Coluna da Neima: Viajando com um bebê (que não anda) – parte 2

Olá, mamis! Hoje continuamos com as dicas restantes, e muitas delas valem para quem tem bebês maiores também. Veja a Parte 1 aqui.

1. Documentação: providencie o passaporte com antecedência, e visto, se necessário. Atente que a validade do passaporte é reduzida no caso de bebês. Cuidado também com o fato de que muitos países, mesmo que não exijam o visto, exigem um prazo mínimo de validade do passaporte. Ex: na França o passaporte deve ter validade superior a 3 meses a partir da data de saída do país. Ah, e não esqueça de levar o RG ou a certidão de nascimento do bebê, pois o modelo novo do passaporte não contém filiação e somente com um desses documentos o oficial da Polícia Federal permitirá a saída do bebê do Brasil. Se o bebê não estiver acompanhado de ambos os pais, é necessário uma autorização com firma reconhecida em cartório.

2. Seguro saúde: é sempre bom se precaver, ainda mais quando se viaja com um bebê. A maioria dos bancos oferece esse serviço, eu sempre falo com a gerente do meu banco e é bem fácil de resolver.

3. Visita ao pediatra: como iríamos ficar fora por um tempo considerável, eu quis passar numa consulta para checar se estava tudo direitinho e tb. para pegar dicas sobre o que eu poderia levar de medicamento em caso de necessidade. Mesmo assim, nós quase adiamos a viagem, porque 3 dias antes do embarque o Gustavo começou a recusar a comer e teve episódios de vômito. Passei a tarde toda do dia do embarque no PS, mas felizmente tudo se resolveu.

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Mesmo baqueado, ele se comportou muito bem!

4. Cuidado com remédios anti-histamínicos. Muita gente, ao saber que viajaríamos com o Gustavo, nos disse pra levar um remédio desses como “precaução”. Eu sou super avessa a medicar um bebê sem necessidade, mas tb sei como é constrangedora a situação de passar um vôo todo com um bebê chorando. Daí que perguntei ao pediatra, e ele me alertou a não dar nada, porque há pessoas que ao tomarem esses remédios, ao invés de ficarem sonolentas, ficam ainda mais agitadas!! Por isso, não dê nada ao bebê. Se ele chorar, paciência. Não se sinta constrangida, porque o choro é a única forma de os bebês se comunicarem. A maternidade me ensinou que há coisas que só podemos lamentar, e o choro de um bebê durante um vôo é exatamente uma dessas coisas. Por mais longo que seja o vôo, uma hora ele acaba. Lembre sempre que viajar de avião não é agradável sequer para um adulto, imagine então para um bebê!

5. Montando as malas: é bom estar atenta à previsão do tempo do local para não levar roupas em excesso e ficar carregando peso à toa, já que as outras tralhas do bebê ocupam muito espaço. Cheque se o local onde vc ficará hospedada disponibiliza berço e se fornece roupas de cama e banho, para você e para o bebê. Eu levei roupas a mais para o Gustavo e me arrependi, quase metade da mala voltou intacta. Se for ficar hospedada num local que tenha máquina de lavar-secar, leve roupas que possam ir direto à máquina, otimiza muito o espaço. No fim, apesar de tanta opção de “guarda-roupa” pro Gustavo, acabei usando 3 macacões mais simples, com pé (pq estava frio em Paris), e os mesmos acessórios quase todo dia: gorro, luvas, e uma blusa mais pesada. Importante: leve sempre a capa para chuva do seu carrinho, nunca se sabe quando vai chover e não ocupa nada de espaço na mala (além de proteger contra os ventos). E leve tb uma “bolsa de bebê” (pode ser a própria mala de mão dele), para acomodar as coisas do pequeno durante os passeios da viagem (nós saíamos cedo de casa e só voltávamos à noite, então eu levava fraldas, mudas de roupa e todas as refeições do Gustavo conosco tb. Importante: leve babadores descartáveis, são muuuuuito úteis nessas ocasiões, assim como lencinhos umedecidos – eu sou a louca dos lencinhos, rs).

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Olha quanta tralha, e isso eram só as roupas! (foto do Instagram @neimaby)

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Esperando o ônibus – olha aí a capa de chuva protegendo contra o frio!

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Uma boquinha no museu.

