Ansiedade de Separação – Porque e Quando Acontece

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Você sabe o que é ansiedade de separação? Sabe por que e quando acontece? 

Eu já li muito sobre esse assunto, quando a Nina ainda era bebê, e me recordo que essa tal da ansiedade de separação é muito evidente por volta dos 10 meses. Começa a surgir por volta dos seis meses, mas fica mais clara um pouco depois.

O bebê fica desesperado ao perder o contato ou a mãe de vista, como se ela fosse abandoná-lo, uma etapa super normal do desenvolvimento da criança. Segundo artigo do Baby Center, “a individualidade leva anos para se formar. Depois de acreditar que é uma extensão da mãe, por volta dos 6 meses, a criança não só passa a ver a diferença como também entende que pode ser deixada sozinha. É nessa fase que se inicia o medo de abandono conhecido como ansiedade (ou angústia) de separação, algo que pode durar até os 2 anos”.

Pois bem, pode durar até os 2 anos, e desconfio que o Luli, prestes a completar 1 ano e 8 meses, está passando por essa fase.

É só eu estar em casa, ou em qualquer outro lugar com ele, que se me perder de vista o “pânico” começa. Ele chora gritando “mânhiiii, mânhiiiii, qué mãe! qué mãe!”. Às vezes está super entretido, brincando na sala. Eu levanto para ir pegar alguma coisa na cozinha. Se ele percebe, larga tudo e já sai em disparado atrás de mim pedindo colo.

Esses dias fomos almoçar fora e me ausentei para levar a Nina ao banheiro, no andar superior do restaurante. Do banheiro eu ouvia o choro e os berros do Luli gritando por mim, o que só parou quando eu voltei para a mesa.

É um processo desgastante, cansa, às vezes você quer um pouco de tranquilidade, quer fazer algo sozinha, coisas do tipo, um cocozinho… kkkkkk. E não adianta, pode ter outras pessoas em casa, tem horas que só a mãe serve.

E para dormir? Papai sempre colocou ele para dormir. Faz a higiene, dá a chupeta e o paninho, leva ele para dar beijinho em mim e na Nina e vai para o quarto. Sem problemas. De algumas semanas pra cá, na hora que vai para o quarto o escândalo começa do Luli chorando e chamando pela “mãnhiiiii”. E quando vou acudir, ele vem para o meu colo e até suspira, como se estivesse aliviado. E não posso nem pensar em sair do quarto enquanto ele não está em sono profundo, porque o desespero começa. Ele não precisa ficar no colo, fica bem na caminha, mas eu preciso estar lá, ele precisa sentir minha presença.

Eu sinceramente não lembro de episódios tão marcantes assim com a Nina, e acho que o Luli demonstra um apego maior por mim. Dizem que os meninos são assim (será?).

No mesmo artigo do Baby Center que citei acima, é explicado como as crianças demonstram essa ansiedade de separação, de acordo com a faixa etária. Vejam se coincide com o comportamento dos seus filhos.

De 1 a 6 meses

Com menos de 6 meses, as crianças se identificam totalmente com as pessoas que tomam conta delas. Além disso, basicamente pensam em suas necessidades básicas: comida, amor e atenção. Nos primeiros 3 meses, identidade própria está fora de cogitação para seu filho, que se concentra em ter controle de movimentos simples e reflexos.

Você poderá notar os primeiros sinais de independência aos 4 meses, quando o bebê descobre que chorar chama a atenção. Esse é um dos primeiros passos para a criança aprender que tem vontade própria e que seu comportamento provoca reação nas outras pessoas. 

Uma famosa pesquisa britânica mostrou como os bebês não fazem ideia da própria existência quando são bem novinhos. Bebês com menos de 1 ano foram colocados diante de espelhos para ver se entendiam que o reflexo na frente era o deles. Isso não ocorreu. As crianças tocaram a imagem como se estivessem vendo outro bebê.

