar?

Bjs e até a próxima!

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9 comentários

  1. kamila farhat comentou:

    que lindo !!!

    relato emocionante neima …

    muita saúde e bençãos pra você e sua família

    bjos

    1. Neima comentou:

      Obrigada pelo carinho, Kamila:)
      Bjs!

  2. Michelle comentou:

    Força NA PERUCA AMIGA, TENHO UM bebê E UMA BEBEZINHA (UM ANO E ONZE meses DE diferença) NAO é fácil, NUNCA ESTIVE TAO cansada, MAS também NUNCA ME SENTI TAO feliz E completa!

    1. Neima comentou:

      Michelle, ri muito com o seu “força na peruca”, ahahahah. Fico pensando: se já estou cansada agora, imagina com dois??? Aqui a diferença entre os dois vai ser exatamente essa. O seu mais velho vai pra escola? Vc tem alguém pra te ajudar? Como vc está fazendo pra conciliar os dois ao mesmo tempo? Com tantas perguntas vc pode ver que já estou surtando:p Bjs!

      1. Michelle comentou:

        NEIMA, não SURTA não flor, Nós TIRAMOS forças DE não SEI onde…MAS SOBREVIVI E VOCÊ irá sobreviver TAMBÉM. Olha, desde QUANDO A Laura NASCEU até a UMA SEMANA ATRÁS, TINHA APENAS DIARISTA UMA VEZ POR semana e UMA passadeira quinzenal, MORO EM UM apartamento pequeno e NÃO VI necessidade de MAIS AJUDA, HOJE porém, tenho uma AJUDANTE MEIO período QUE CUIDA DA casa, FICO com os PITUCOS EM tempo integral (opção MINHA) O DAVI AINDA NÃO vai PARA ESCOLINHA (ANO QUE VEM), TENHO UMA rotina QUE super funciona aqui, ENFIM, VOCÊ VAI achar o seu JEITO. AH…ELE SUPER AMA A irmã E é SUPER CARINHOSO E protetor COM ela, participou de TODO O processo DA gravidez, ACHO importante Incluir OS pequenos NESTE momento DA família, TODOS FALARAM QUE ELE IRIA DAR trabalho, NOS preparamos para o pior E ESTA sendo muito maravilhoso, BOA SORTE LINDA!

        1. Michelle comentou:

          Não sei o QUE ACONTECE COM AS LETRAS (UMAS EM CAIXA ALTA E OUTRAS não ) ??????? Kkkkk

  3. Nagela Cardoso comentou:

    Neima,

    Em primeiro lugar, parabéns!! Estou vendo muitas mamães que eu acompanho engravidarem do segundo Baby, ai que medo! Agora que o meu Gu fez dois anos, as coisas estão deliciosas por aqui, não sinto-me com coragem de outro agora não! Srsrs….

    Sinto tbem, que daqui a pouco, a dona deste blog aqui, vai aparecer com a noticia do irmãozinho(a) para Nina! É ou não é Mari?

    Meu, que legal! Quantos meses você está?

    Compartilha tudo com a gente, vou gostar de ler sobre sua experiência!!

    Da muito carinho para o seu Guguzinho. Eu penso q no inicio, não vai ser fácil mesmo, maaaaassss…..tenho a ideia( eu disse ideia e não coragem rs) de que dois filhos dão menos trabalho que um.

    Sorte sorte sorte!!

    1. Neima comentou:

      Nagela, obrigada!! Acho que se eu esperasse o Gu ficar maior talvez me faltasse coragem tb. Uma coisa que acho que contribuiu pra não esperar muito foi que o Gu não me dá trabalho à noite desde muito pequenininho (e espero que continue assim), então já faz tempo que eu não estou com deficit de sono, rs.
      Acho que no começo deve ser muito punk mesmo, porque teremos o Gu no auge de um possível terrible two e um RN em casa…. Porém, conforme eles forem crescendo, acho que fica mais fácil. Pelo menos é o que tenho ouvido:)
      eu estou com 19 semanas. Quase na metade! (detalhe: não comecei a fazer nada ainda – enxoval, quarto, nada mesmo…)
      A Mari já providenciou um(a) irmãozinho(a) pra Nina!! Vai ter bastante assunto pro blog!
      Bjs pra vc e pro seu Gu!