Coluna da Lari: Sobre a Cama Compartilhada

Alguém se identificada com a imagem abaixo???? Aqui em casa, quando a cama compartilhada acontece é bem por aí. E esse é o tema do post de hoje na Coluna da Lari. No final do texto conto um pouquinho da minha experiência para vocês também.

CamaCompartilhada

Imagem obtida em busca no Google.

 “Olá mamis!

 Hoje vou falar um pouco sobre o ato dos pais dormirem com os filhos. Trata-se de um assunto polêmico e cheio de prós e contras.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que não estou aqui para ocupar o lugar da especialista que sabe o que é melhor para os filhos de vocês. Tratando de criação e educação de crianças não existe muito certo e errado. Como já falei aqui antes, existe o que melhor funciona e se adapta para cada família, mesmo porque não temos como prever o impacto que determinado ato causará para a criança. Dessa forma, buscarei expor alguns pontos de vista e depois contarei um pouco da minha experiência enquanto mãe.

Os bebês costumam associar o ato de dormir com a separação da mãe, é como se a mãe “morresse” a cada vez que eles adormecem, pois para o bebê só existe o que está dentro do seu campo de visão, portanto, acordar e não ver a mãe é desesperador. Esse é um dos motivos que leva alguns bebês a lutarem tanto contra o sono. Por esse lado, dormir e acordar juntinho trás segurança para o bebê, pois garante que o sono não irá separá-lo da mãe.

Ter nossos filhos dormindo com a gente também trás conforto para nós, ameniza a tarefa árdua de levantar durante a noite para amamentar ou mesmo para checar se está tudo bem. Porém, em primeiro lugar, devemos pensar na intimidade do casal, que fica limitada com uma criança dormindo entre eles.

Nos casos onde não há conjugue, dormir com o filho acaba sendo para a mãe ou pai uma maneira de afastar a solidão, porém, isso coloca a criança num lugar ao qual ela não pertence.

Além disso, dormir junto causa uma exposição muito grande, e isso acaba sendo de certa forma uma invasão para a criança, uma vez que ela ainda não possui recursos psíquicos suficientes para lidar com tal exposição.

Pois bem, eu era muito enfática quando estava grávida e as pessoas me perguntavam onde Alissa dormiria. E eu sempre respondia, no quarto dela, oras! É para isso que o estou preparando com tanto carinho, pensando no seu conforto e bem estar. Eu tinha certeza de que seria rígida com relação a isso, não queria criança na minha cama! Não faria bem para ela e nem para nós.

Passamos o primeiro mês de vida da Alissa na casa dos meus pais, e ela dormia no carrinho no quarto comigo e minha mãe (sim! Meu pai mudou de quarto durante esse mês e meus pais também ficaram de quarentena rs. Minha mãe passava a noite comigo, exceto nos finais de semana, quando o Wagner vinha, e, mesmo tendo que acordar cedo para trabalhar me ajudava a noite toda).

Quando fui para minha casa, já na primeira noite a coloquei para dormir em seu bercinho. Na época fizemos a experiência de levar uma pessoa da nossa confiança para morar com a gente e ajudar com a casa para eu ter mais tempo de me dedicar aos cuidados da Alissa, porém não deu muito certo, eu pedi que ela então dormisse no quarto da Alissa nas duas primeiras noites, para me certificar de que eu ouviria a babá eletrônica e tudo correria bem durante a noite.

Alissa nunca foi de dar trabalho de madrugada, acordava apenas uma vez para mamar e logo voltava a dormir, tinha noites em que nem acordava. A tarde às vezes eu a colocava pra dormir na minha cama e dormíamos juntas, eu adorava e ela dormia por mais tempo, o que era ótimo para que eu descansasse um pouco. Uma coisa que nunca consegui fazer foi colocá-la no berço acordada, eu a fazia dormir na minha cama e a levava para o berço já adormecida. Houveram sim noites em que ela dormiu comigo e o pai, às vezes eu estava muuuito cansada, e como ela dormia melhor na minha cama deixávamos que isso acontecesse, mas eram raras exceções.

Quando me mudei com ela para a casa dos meus pais novamente ela começou a dormir comigo. Ela sempre teve um quartinho aqui, mas eu o achava muito claro e quente, então decidi que enquanto os móveis dela de Macaé não viessem e a gente montasse o quartinho em outro quarto da casa (o quarto de hóspedes da minha mãe agora é o quartinho da Alissa), ela dormiria comigo. A verdade é que eu a queria perto de mim, me sentia mais segura, e estava cansada e preocupada o bastante para ter que levantar durante a noite e ir ate outro quarto para ver como ela estava.