Em seguida, os cientistas pintaram de vermelho o nariz de cada uma e voltaram a apresentar os espelhos. Em vez de tocar o próprio nariz, os bebês voltaram a tentar “pegar” o do reflexo.
De 7 meses a 1 ano

Por volta dos 7 meses, seu filho vai compreender que é independente de você. Esse é um importante salto cognitivo, mas, infelizmente, vai deixar o bebê ansioso. O elo com você já ficou tão forte que uma mera saída de vista por um segundo fará o bebê se debulhar em lágrimas. A criança ainda não entende que você vai e volta.

E não pense que sair de fininho ao deixar seu filho na escola ou em casa vai ajudar. Na verdade, isso pode assustar o bebê ainda mais. Por mais duro que seja, na hora de ir embora, se despeça cara a cara.

Os bebês podem mostrar sinais de ansiedade de separação a partir dos 6 ou 7 meses de idade, mas a maioria chega ao auge desse comportamento entre 10 e 18 meses.

De 1 a 2 anos (a fase do Luli)

O bebê se diferencia melhor de você e do mundo à sua volta. No mesmo estudo mencionado acima, os pesquisadores pintaram o nariz de crianças de cerca de 1 ano. Ao olhar no espelho, elas tocaram o próprio nariz, indicando entender que a imagem era somente um reflexo delas mesmas.

Aos 2 anos, seu filho poderá ainda ficar chateado ao ser deixado na escolinha ou com algum cuidador, mas isso vai passar muito mais rápido, já que ele tem mais segurança. Experiência e a crescente habilidade da memória ensinaram que você volta depois de algum tempo.

A confiança em você é maior, alimentada por mostras contínuas de amor e cuidados. Essa confiança é que vai possibilitar que a criança se aventure por novidades por conta própria.

Quais são os sinais de independência nessa fase? Pode ser a insistência em vestir aquela fantasia que já está pequena, pode ser a boca pronta só para um tipo de comida ou pode ser a vontade de escalar até a cadeirinha do carro sozinho.

De 2 a 3 anos

Entre 2 e 3 anos, a vontade de ser independente fica cada vez maior. Seu filho vai andar a uma distância maior em relação a você e continuará a testar limites. Prepare-se para ouvir o refrão “sozinho” muitas e muitas vezes.

A ansiedade de separação costuma melhorar quando a criança tem cerca de 2 anos .

Bom, da minha parte, tenho tentado lidar com esses momentos dando colo sempre que possível, acolhendo, estando próxima, conversando com ele de outro cômodo da casa para ele saber que estou por perto. É aquele negócio da fase, a tal fase, que uma hora passa.

O que me deixa tranquila é que, apesar do Luli ficar chateado com minha ausência, na maioria das vezes, se outra pessoa está com ele, ele se distrai rápido e não permanece triste por muito tempo. Aliás, quando não estou em casa, eu chego e ele começa a fazer manhinhas e ficar todo dengoso. Meus pais, minha diarista e o meu marido já me relataram que ele muda de comportamento quando estou por perto. Ou seja, acho que tem um pouco de malandragem aí também…rs.

Conversando com algumas mães, elas sugeriram que ele poderia estar entrando nos Terrible Two. Eu acho que pode ser, mas por outros comportamentos, não necessariamente a esse apego à minha pessoa. No fundo a gente gosta né? Saber que aquele serzinho é doido por você… mas no dia a dia, tem momentos que acho que vou pirar com tanta demanda partindo desse pequeno ser…rs. É louca vida de mãe. Um turbilhão de emoções e sentimentos diários!!!!!

E por aí, quem está passando por essa fase? Compartilhe suas experiências também.

Beijos – Mari

Categorias:Saúde

Reversão de vasectomia x fertilização in vitro: qual é o método indicado?

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Recebi um artigo por e-mail que achei super interessante compartilhar aqui no blog.

Aqui em casa é bem provável que não partiremos para o terceiro filho, mas nunca chegamos a conversar a respeito de que forma vamos evitar isso. A princípio, sigo tomando anticoncepcional, que é algo que eu faço sem estresse e que o meu corpo aceita super bem.

Mas sei que muitos casais, quando decidem por não ter mais filhos, optam pela vasectomia. Mas e se bater o arrependimento depois? Como faz?

