Retrospectiva: Minha Experiência com a Amamentação

Que saudades que estava das minhas retrospectivas gente!!!! Provavelmente eu não teria um histórico desses momentos com a Nina com tanta riqueza de detalhes se não escrevesse aqui. E hoje vou relembrar com vocês como foi a minha experiência com a amamentação.

Essa foto é da Nina no seu primeiro de mês de vida. Adoro essa foto, pois ela sempre fazia essa carinha de satisfação depois que mamava. Eu adorava e me achava o máximo por deixar minha princess banguela tão saciada… rsrsrsrsrs.

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Para quem quiser ver as retrospectivas anteriores é só clicar aqui.

Durante a minha gestação eu sempre desejei muito amamentar, mas ouvia muita gente falando: “mas você acha que é fácil????? Essas cenas de TV e de revista é tudo mentira!!! Dói muito!!! Você tem que querer muito… eu não agüentei. Espera só pra ver…”. Foram raras as vezes em que eu ouvi alguém falando da amamentação sem relatar algum trauma.

Eu não me conformava em imaginar que poderia não conseguir amamentar minha bebê, e se teve um assunto que li e pesquisei muito durante a gestação foi sobre a amamentação. Como eu poderia me preparar? Porque tantos problemas com outras mães aconteciam? Tinha alguma coisa a ser feita? Me informei muito, fiz o curso de gestante, li mais, conversei com diversas mães (a maioria com experiências não muito boas), e fui encontrando respostas para as minhas dúvidas.

Quando a Nina nasceu eu tinha muita teoria em mente, mas não sabia se na prática funcionaria. A parte boa é que foi tudo válido e eu fiquei muito feliz, quando no dia seguinte ao nascimento da Nina fui amamentá-la na UTI e ela mamou muito direitinho. Tinha a pegada perfeita – depois de eu ter feito de tudo para ela abrir uma bocona gigante como eu havia aprendido no curso de gestantes.

Não tive acompanhamento de enfermeira e nem ajuda de ninguém com a amamentação depois que a Nina nasceu. Acho que a quantidade de informações que busquei ajudaram, mas também acho que tive sorte. Vamos ver como será com o próximo filho. Tem coisas que quando temos um só, não temos base de comparação não é?

Mas o fato é que diferente de muitas mamães, talvez da maioria, eu não tive qualquer problema com a amamentação nos primeiros dias e semanas. Nunca doeu, nunca tive rachaduras, nunca empedrou, nunca sangrou, eu tirava na bomba elétrica e enchia uma mamadeira de 150 ml fácil, fácil.

A única dor que me lembro muito bem que sentia, era depois de algumas semanas quando chegava perto do horário da Nina mamar. O peito latejava e eu sentia claramente que o leite estava descendo, mas era só e por pouco tempo, pois como a Nina sempre mamou em horários certos, logo que começava a doer, era hora da pequena mamar e então aliviava rápido.

Tudo corria bem, até que quando a Nina tinha dois meses eu peguei uma gripe daquelas de derrubar e te deixar entregue na cama. Como a Nina já tomava uma mamadeira com leite materno todos os dias e eu tinha bastante leite congelado para qualquer emergência, usei desse recurso, pois eu realmente me sentia muito fraca. Eu me esforcei muito, mas passei a dar duas mamadeiras com leite materno por dia (ao invés de uma), que na verdade era outra pessoa quem dava (pai, vó, empregada, dinda, tia…). Eu continuava tirando com a bomba, e me sentia sugada depois que amamentava. Combinado a isso eu chorava muito e me sentia péssima por não poder estar colada na Nina o tempo todo, pois eu tinha medo dela pegar a gripe também. Acabava ficando próxima dela só na hora de amamentar mesmo. Foi uma semana que parece que durou um ano.

Isso tudo resultou em uma redução absurda da minha produção de leite!!!!! E aí eu pirei!!!!! Se eu tirava com facilidade 150 ml de leite com a bomba elétrica, essa quantidade caiu para 90 ou 100 ml com muito custo. Aí eu achava que se com a bomba não saía, a Nina com certeza ia sentir fome e ganhar menos peso do que já costumava ganhar. Quem é mãe de bebê miúdo sabe bem o que isso significa pra gente.

Levei a Nina na consulta com a pediatra e desabei. Aí ela me orientou a deixar a bomba de lado, e deixar só a Nina estimular, que seria muito mais eficiente. E adicional a isso falou para eu tentar complementar a amamentação com leite artificial, pois viu meu desespero, e eu sugeri essa opção.

Saí do consultório aliviada, pois apesar de ter que complementar eu não iria parar de amamentar. Mas aí outra novela começou. A Nina não aceitava o leite artificial de jeito nenhum. Cuspia, travava a boca, e quando tomava um pouco vomitava em seguida. E o problema era o leite, pois se eu colocasse leite materno na mamadeira ela tomava normalmente.

Comecei a misturar uma quantidade bem pequena de leite artificial no leite materno e ela foi aceitando, até que um dia tomou uma mamadeira de 120 ml com o leite artificial, isso já com uns três meses de idade. Fiquei super aliviada e se eu cogitava trocar a marca do leite, mudei de idéia. Só que por pouco tempo.