Uns 3 meses depois da nossa estadia aqui o quartinho novo estava pronto, e eu então a coloquei para dormir no seu bercinho, porém ela começou a acordar de 5 em 5 minuto. Eu deitava com ela na minha cama até ela dormir, colocava no berço, 5 minutos depois ela acordava, fazia dormir de novo e tudo se repetia.

Ela se deu conta de que dormir com a mamãe é melhor e agora ela sabia disso. Eu sei que se insistisse um pouco ela poderia acabar aceitando, mas eu não insisti, e confesso! Desde os 7 meses Alissa dorme comigo, no meu cantinho, e dorme 10, 12 horas ininterruptas. Eu decidi que se faz bem para o sono dela, faz bem para o meu, e vamos continuar assim por um tempo, ainda não sei até quando, mas a minha bebê já viveu mudanças o suficiente em seu primeiro ano de vida, e essa não vai ser uma que vai acontecer nesse momento, mesmo eu achando que não é o ideal.”

Gente, o que mais me chamou atenção nesse texto da Lari foi quando ela disse: “Eu decidi que se faz bem para o sono dela, faz bem para o meu”.

E de verdade, é o que acontece muitas vezes não é?

Aqui em casa a cama compartilhada não funciona como rotina. A Nina dorme super bem quando precisamos dormir juntos (eu, ela e o papai), mas como ela se meche muito, eu levo chutes, socos e cabeçadas durante a madrugada, e termino encolhida em um cantinho da cama, sem descansar, sem dormir, e acordo moída de dor no corpo. Usamos a cama compartilhada em dias em que ela está doente, porque nesses casos, como a Lari diz, faz muito bem para o meu sono. Para o dela não faz diferença… rsrsrsrsrsrs.

Ter ela do meu ladinho nessas situações não me faz ter uma noite de sono tranqüila, mas me faz ter uma noite bem melhor do que se ela dormisse no berço e eu a todo momento tivesse que ir ver se ela está bem. Principalmente se no dia seguinte eu tenho que acordar as 6 horas da manhã para ir trabalhar!!!!!

No fim das contas, assim como tudo que envolve a criação de nossos filhos, a minha opinião é que tudo depende da rotina e do dia a dia de cada um. Eu acho que para um casal que trabalha o dia todo, e só tem o horário da noite para ficar junto, a cama compartilhada atrapalha muito a intimidade. Também acho que quanto mais o tempo passa, mais difícil é mudar este hábito e fazer com a criança durma no quarto dela. Mas também acho que uma criança não vai passar a vida inteira dormindo na cama com os pais, caso os pais não queiram isso. Claro, será difícil, bem difícil conseguir mudar a situação, principalmente quando a criança já expõe todas as suas vontades e nos testa incansavelmente. Mas não é impossível.

Por aqui vou manter a Nina em seu quartinho, mas também não vou dizer que nunca usarei desse método, porque se tem uma coisa que aprendi com a maternidade é não julgar as ações de outras mães. Cada um sabe o que se passa debaixo do seu teto né?

E por aí, quem é adepto da cama compartilhada? E quem não é, o que acha?

Beijos – Mari

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10 comentários

  1. Olha Mari, se tem uma coisa que aprendi com a maternidade é que cada um sabe onde seu calo aperta. Falei que não faria várias coisas e depois foi tudo diferente.
    Foram poucas as vezes que a Isabela dormiu comigo na cama, ou mesmo com o marido junto. Lembro de uma noite que fazia muito frio e eu fiquei com dó e ela dormiu em cima de mim.
    Aí tem o marido que ronca…. e que me mexo, enfim, por enquanto (usei muito essa expressão durante a gestação) ela está no berço dela, no quarto dela. Mas nunca digo nunca. Acho que as crianças também passam por fases e cabe a nós mães entender e fazer dar certo.
    Muito bom o texto!!!
    Bjs e boa semana!

    Débora Paula Santos Fazzio
    http://blogmabel.wordpress.com/
    Enviado via iPhone

    >

    1. Pois é Dé… cada um sabe onde o calo aperta mesmo!!!! Não julgo ninguém, por mais que tenha meus hábitos e minhas “técnicas” para educar a Nina. Beijos

  2. Márcia Sampaio comentou:

    Oi gente, dormir com o bebê sem dúvida é um descanso para nós.
    A Duda dorme muito comigo porque o papai trabalha a noite e amo dormir agarradinha com ela, mas quando ele está de folga, colocamos ela no berço e graças a Deus ela não tem reclamado, fica tranquila, eu que as vezes forço ela a ficar na cama porque é mais cômodo para mim.
    Ontem ele pegou ela na escolinha e antes de eu chegar em casa do trabalho ele me ligou dizendo que ela havia caído da nossa cama, quase morri! Quando cheguei ela estava alegrinha, apesar do “galo” na testa, mas por volta de 01:00 começou a chorar sem parar, eu vi que ela estava sentindo alguma dor, levei até para o banheiro e dei um banho para ver se ela se acalmava, e não deu certo, então liguei para o meu marido que saiu do trabalho e veio nos levar para o hospital, a médica disse que não havia nada que se preocupar, aparentemente ela estava bem, estava mesmo era com alguma dor devido a queda, e isso é normal.
    Esse é um dos problemas em acostumar eles a dormir na nossa cama, se ela estivesse no berço, estaria segura.