Vejam as informações do Dr. Rodrigo da Rosa Filho, especialista em reprodução humana, graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), e sócio fundador da Clínica de Reprodução Humana Mater Prime. O Dr. Rodrigo também é membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP), e co-autor/colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da SBRH e autor do livro ” Ginecologia e Obstetrícia- Casos clínicos” .

“A vasectomia é uma ótima alternativa para os casais que não querem mais ter filhos. O método contraceptivo é eficaz, duradouro e de execução simples. Mas cerca de 9% dos homens que a realizam se arrependem do procedimento ou por causa de um novo casamento ou porque o próprio casal decide ter mais filhos.

“Deste universo, 90% buscam a reversão da vasectomia. E é neste momento que é preciso levar em conta alguns fatores, entre eles o tempo da vasectomia e a idade da mulher”, explica o especialista em reprodução humana, o Doutor Rodrigo da Rosa Filho, que já atendeu centenas de casos de casais que buscam ter filhos após a vasectomia.   

Quanto menor o tempo da realização da vasectomia, maior a taxa de sucesso da cirurgia de reversão e maior a chance de gravidez. Veja a tabela:

Tempo da vasectomia Taxa de sucesso da reversão Chance de gravidez em 1 ano de tentativa
< 5 anos > 90% > 70%
de 5 a 10 anos 80% > 50%
> 10 anos 50% > 40%
> 15 anos 30% < 15%

 

Se o tempo de vasectomia for maior que 15 anos e a mulher tiver mais de 35 anos, com reserva ovariana diminuída, a chance de engravidar começa a decair. A melhor alternativa aqui seria a fertilização in vitro.

 “O tratamento aumenta a chance de gravidez, mas as taxas de sucesso variam de acordo com a idade da mulher, pois não há técnicas que aumentem a qualidade dos óvulos. As chances da fertilização in vitro dar certo variam de 50% a 60% nas mulheres com 35 anos, caindo para 15% nas mulheres com 42 anos”, afirma Dr. Rodrigo.

A fertilização in vitro é realizada em laboratório com preparo do sêmen e dos óvulos. Nesta técnica, a mulher é estimulada a produzir mais óvulos com a administração de hormônios. A coleta dos óvulos é realizada por uma punção realizada por via transvaginal, sob anestesia”.

No mesmo dia, é feita a coleta dos espermatozoides através de ejaculação espontânea (masturbação) ou procedimentos cirúrgicos (extração testicular ou epididimária nos casos de ausência de espermatozoides no sêmen, ambos com anestesia).  Os espermatozoides são preparados no laboratório e, em seguida, colocados numa plaqueta junto com os óvulos para que haja a fertilização espontaneamente. Os óvulos fertilizados têm seu desenvolvimento acompanhado, sendo transferidos após três a cinco dias para a cavidade uterina através de um cateter.  

Por que meu filho joga tudo no chão?

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Por que meu filho joga tudo no chão? Por que, por que, por que?

Luli está com essa mania irritante, que tenho certeza que muita gente vai se identificar.

Então me diga você, seu filho com 15 – 18 meses está com uma mania extremamente irritante de arremessar TUDO no chão? Aliás, não só no chão, mas onde for possível… arremessa longe, às vezes cai no chão, às vezes voa longe.

E quando eu falo tudo, é tudo mesmo. Brinquedos, talheres, prato, copo, mamadeira, comida, chupeta, o que tem nas gavetas, nos armários, nas caixas. Senhoooooooooooooooooooor! Se eu parar para recolher tudo que ele arremessa durante o dia, não faço mais nada na minha vida.

Vendo fotos da Nina, na mesma faixa etária do Luli, elas me relembram que essa mania não é exclusividade dele. Ninoca também curtia esse negócio de jogar as coisas no chão. Mas não sei se eu era mais paciente, ou se ela jogava as coisas com mais delicadeza. Mas o Luli arremessa as coisas com uma força absurda! E ele curte mesmo arremessar lá do alto.