Nesse dia, a Nina tomou essa mamadeira no final do dia, foi dormir e quando fui pegá-la para amamentar a noite quase enfartei. O berço e a Nina estavam lavados de vômito!!!!! Eu não sabia o que fazer, chamei meu marido e entrei em pânico. Tinha vômito até dentro do ouvido da Nina. O cabelo dela estava colado, a roupa, todo o berço. E eu fiquei o tempo todo com a babá eletrônica do meu lado, e ouvido de mãe é muito sensível. Eu teria ouvido qualquer som que ela tivesse feito. Mas ela vomitou e não reclamou, não chorou, nada. Provavelmente porque estava deitada de lado, o leite veio e ela só soltou. Quis atirar aquela lata de leite pela janela, além de ter me sentido a pior mãe do mundo, por ter insistido em algo que fez tão mal para a minha filha.

Falei com a pediatra e ela me deu um chacoalhão (merecido). Falou que eu tinha que parar de ficar medindo o que a Nina estava mamando por quantidade que saía na bomba. Me disse que se ela não chorava, se dormia bem e se estava se desenvolvendo, apesar de estar ganhando pouco peso (o que é muito diferente de não ganhar peso), o meu leite era mais que suficiente pra ela. Me mandou voltar para a realidade e prestar atenção em como minha filha era saudável (e ainda é), e que com base nisso tudo, era para eu parar de neura, deixar o leite artifical de lado e seguir com a amamentação no peito.

E assim foi. Segui todos os conselhos dessa profissional que super admiro e que sempre segurou minha barra nos meus momentos de mãe doida e surtada (que mãe nunca teve esses momentos?????).

Continuei amamentando a Nina, tirava o que dava na bomba para uma necessidade e realmente desencanei de leite artificial até iniciar a introdução dos alimentos sólidos e desmamar a pequena, que serão assuntos para as próximas retros.

E hoje, quando paro para pensar, acho que os meus “problemas” com a amamentação estiveram mais relacionados à questão do ganho lento de peso da Nina, do que com a amamentação em si, o que já foi assunto de outro post – aqui.

E para vocês, como foi a experiência com a amamentação? Como nas outras retros, mais que compartilhar minhas experiências, adoro quando vocês compartilham as histórias de vocês também.

Super beijo – Mari

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9 comentários

  1. Oi Mari, post em boa hora!
    Posso dizer que não li muito porque não tinha nenhuma expectativa de amamentar. Fiz até um post sobre isso. http://blogmabel.wordpress.com/2013/08/21/surpreendida-pela-amamentacao/
    Mas já completamos 6 meses e 20 dias. Hoje substituo 1 mamada pelo almoço e 2 por leite artificial.
    A maior dificuldade e surto da minha parte foi em relação ao leite artificial, pois o pediatra tinha indicado um que ela não aceitava. Na segunda opção ela amou. Nesse meio tempo já tinha pedido sua ajuda!!!!
    Hoje quando ela vê a mamadeira ri e bate as perninhas de alegria. Meu coração fica em paz!
    Mas depois de uma intoxicação alimentar, deixei de postergar essa introdução da mamadeira. O meu leite já não era suficiente e eu senti que era um bom momento para fazer essa introdução.
    Mas assim como você, não sofri com nada! Sem rachaduras, mastite, dores para amamentar, nada. Para você ter idéia, eu não tenho bomba para tirar leite! Eu digo que nunca vazou, nunca faltou. Foi sempre a medida exata para a Isabela.
    Hoje com a redução de 3 mamadas, as vezes sinto o peito dolorido, mas em uma semana que estamos assim, fiz compressa gelada só uma vez.
    Obrigada pela ajuda!!!
    Beijos e melhoras para Nina!!!

    Débora Paula Santos Fazzio
    http://blogmabel.wordpress.com/
    Enviado via iPhone

    >

    1. Fiquei super feliz quando soube que deu tudo certo Dé!!!! Dá muitos beijinhos na Isa por mim. Beijos para vc também

  2. Eu sabia q não seria fácil, pq das minhas 3 irmãs só uma amamentou exclusivamente até os 6 meses e meu sobrinho só largou o peito pq ela tirou com 2 anos e pouco..rs..Mais não imaginava q doía tanto..também não tinha muito leite (não sei se foi stress) mais dos dois peitos mais se 1h tirando de bomba e só conseguia no máximo 50ml..era Joel mamando e chorando, acho q não saia…mesmo caso da Nina..como nasceu pequeninho, dei NAN..acho q com isso a produção cai mais ainda.. mais quem sabe no próximo..já passou por uma experiencia, possa ser q tenha mais paciência e persistência… me arrependo e muito dele ter parado de mamar aos 2 meses :(

    1. Não tem que se arrepender não Jamile. Quando somos mães, independente do número de filhos é tudo aprendizado. Você não deixa de ser uma excelente mãe por isso. Beijos!!!

  3. Bianca comentou:

    Mari, alguma dica para quem está se preparando para ter o bebê? O que você leu que pode me ajudar a garantir leite, evitar rachaduras, etc?
    Beijocas!
    Bibi

    1. Oi Bi!!!! Olha para garantir leite eu não conheço nenhuma fórmula mágica, mas acredito muito que por ser um processo hormonal, calma e tranqüilidade ajudam. Para evitar rachauras, eu comecei a usar na 32a semana a pomada de Lanolina. A que eu usei é a Lansinoh. Após as mamadas, passar o próprio leite ao redor do bico e deixar alguns minutinhos “tomando um arzinho” (rs) também é bom. Eu não tive rachaduras e acabei não precisando, mas eu li e já me disseram também que sol nos mamilos funciona. Não sei onde você mora, mas em SP acho meio difícil essa alternativa. Beijos!!!

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