    beijos.
    Márcia

    1. Má, a Nina já caiu da cama tirando soneca com meu marido também. É horrível né? ele passou um tempão traumatizado e acordando de madrugada me cotucando, porque acho que sonhava que a Nina tinha caído. É um perigo mesmo!!!! Hoje em dia, se coloco ela na cama, coloco um monte de almofadas no chão para amortecer uma possível queda. Beijos

    2. Larissa comentou:

      A Alissa também ja caiu da cama e eu quase morri! Não foi nada grave e nem teve galo, mas foi horrivel! Por isso as sonequinhas ela tira no berço, a não ser que fique alguem com ela na cama, que é encostada na parede, e mesmo assim a noite eu coloco vários travesseiros no pé da cama rs

  3. Tatiana comentou:

    Ola Mari!!! a Laura foi para o quarto dela quando fez 4 meses e desde então dorme super bem, 12 horas direto!!! claro que, quando fica doentinha, fica mais chorona, dai chora durante a noite e eu acabo levantando e me revezando para ir ao quarto varias vezes durante a noite, mas isso eh bem raro! Agora a parte mais difícil eh que quando viajamos ou vamos dormir em outro lugar, ela não dorme!!! Ela simplesmente ama a cama dela, e não tem jeito de acostumar em outro lugar! ela estranha, chora bastante….enfim, ninguém dorme…. esse eh um problema que não sei ainda o que fazer, acho que so dando tempo ao tempo….Vamos viajar para Buenos Aires em janeiro, ficar uma semana, e eu estou bem desesperada pensando em como vai ser… rsrsrs com o sono, e com a alimentação…. alguém que já viajou para fora do Brasil com criança pode me dar dicas???
    Beijao Mari!!! a NIna ta uma fofa!!!!

    1. Tati, vou viajar com a Nina para NY só em maio. Mas após o Natal vou viajar pela primeira vez de avião com ela para a casa da minha avó. Eu não tenho problemas com a Nina em dormir fora de casa, mas imagino que deve ser bem difícil heim. Nem levando objetos que ela goste e esteja acostumada funciona? Beijos

      1. Tatiana comentou:

        Agora ela tá melhorando… eu levo o travesseiro, o gato de pelúcia que dorme junto, o ” nãna” e mais umas trocentas coisas… rsrsrs falta só levar o protetor de berço… kkkk Em janeiro te conto como foi!!! Bjooos

  4. Nagela Cardoso comentou:

    Cariiiii…. maravilhoso o seu post de Hoje. Eu compartilho exatamente da mesma opinião que você. E ouso em dizer, que a cama compartilhada não atrapalha tanto o casal assim, até porque existe outros cômodos da casa para ficar juntinhos rs. Ontem mesmo, por volta das 3h da madrugada, eu vi uma cena incrível na minha cama e pensei em descer e pegar a câmera para tirar uma foto, imaginem só: Meu marido no lugar dele, o Gu atravessado, deitado em cima do travesseiro, e eu no cantinho que restou da cama. 
    Isso não acontece todos os dias e eu não vou negar que é cada dia mais difícil deixar ele no quarto dele, nós tentamos, colocamos cobertores por baixo para tentar imitar a nossa cama macia, colocamos o nosso lençol ou um pijama meu para ele sentir o cheirinho, mas não tem jeito, ele dorme no Maximo duas horas, levanta do berço chorando de olho fechado, eu pego, levo-o para nossa cama e pronto, de olho fechado mesmo ele para de chorar, vira para o lado e continua dormindo. É difícil? Sim, as vezes o que eu quero é ficar agarradinho com o meu marido, mas paciência, é uma fase e vai passar! Alem disso, acordar com um beijo e um abraço todos os dias, NÃO TEM PREÇO. O Gu acorda, senta na cama, da um beijo no meu marido, outro em mim e depois abraça a gente!! O que posso concluir é que tratando-se de maternidade, tudo tem um bônus e um ônus.

    Ah, só faltou no post, algumas fotos para ilustrar o post, fica mais gostosa a leitura!! #ficaadica

    Beijo para você também Mari!!

    1. Oi Nagela. Vou caprichar nas fotos nos próximos… rsrsrsrsrs. Beijão! Mari