Bom, também posso ter esquecido dessa fase com a Nina. Enfim, a questão é que esse negócio é irritante!!!! Pode ser também que isso aconteça porque o Luli é, na verdade, a Nina (rsrsrsrs). Olhem a foto! Não parece a mesma criança? (todas as imagens são da Nina)


Ah, e tem também o fato de que, depois que o Luli arremessa as coisas e eu repreendo ou peço para guardar, a resposta é sempre a mesma: NÃU. Palavrinha preferida do momento e assunto para outro post.

Mas desabafos feitos, dei um google para ver se achava alguma explicação científica para esse (terrível e chato) hábito. E BINGO! Tem explicação!!! Uhuuuuuuu.

Em um artigo da Revista Crescer é pontuado que entre 1 e 2 anos, a criança começa a explorar os objetos, a perceber que essa brincadeira tem outras consequências, inclusive a de ver o pai e a mãe irritados enquanto se abaixam para pegar uma colher no chão.

Essa atitude é uma forma de aprendizado, embora os adultos possam não encarar dessa maneira. Para uma criança pequena, é a chance de entender que objetos desaparecem e reaparecem, enquanto para uma mais velha, pode significar a descoberta de sons diferentes.

Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Salete Natalina Trigo,  em um outro artigo da Revista Crescer, “o bebê alcançou um desenvolvimento psicológico e motor que favorece explorar o mundo sozinho e à maneira dele”.

Logo, a exploração não representa uma birra (será? tive que continuar lendo para me convencer!). A criança não tem a clara intenção de jogar o garfo no chão porque quer irritar a mamãe. “Deu vontade, ela faz. É mais instintivo e menos racional”, afirma Sandra de Oliveira Campos, pediatra e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Simples assim. Quando quer jogar, joga. Age ao sabor do impulso porque ainda desconhece seus limites.

Ok. Age por impulso. Mas e aí? Como que nós, pais, cuidadores, educadores, fazemos? Porque esse negócio de deixar fazer o que quer não rola né?

Nesse mesmo artigo é dito que entre 1 e 2 anos a criança não entende a reprovação dos adultos e “nãos” e “não pode”, perdidos ao evento, causam pouco efeito.

A dica é escolher as batalhas e, no fim, é o que tenho feito aqui em casa, o que não torna o processo tranquilinho. É desgastante de qualquer forma. Tem dias que estou mais paciente e lido melhor e tem dias que quero arrancar os cabelos da cabeça e rodar a baiana!

Mas enfim, a orientação é, quando o arremessar não apresentar riscos para a criança, largar mão e deixar. Aqui isso rola com a gaveta de babadores, panos de prato, armário de sapatos, pratinhos e copos das crianças, por exemplo. Fica uma zona, depois eu vou lá e guardo e, em algumas situações, convido o Luli a guardar comigo, para deixar ele no controle e tornar o negócio uma “brincadeira” prazerosa (para ele né? rs). Ás vezes funciona, outras vezes não.

Agora, em alguns momentos, não tem jeito, é preciso repreender. Jogar no chão eu aguento, mas sair batendo coisas, por exemplo, nos móveis, na porta do forno, na máquina de lavar louça, já não dá.

Aí eu retiro o objeto da mão do Luli, repreendo dizendo que ali não, e ele perde o direito de arremessar aquele objeto, que é colocado em algum lugar alto. Nesses momentos o caos é instaurado. Ele chora, esperneia, se joga, faz birra. E aí o jeito é tirar o foco, levar ele para outro lugar, ligar um desenho que ele goste, ou esperar o nervoso passar mesmo. Mas tem surtido efeito.

Eu poderia fazer isso sempre, mas acho desnecessário travar batalhas o tempo todo com as crianças. Por isso que super concordo com escolher as batalhas. Pela sanidade mental dos pais e também da criança!

Respirar fundo no olho do furacão, nem sempre é fácil, mas é necessário.

O que me tranquilizou, em minhas pesquisas, foi descobrir que ele não faz isso para me irritar, propriamente, mas para explorar o mundo. Deus queira que seja isso mesmo!

Agora me digam vocês. Por aí também rola arremesso livre de objetos aleatórios? Como vocês lidam com essa situação?

Beijos – Mari