Coluna da Lari: As Crises de Birra

Gente, sei que não sou só eu que estava com saudades dos posts da nossa psicóloga querida não é? Recebi emails e mensagens perguntando sobre os posts da Lari. E aqui está ela de volta (eeeeeeeeeeeeeeeeeee!), e hoje para falar de um assunto que tenho certeza que interessa para muitaaaaaaaaaaa gente: As Crises de Birra.

To passando por isso aqui gente. Vamos ver o que a Lari nos tem a dizer?

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Que atire a primeira pedra a mãe que antes de ser mãe, ao ver uma criança em meio a um ataque de chilique nunca lançou um olhar condenando a pobre mãe da criança e julgando-a incapaz de educar e controlar seu próprio filho. A gente sempre pensa que os nossos serão diferentes e que não iremos permitir jamais tal atitude. Pois é, a gente pensa isso até nos tornarmos mães, com filhos que vivenciam os mesmos conflitos, em maior ou menor grau.

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As birras e pirraças normalmente surgem por volta de 1 ano e costumam durar até os 5. Por volta de 1 ano a criança começa a perceber que é um ser que funciona separadamente da mãe, e tende a explorar o mundo e os seus limites, a criança sai da posição passiva, e não retornará à posição anterior sem oferecer resistência.

Porém, mal sabe falar, e a maneira que encontra para conseguir o que quer é o choro, que se transforma em pirraça quando é contrariada. Além disso, essa fase é marcada por proibições, pois o bebê, que antes era completamente dependente dos cuidadores para se locomover, agora aprende a engatinhar e andar, o que faz com que os adultos comecem a colocar limites, e a palavra “não” surge com muita freqüência. O bebê, que até então tinha todas as suas necessidades prontamente atendidas, agora tem que aprender que nem tudo é permitido. O bebê vive um conflito, ele ainda não pensa racionalmente, então não compreende se a mãe o impede de fazer algo pela sua segurança ou porque está zangada.

A fala surge através da necessidade de uma maior interação com o mundo que a cerca e uma maneira de expressar suas necessidades, porém, a criança não sabe lidar com seus sentimentos e é pouco tolerável á frustração. Esses são os principais motivos dos ataques de fúria.

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Pois bem, e o que fazer além de se arrepender amargamente por ter julgado aquela pobre mãe que mencionamos no início do post?

Em primeiro lugar, é importante lembrar que crianças precisam de limites sim, que precisam aprender que seus atos e comportamento tem conseqüências. É muito difícil dizer não, além de ser cansativo e desgastante, causa dor no coração de uma mãe. E não seria melhor permitir que nossos filhos façam o que quiserem? É mais fácil, mais cômodo, e aparentemente os deixa feliz. Só aparentemente!!! O efeito de uma criação excessivamente permissiva é devastador. A vida é cheia de frustrações, e a maneira que uma pessoa lidará com elas está ligada á maneira pela qual aprendeu a lidar desde cedo.

Quando os primeiros ataques de birra começam, geralmente quando o bebê mal sabe falar, é importante ajudá-lo a expressar o que está sentindo; Converse com calma, explique o motivo pelo qual ele não pode fazer determinada coisa, ainda que pareça que ele não está entendendo. Tente não ceder diante de um chilique, é importante que ele perceba que essa não é a maneira de conseguir o que deseja.

Com crianças um pouco maiores, que já tem um entendimento maior da situação, se houver necessidade os castigos funcionam sim, jamais castigo físico, que além de ferir os direitos do seu filho só servirão para incentivar a violência. Mas coisas do tipo ficar um tempo sem brincar com determinado brinquedo reforçam a idéia de conseqüência dos atos. Porém, não só comportamentos ruins têm conseqüências, por isso é importante reforçar os bons também. Elogie quando seu filho se expressar de maneira adequada, ou quando conseguir se acalmar no meio de uma pirraça, diga o quanto você se sente feliz quando ele age assim.

Quando nada funciona e a criança faz a louca gritando e esperneando, leve-a para um lugar mais calmo, tente conversar, se perceber que ela nem te ouve, espere o ataque passar, mas não se coloque na posição de platéia assistindo ao show, muitas vezes, basta ignorar que o espetáculo termina. Quando a pirraça é em público, se não for te prejudicar, interromper o passeio talvez seja uma forma de castigo eficaz.

Se a criança estiver agressiva, é importante contê-la, não permita de forma alguma que ela agrida você ou outras pessoas. Se a agressividade for rotineira, talvez seja importante procurar ajuda profissional.

Beijos – Lari

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