6. Leve um sling ou canguru: já falei sobre isso no post anterior, mas reitero mais uma vez. Quando o bebê não anda, é complicado deixá-lo o tempo todo no carrinho, porque uma hora ele enjoa. E carregar um bebê de 11 meses no colo é uma tarefa pesada, literalmente!!. O canguru foi ótimo porque o peso do bebê fica melhor distribuído e não cansa tanto como se estivéssemos carregando no colo. Sem contar que pra entrar e sair das estações de metrô – em Paris muitas delas não têm elevador, e sim escadas enormes – era muito mais fácil usar o canguru. Havia alguns museus e castelos onde tb não havia escada, então nós o levávamos no canguru, sem maiores problemas.

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Admirando esculturas no Louvre.

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Parada para um suquinho na subida da torre Eiffel.

7. Hospedagem: mesmo antes de ter filho eu sempre preferi ficar em apartamento, ao invés de ficar em hotel. Dá pra tomar café-da-manhã “em casa”, com calma, sem pressa, e planejar o dia e os locais a serem visitados (além de economizar, rs). Sempre opto por apartamentos que tenham máquina de lavar-secar roupas, lava-louças e espaço para cozinhar (com micro-ondas, pia, louças, cooktop etc.). Se for ficar em hotel, cheque se eles aceitam bebês, pois há locais que não aceitam crianças. Cheque tb se o hotel tem serviço de quarto 24 horas, ou se ao menos a cozinha está disponível para esquentar água para a mamadeira, caso seu bebê esteja acostumado a tomar leite morno.

8. Explore as redondezas do local onde vc ficará hospedada: pesquisas na internet ajudam muito. É sempre bom saber se há um supermercado, farmácia, padaria, mercearia etc, por perto. Eu dei uma pesquisada pra descobrir uma marca confiável de papinhas (dou preferência a orgânicos), foi muito mais fácil chegar no super e comprar direto, sem ter que estudar rótulos e tudo o mais. Lá fora tem muita opção. Se vc não amamenta, o mesmo vale para LA: veja se no seu local de destino vende o leite que seu bebê está acostumado a tomar. Veja também onde esse leite é vendido (em farmácia ou supermercado). Pelo que vi, na Europa não é muito comum o leite em pó, ele é vendido em caixinhas longa-vida. Se preferir, leve o leite daqui (e aí a dica é usar saquinhos “zip loc” ao invés daquelas latonas, que ocupam um espação na mala).

9. Passeios: cada família sabe que tipo de passeio mais agrada o seu bebê, mas esteja preparada para imprevistos. É muito comum que alguns museus, p. ex., fechem em determinado dia da semana, por isso informe-se antes (e tenha sempre um “plano B”). E saiba tb que em viagens com bebês, o ritmo é outro. Apesar de ficarmos um tempão na rua, as coisas foram feitas respeitando os limites do Gustavo: de comer, de soneca, de diversão. Aqui em casa eu sempre dei importância à rotina, não levando muito em conta o horário das coisas, mas sim a sequência dos eventos. Então apesar de o fuso estar diferente, tudo acontecia da mesma forma a que ele estava habituado. No fim, ele mesmo se ajustou e ficou no fuso do Brasil, o que foi ótimo, porque podíamos ficar na rua até mais tarde.

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Intervalo no passeio para uma mamadeira ao ar livre.

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 Soneca sobre o rio Sena.

10. Reserve alguns momentos para tirar o bebê do carrinho e deixá-lo engatinhar. Eu até fiquei com dó do Gustavo, porque ele ficava no carrinho praticamente o dia todo. Então, todas as noites nós o deixávamos bem à vontade no apartamento (até o dia em que o marido quebrou uma taça de vinho :s). Foi bem importante pra evitar que ele ficasse com o intestino preso.

Bom, tudo isso foi com base na minha experiência. Espero que ajude! Se tiverem mais alguma dúvida, é só deixar nos comentários.

Bjs!

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2 comentários

  1. Silvia comentou:

    Obrigada pelas dicas! Vou viajar daqui um mes com meu pequeno, ele terá 4 meses e meio. Estou com o pensamento igual O seu, podemos fazer de tudo, respeitando o tempo dele.

  2. Neima comentou:

    Silvia, sabe que acho essa uma idade ótima pra viajar? O bebê já não está mais tão frágil e ainda não tem interesse em se locomover, rs. É mais “fácil” de controlar.
    Bjs e aproveite a viagem!!